quarta-feira, 21 de março de 2018

Hospital Metropolitano completa 12 anos de atuação com aprovação de 96% dos usuários

No dia 19 de janeiro deste ano, o comerciante Olendino Rodrigues Lobato, 72 anos, ia para o trabalho em Salinópolis, em sua motocicleta. Pouco antes de chegar ao destino, o idoso foi atropelado por um veículo conduzido por um motorista embriagado. A batida na traseira da motocicleta resultou em uma fratura exposta na tíbia e em momentos de desespero para o comerciante. O causador do acidente fugiu.
Para a sorte de Olendino, o acidente aconteceu próximo ao quartel do Corpo de Bombeiros da cidade. Os militares socorreram o comerciante imediatamente e o levaram para o hospital. Horas depois veio a transferência para o Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), em Ananindeua.
Olendino é um dos milhares de pacientes atendidos no HMUE desde sua inauguração, em 2006. Nesta terça-feira, 20, a unidade comemorou 12 anos de funcionamento. Uma cerimônia marcou a celebração do aniversário no sábado, 17. O evento contou com a apresentação do Grand Coral Metropolitano.
Ao longo de 12 anos, a unidade gerenciada pela Pró-Saúde Associação Beneficente de Assistência Social e Hospitalar, sob contrato com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), tornou-se uma referência em bom atendimento e em práticas humanizadas para com seus pacientes.
O comerciante de Salinópolis elogiou o atendimento recebido nos dois meses em que está internado na unidade. Submetido a quatro procedimentos cirúrgicos, Olendino aguarda o quinto, marcado para a próxima semana, no qual irá colocar um enxerto de pele na perna afetada pelo acidente. Confiante, o idoso não vê a hora de deixar de ter a companhia do fixador externo usado no tratamento. “Quando cheguei aqui fui logo atendido. Cheguei e logo depois já me operaram. Tudo muito rápido. Estou me sentindo bem, mas peço a Deus para tirar logo este fixador, porque limita os movimentos”, contou.
O cuidado dedicado aos usuários da unidade foi lembrado pelo colaborador do setor de Almoxarifado, Lucas Delgado, em sua fala durante a cerimônia. Pastor na igreja Assembleia de Deus, Lucas lembrou que os pacientes chegam ao HMUE em situação de fragilidade. “Este hospital é um local em que vidas entram feridas, doentes, muitas vezes não só fisicamente. Como colaboradores, devemos auxiliar nossos pacientes dando o melhor do nosso trabalho e acreditando na melhora deles”, incentivou.
Lucas lembrou que a misericórdia significa ter amor por quem não conhecemos e que este ato se aplica ao dia a dia dos trabalhadores da área da saúde. “Temos que ter o sentimento da misericórdia, amar o nosso próximo mesmo quando não o conhecemos”, disse.
Como Lucas, o diretor-geral do Hospital Metropolitano, Rogério Kuntz, enfatizou o estado em que muitos pacientes costumam dar entrada no HMUE, uma unidade referência no atendimento a trauma e queimados. “Sabemos que este não é um hospital fácil, é uma unidade complexa, cujo principal perfil é o trauma e os queimados e nossos pacientes chegam aqui graves. Por isso é sempre bom termos momentos como estes e trazer bênçãos para este hospital”, afirmou.
Pioneirismo
A unidade iniciou 2018 com novas realizações, uma delas é a formação da primeira cirurgiã do trauma da região Norte. No início de março, o programa de Residência Médica da instituição certificou a primeira profissional da Cirurgia do Trauma de um programa de Residência da região, a médica Thaiana Cerqueira Ferraz.
A médica cursou sua residência totalmente gratuita na instituição. Na formatura, Thaiana destacou que durante sua formação no HMUE conseguiu aprender com casos clínicos que profissionais de outros Estados não têm o mesmo acesso. “É muito gratificante concluir a residência, afinal o hospital nos deu essa oportunidade, em uma especialidade que é muito importante para a sociedade e pouco valorizada, principalmente entre as mulheres”, comentou.
Este ano, o HMUE também implantou a primeira horta orgânica em um hospital público na Região Metropolitana de Belém. No local são produzidas hortaliças, que começam a ser usadas na alimentação servida aos pacientes e colaboradores da unidade. Atualmente são plantadas espécies como alface, chicória, cheiro verde, pimenta malagueta, tomate, pimentão, entre outros.
Atendimentos
O HMUE chega ao seu 12º ano tendo realizado 604.961 atendimentos em 2017, entre cirurgias (10.589), exames (372. 685), internações (8.439), sessões de Fisioterapia (61.455), sessões de Terapia Ocupacional (8.935), atendimentos de Serviço Social (73.714), atendimentos de Psicologia (19.487), além de atendimentos de urgência e emergência e consultas ambulatoriais (49.657). O Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) da unidade atendeu 511 pacientes vítimas de queimaduras.
Um dos atendimentos mais recorrentes realizados no HMUE é o socorro a pacientes vítimas de acidentes de trânsito. No último ano, 4.313 pessoas deram entrada na unidade em decorrência deste tipo de caso. Do total, 1.799 atendimentos foram realizados em pacientes vítimas de acidentes de motocicleta. Outros 1.587 pacientes foram vitimados por colisões. A unidade atendeu, ainda, 755 pacientes vítimas de atropelamentos e 172 em decorrência de acidentes de bicicleta.
O número total de atendimentos relacionados a pacientes vítimas de acidentes de trânsito em 2017 é 23,62% menor que o registrado em 2016. O HMUE tem, ainda, 96,43% de aprovação dos usuários.
Por Ana Negreiros

sexta-feira, 9 de março de 2018

Batalhão de Policiamento das Ilhas será comandado por uma mulher

Belém possui mais de trinta ilhas, entre elas, algumas bastante povoadas como Mosqueiro, Caratateua, Cotijuba, e Combu. Agora estas ilhas passarão a contar com o Batalhão de Policiamento das Ilhas, criado pela Polícia Militar do Pará para atender à população desses lugares. Outra novidade, é que pela primeira vez um batalhão da Região Metropolitana de Belém terá à frente do comando uma mulher, a coronel Érika Natalie Duarte, na PM Pará há 26 anos. O Batalhão especial funcionará na sede do 10º Batalhão, no Distrito de Icoaraci.
A comandante do novo Batalhão terá sob seu comando mais de 500 policiais para fazer o policiamento das ilhas. E contará ainda com o apoio do Grupamento de Polícia Fluvial da Polícia Militar do Pará, com a missão de combater a ações criminosas na região insular de Belém e realizar o policiamento ostensivo nos rios.
Para a comandante do Batalhão, assumir o comando de um batalhão na capital é um desafio que, nenhuma outra mulher, havia assumido na PM Pará. Ela explica que já houve mulheres em outros comandos regionais, mas na capital será a primeira vez. Para ela, estar à frente do policiamento nas ilhas de Belém é um privilégio, especialmente pelo fato de ser apaixonada pela cultura e pela natureza das ilhas de Belém.
“Para mim é um desafio e abracei esta causa pela necessidade de ter esta representatividade feminina dentro de Belém e da Região Metropolitana. Entre os comandos de batalhões e de companhias da capital, nós não tínhamos mulheres. E até mesmo para a Polícia Militar isso representa uma quebra de paradigma”, comenta a coronel.
Habilidades
Érika Duarte entrou para a Polícia Militar aos 17 anos em uma época em que, em virtude do tipo físico feminino, as mulheres eram colocadas em um plano inferior aos homens. “Hoje a gente verifica que a força física não precisa ser a única qualidade de um policial militar. Atualmente muitas ocorrências têm um desfecho satisfatório porque existem outras habilidades, tão ou mais importantes do que a força física, como o poder de negociar, de interceder dentro de uma ocorrência para se ter um melhor desfecho para todos os envolvidos”, ressalta.
Para a comandante, as mulheres trouxeram um “outro olhar” para a segurança pública, por possuírem habilidades diferenciadas e por convenceram o público interno de que não é através da força bruta que se resolvem situações de conflito.
“As mulheres possuem habilidades que os homens não têm. Uma delas é a capacidade de organização, devido especialmente a sobrecarga maior de atividades no dia-a-dia fora da instituição, que recaem sobre elas.”
Érika diz sentir isso em seu cotidiano. Ao chegar do trabalho, entre outras coisas, precisa ver as lições dos filhos, planejar o dia seguinte e administrar a casa. “Hoje muitos lares são comandados por mulheres. Por isso, precisamos ter essa capacidade de organização. Acredito que a instituição só teve ganhos com a entrada das mulheres. Estamos na Policia Militar há 36 anos e somos mais de mil mulheres. E, a cada dia, estamos ocupando espaços antes exclusivos dos homens”, acredita.
Dentro do perfil dos 2.400 policiais militares que ingressaram no último concurso, os cargos de oficial e praça femininos registraram maior concorrência. Oficial feminino teve 286,94 candidatas por vaga, e praça feminino registrou 113,76 candidatas por vaga.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Equilíbrio Fiscal garante ao Pará acesso à linha de crédito para a Segurança Pública

O Governo do Pará é um dos estados que está apto a pleitear a linha de crédito que o Governo Federal irá disponibilizar aos Estados para aplicação em segurança pública. O plano para financiamento aos Estados para reforçar o aparelhamento das polícias, via empréstimo do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), foi anunciado pelo presidente Michel Temer, em reunião com governadores de todo o país, no dia 1º de março, no Palácio do Planalto, em Brasília.
A linha de crédito anunciada é do BNDES: R$ 42 bilhões em cinco anos, sendo R$ 5 bilhões em 2018. Apenas dez estados dos 27 possuem notas A e B no rating (Notas emitidas por agências de classificação de risco sobre a qualidade de crédito) do Tesouro Nacional, com equilíbrio das contas públicas e fiscal. O Pará, inclusive, é um dos dois estados com nota A, ao lado do Espírito Santo. Só quem tem nota A e B pode contrair empréstimo, pois tem solidez fiscal, o que é uma exigência do BNDES e do Tesouro para novos empréstimos. Como o Pará tem rating A e um dos menores endividamentos do país, ele está credenciado a solicitar o empréstimo.
“Colocamos em prática uma nova forma de gestão e governança. A missão não é fácil, mas as medidas de austeridade foram fundamentais para que hoje todos os nossos servidores estejam recebendo em dia, enquanto alguns estados, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e tantos outros, ainda padecem com suas dívidas. Também estamos conseguindo fazer investimentos em áreas estratégicas e entregar importantes obras que estão mudando a realidade da população em todo o Estado”, ressalta o governador Simão Jatene.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lula é condenado a 9 anos de prisão por Sergio Moro em caso do triplex

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi condenado à 9 anos e 6 meses de prisão em um dos cinco processos a que responde na Justiça, relativo ao caso do triplex do Guarujá. O juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, considerou, nesta quarta-feira, que o petista cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro ao ser o beneficiário de 3,7 milhões de reais em propina da construtora OAS. Cabe recurso, mas caso seja condenado em segunda instância, o que não tem prazo para acontecer, ele poderá se tornar inelegível. Lula responderá em liberdade.
A condenação faz parte do primeiro processo dos cinco a que Lula responde. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, acatada pelo juiz, ele teria recebido propina por meio de pagamentos dissimulados na entrega de um apartamento tripex no Guarujá“Entre os crimes de corrupção e de lavagem, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a nove anos e seis meses de reclusão, que reputo definitivas para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou Moro em sua sentença.
Na sentença, Moro também determinou o confisco do tríplex em questão, alegando que ele é “produto de crime”. “Independentemente do trânsito em julgado [confirmação da sentença em tribunais superiores], expeça-se precatória para lavratura do termo de sequestro e para registrar o confisco”. Na mesma sentença, Moro absolveu Lula e Paulo Okamoto, diretor do Instituto Lula, das acusações corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o armazenamento do acervo presidencial em um galpão da empresa Granero na Grande São Paulo “por falta de prova suficiente da materialidade”. "Apesar das irregularidades no custeio do armazenamento do acervo presidencial, não há prova de que ele envolveu um crime de corrupção ou de lavagem", escreveu o magistrado.
Moro, acusado pela defesa de Lula de não ser isento para julgar o petista, também afirmou em seu despacho que a condenação de Lula não lhe traz “qualquer satisfação pessoal”. “Pelo contrário, é de todo lamentável que um ex-presidente da República seja condenado criminalmente”, escreveu o magistrado. Mas também criticou o comportamento do petista ao longo do processo, que de acordo com o magistrado incluiu a intimidação de “agentes da lei” e do procurador Deltan Dallagnol, e afirmou que caberia até mesmo prender preventivamente o ex-presidente. “Aliando esse comportamento [de intimidação] com os episódios de orientação a terceiros para destruição de provas, até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”. O magistrado, no entanto, descarta a medida alegando que “a prisão cautelar de um ex-presidente da República não deixa de envolver certos traumas”, e que a “prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação”.
O advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin estava em audiência com o próprio Sergio Moro, em Curitiba, quando a sentença saiu. Ele só soube da notícia por volta das 16h, porque um assessor o comunicou depois de saber do ocorrido, pela internet. A defesa dará uma entrevista coletiva no final do dia, mas, por meio de nota, já disse que Lula é vítima de lawfare [o uso da lei com finalidades políticas], e alegou a inocência do ex-presidente. Para Zanin, o juiz Moro sempre demonstrou "sua parcialidade e motivações políticas do começo ao final do processo".
Na porta do Instituto Lula, o vice-presidente do PT, Márcio Macêdo, falou brevemente sobre a condenação. "Recebemos a notícia com a serenidade de um inocente e com a indignação de um injustiçado", afirmou. Macedo disse que o partido está programando mobilizações em todo o país e que o ex-presidente fará um pronunciamento "na hora adequada". A executiva do partido se reunirá nesta quarta para deliberar as próximas ações, mas já convocou protestos contra a decisão.
As alegações finais dos advogados foram apresentadas à Justiça de Curitiba no final do mês passado. No documento, de 363 páginas, eles pediram que o ex-presidente fosse considerado inocente das acusações, já que a OAS não poderia ter repassado o apartamento a Lula, pois os direitos econômicos e financeiros do imóvel foram transferidos pela construtora a um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal em 2010. Ele teria sido oferecido ao banco pela OAS como parte de garantia de um empréstimo, que não foi pago. “Nessas alegações finais demostrar-se-á que não apenas o Ministério Público Federal deixou de desincumbir o ônus de comprovar as acusações deduzidas na denúncia, mas, sobretudo, que há nos autos farta prova da inocência do presidente Lula”, afirmaram os defensores.
A linha de defesa diferiu nas alegações daquela apresentada pelo ex-presidente quando prestou depoimento a Moro, em que afirmou que o interesse do tríplex era de sua mulher, Marisa Letícia, que morreu neste ano. A defesa também argumentava que nenhuma prática ilícita ou dissimuladora pode ser atribuída a Lula no caso da armazenagem do acervo presidencial, pois a legislação estimula que instituições públicas e privadas auxiliem na manutenção do acervo presidencial, já que ele integra o patrimônio cultural brasileiro.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Meirelles diz que governo deve editar nova MP com Refis ampliado para as empresas

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse já quase no final da noite desta quarta-feira que a Medida Provisória do Refis, que é a 766, perderá a validade e o governo deverá editar uma nova Medida Provisória, com novos prazos de adesão e descontos para os empresários. Meirelles ficou até às 23h45 no Congresso, tentando fechar um acordo, mas a avaliação da equipe econômica é que haviam sido colocados muitos "jabutis" dentro do parecer final.
A informação de que a equipe econômica planejava a edição de uma nova medida provisória (MP)
Meirelles disse que, com um novo Refis, o governo "não perderá nada". Ele acredita que com um novo Refis, com novo prazo de adesão, haverá ainda mais recursos para 2017, que inicialmente seriam de R$ 8 bilhões. Haverá um desconto maior para empresas que pagarem à vista, por exemplo. A sessão da Câmara virou uma queda de braço porque os deputados queriam primeiro a MP 766 e a Receita, queriam a aprovação da MP 765, que dava reajuste a auditores fiscais. Sem o acordo final, uma nova reunião será feita nesta quinta-feira: pela manhã, com os técnicos e à tarde com os parlamentares. A atual MP do Refis perde a validade no próximo dia 1º de junho.
— Avançamos bastante na discussão, mas, de fato, a aglutinação de diversas emendas estava complexa. Então, a ideia dessa MP é de se esgotar ou ser revogada. A princípio, a (nova) Medida Provisória está sendo considerada a melhor pela eficácia imediata, mas ainda não há uma definição. Estamos ainda num processo de chegar a um acordo, mas ainda não chegamos a um acordo final. Vamos ver qual o número total de adesão. Não há dúvida de que um projeto para um pagamento à vista de uma parcela maior beneficia a arrecadação tributária de 2017. Mas precisa ver qual o volume de companhias e de recursos que terão condições de pagar à vista — disse Meirelles.
Meirelles passou o dia negociando o texto com os deputados, mas na noite a Fazenda constatou muitos itens colocados de última hora.
O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB ), disse que é preciso confiar na palavra de que o governo se compromete a editar uma nova MP do Refis e se votasse mesmo assim a MP dos reajustes.
— Temos que ser cuidadosos no texto de um novo Refis — disse Aguinaldo Ribeiro.
Pelo texto acordado até agora, o prazo de adesão subiria para 30 de abril de 2017; com pagamento à vista de 7,5% da dívida consolidada a ser paga até dezembro; parcelamento em 150 meses, com desconto de 25% nos encargos, 40% nas multas.
A Câmara não conseguiu aprovar a MP que prevê reajuste para várias carreiras e principalmente bônus para auditores da Receita. Os deputados chegaram a aprovar o texto principal, mas derrubaram a sessão na hora dos destaques. A MP perde a validade no dia 1º de junho. Eles ficaram irritados com o lobby dos auditores no momento da sessão.
Os deputados queriam primeiro votar a MP do Refis, mas não houve acordo. O acordo foi que será editada uma nova MP do Refis. Mas isso não foi o suficientes para os parlamentares.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Lula caiu na fogueira

Por Felipe Moura Brasil

Gravação é a única prova admitida pelo PT – de preferência, quando não são dos petistas as vozes na gravação. Todas as outras provas, que exigem leitura de documentos, são dadas como inexistentes, pois petista não lê.

A denúncia contra Lula no caso do tríplex no Guarujá tinha 149 páginas. A denúncia contra Lula no caso do sítio de Atibaia tem 168 páginas. Só essas duas, das seis denúncias contra Lula, somam, portanto, 317 páginas. É muita página para petista ler – muito mais para entender e mais ainda para assumir que entendeu.

“Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler”, disse Lula em programa de TV em 1981, acrescentando que estava com um livro há três meses e tinha lido 300 páginas.

Naquele suposto ritmo, Lula teria levado pouco mais de três meses para ler as denúncias do tríplex e do sítio – e talvez tivesse batido um recorde digno de registro no ‘Guiness Book’ do Partido dos Trabalhadores que não trabalham nem leem.

Como ficou claro após a divulgação das conversas comprometedoras de Joesley Batista com Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB), e das imagens do assessor do presidente com uma mala de dinheiro e da irmã do senador presa, petistas preferem áudios, fotos, galerias e memes. Livro, só se for para colorir – e de vermelho, claro.

Infelizmente para Lula, a denúncia sobre o sítio (fartamente usufruído por ele) é tão arrasadora que até se entende melhor, como antecipamos em Reunião de Pauta, por que seu advogado atuou para impedir a exploração do caso no interrogatório sobre o tríplex (que Lula não chegou a usufruir porque a imprensa o noticiou como dele já em 2010).

Claudia Suassuna, mulher de Jonas Suassuna, disse que “foi realizada a aquisição do sítio Santa Denise” pelo marido, “já sabendo que sua utilização seria de Lula”.

De quebra, “reconheceu que somente estiveram no local por duas oportunidades, em festas juninas organizadas pela família Lula” e “que em uma das ocasiões pernoitou em um hotel na cidade de Atibaia”.

Já o caseiro Maradona, em e-mails enviados ao Instituto Lula em 2014, informava que “morreu mais um pintinho essa noite e caiu dos (sic) gambá (sic) nas armadilhas”; e também que a “pirua (sic) esmagou os três pintinhos de pavão que estava (sic) com ela”.

É complicado refutar a acusação de que Odebrecht, OAS e Schahin reformaram o sítio como forma de pagar a Lula propinas do esquema de corrupção da Petrobras, se considerarmos – além das confissões de executivos das empreiteiras e dos registros das obras – que o proprietário formal do imóvel só frequentava o arraiá dos Lulas, e o caseiro se reportava diretamente ao comandante máximo para narrar o arraiá dos pintos.

Muito mais fácil é fingir que não existe tudo aquilo que petista não lê.

De tanto dançar quadrilha, Lula caiu na fogueira, mas ainda tenta enganar os “gambá”.

terça-feira, 16 de maio de 2017

MARINA DIZ QUE VOTARIA A FAVOR DAS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA SE FOSSE PARLAMENTAR


Até hoje sem se posicionar sobre as reformas do governo Temer, a ex-senadora Marina Silva, candidata à presidência em 2010 e 2014, afirmou nesta segunda-feira 15 que, se fosse parlamentar, votaria a favor das propostas de reforma da Previdência e trabalhista.
Ela acrescentou que trabalharia para corrigir algumas "arbitrariedades" existentes nos textos, em entrevista ao Broadcast Político. Ela concorda, por exemplo, com as idades mínimas de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres e é contra o tempo mínimo de contribuição de 25 anos para se aposentar.
Na entrevista, Marina afirmou também que PT, PMDB e PSDB estão juntos em um movimento para "arrefecer" a Operação Lava Jato.