quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Cerimonial realiza ensaio geral da solenidade de posse do governador do Estado

Está tudo pronto para a cerimônia de posse do governador e do vice-governador do Pará, para hoje, 1º de janeiro de 2015. Simão Jatene será reempossado no cargo de governador pela terceira vez, se tornando o único brasileiro eleito pelo povo a assumir o governo do Estado por três mandatos. Nos próximos quatro anos, Jatene governará ao lado de Zequinha Marinho, vice-governador eleito, que pela primeira vez assumirá um cargo no Executivo estadual. O Cerimonial do Estado realizou o ensaio geral da solenidade, na noite de terça-feira (30).

Cerca de 60 pessoas estão envolvidas na solenidade de posse, que está sendo preparada desde o final de novembro, informou Lúcia Penedo, chefe do Cerimonial do Estado. O ensaio geral reuniu militares, equipe do Cerimonial e representantes de órgãos de segurança pública. “São muitos detalhes que precisam ser planejados, desde o fechamento de ruas, distribuição de convites, até o evento em si. Mas está tudo pronto, e temos certeza que será uma bonita festa, feita especialmente para a população, que está convidada para este ato democrático”, disse Lúcia Penedo.

O trânsito no entorno do local da cerimônia será interrompido pelos órgãos de gerenciamento de trânsito e a segurança ficará a cargo das polícias Civil e Militar e do Corpo de Bombeiros, com apoio de ambulâncias do Samu.

O cerimonial da posse inclui uma missa em Ação de Graças, celebrada na Catedral Metropolitana de Belém; a solenidade oficial de posse, na sede da Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), e o ato público, em frente ao Palácio Lauro Sodré, que abriga o Museu do Estado do Pará e já foi sede do governo estadual. O roteiro do cerimonial começa na Avenida Castilhos França, em frente ao Mercado de Ferro, aonde os dois veículos que conduzirão o governador e o vice-governador serão incorporados ao Regimento de Polícia Montada, que fará a escolta até a Catedral.

A missa, marcada para as 8 h, será celebrada pelo arcebispo de Belém, d. Alberto Taveira, e concelebrada pelos padres Ronaldo Menezes e José Gonçalo. Após a celebração religiosa, os representantes do Executivo estadual caminharão até o prédio do Legislativo para a solenidade oficial. O evento  é organizado pelo Cerimonial da Alepa, com acesso restrito aos deputados estaduais, familiares dos empossados e convidados de todo o país, além de profissionais de imprensa credenciados.

Ato oficial - Simão Jatene e Zequinha Marinho serão conduzidos por líderes dos partidos até a mesa presidencial, formada pelo presidente da Casa, deputado Márcio Miranda, pelo prefeito municipal de Belém, Zenaldo Coutinho, e por representantes do Senado, Câmara dos Deputados, Tribunal de Justiça Eleitoral e Ministério Público, para a leitura do juramento, o ato de assinatura de posse e pronunciamentos. Ao sair do prédio da Alepa, o governador e o vice, junto com uma comissão do Legislativo, serão conduzidos ao palanque.

Na intercessão da Rua Tomázia Perdigão com a Praça Dom Pedro II, o governador será recepcionado pelo Chefe da Casa Militar do Governo, para receber as honras militares. Em seguida, o comandante da Guarda de Honra, tenente coronel Valério, se apresentará ao governador, que passará em revista a tropa formada por mais de 200 integrantes da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros, representando as forças militares do Estado. Ao final da revista à tropa, o chefe da Casa Militar conduzirá o governador ao dispositivo de honra para assistir ao desfile da tropa.

Com o encerramento das honras militares será iniciado um ato ecumênico, com o pastor Gilberto Marques, presidente da Comieadepa (Convenção Interestadual de Ministros e Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado do Pará), e o padre Ronaldo Menezes, pároco da Igreja de São Geraldo Magela, que abençoarão os presentes. Após as bênçãos será iniciada a cerimônia de Aposição de Faixa Governamental, que representa a troca de poder. Como se trata de uma reeleição, o ato é mantido como renovação dos compromissos firmados pelo governador com o Estado. Para o ato será escolhida uma pessoa do público, representando o povo paraense, para realizar a aposição da faixa no governador reeleito. O uso da faixa simboliza responsabilidade, compromisso e honra.

A cerimônia será encerrada com o discurso do governador e o Hino do Pará. Após o evento, Simão Jatene e Zequinha Marinho receberão os cumprimentos. Hoje à tarde 1º de janeiro acontecerá, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, a cerimônia de posse do novo secretariado estadual.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Com novidades, Jatene apresenta equipe de trabalho para gestão do Estado

Em coletiva para a imprensa na manhã e a confirmação de outros nomes no início da noite desta terça-feira (30), o governador Simão Jatene concluiu o dia com o anúncio de 55 nomes que irão ocupar secretarias e órgãos da administração direta e indireta do Estado a partir de 1º de janeiro de 2015. A posse do governador e do vice, Zequinha Marinho, será às 8h30 de quinta-feira, na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), e a posse do secretariado no mesmo dia, às 16 horas, no Hangar.

Veja a programação para a posse neste link. Durante o anúncio, o chefe do Executivo Estadual destacou que o desafio da gestão do próximo quadriênio é ampliar os recursos disponíveis e racionalizar os gastos. Simão Jatene disse, ainda, que optou em dar um perfil mais técnico à equipe de gestores e em fazer uma reforma administrativa, aprovada pela Assembleia Legislativa, com o intuito de enxugar gastos e se adequar à nova realidade econômica do Brasil.

“O cenário econômico do país não é dos melhores, e aqui no Pará não vai ser diferente. Por isso optamos em ter uma equipe mais técnica, para fazer mais com o mesmo ou mais com menos”, afirmou o governador. Veja neste link o perfil de todos os gestores anunciados.

Secretariado – Pela manhã, o governador anunciou os 18 secretários da equipe de governo e outros 25 nomes da administração direta e indireta. No início da noite, mais doze nomes foram confirmados. Restam ainda poucos órgãos, como a Delegacia Geral, Detran, Arcon, Inmetro, Santa Casa e Cerimonial, cujos gestores serão anunciados nos próximos dias.

Do total de 55 nomes anunciados, cerca de 60% são novidades para os postos que passam a ocupar. No secretariado, apenas seis titulares, dos 18, permanecem nas mesmas pastas: José Tostes, na Secretaria de Fazenda; Alice Viana, na Secretaria de Administração; Paulo Chaves, na Secretaria de Cultura; Daniel Nardin, na Secretaria de Comunicação; Adenauer Goes, na Secretaria de Turismo, e Renilce Nicodemos Lobo, na Secretaria de Esporte e Lazer.

Outros nomes são novidades, como o general Jeannot Jansen, que assume a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social; Helenilson Pontes, que ficou na atual gestão como vice-governador, assume agora a Secretaria de Educação (Seduc); Hildegardo Nunes, na Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e de Pesca (Sedap); e Ismar Pereira, na Secretaria de Transportes (Setran). Outros novos nomes são de gestores que já atuavam nas secretarias, mas passam a assumir a titularidade, como é o caso de Heloísa Guimarães, da Secretaria de Saúde (Sespa), e Michell Durans, na Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh).

Outros gestores foram remanejados e seguem na equipe, mas com novas missões. É o caso do secretário de Promoção Social e de Gestão, Adnan Demachki, que assume a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme); Alex Fiúza, da Secretaria de Proteção Social, que passa a comandar a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Educação Técnica e Tecnológica (Sectet); e José Alberto Colares, que esteve na Secretaria de Meio Ambiente e passa a responder pela Secretaria de Planejamento (Seplan).

Noêmia Jacob, presidente da Cosanpa, assumirá a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Obras Públicas (Sedop), e Luiz Fernandes Rocha, que esteve na Secretaria de Segurança, vai comandar a Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas). Já Heitor Pinheiro, que atualmente ocupa a Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas), será titular da Secretaria de Assistência Social, Trabalho, Emprego e Renda (Seaster), uma das secretarias que surgiu como resultado da fusão entre as secretarias de Trabalho e Emprego e a de Assistência Social, conforme reforma administrativa aprovada este mês na Assembleia Legislativa.

Demais órgãos também contam com novidades

Nos órgãos da administração direta, uma das novidades está na Casa Civil, que passa a ser comandada por José Megale, que estava em seu terceiro mandato na Alepa e não concorreu nas eleições deste ano. “A Casa Civil tem um papel constitucional que todos nós conhecemos, mas acho que temos que trabalhar nesse momento é a aproximação do governo e da sociedade, para que as pessoas participem mais ativamente das decisões importantes do Estado”, afirmou.

O novo procurador geral do Estado será Antônio Sabóia de Melo Neto, chefe do escritório da Procuradoria Geral do Estado (PGE). Já Roberto Amoras, da Auditoria Geral do Estado (AGE), permanece no cargo.

A Casa Militar passa a ser capitaneada pelo tenente-coronel César Mello. O coronel Roberto Campos assume o Comando Geral da Polícia Militar. O coronel Nahum Fernandes da Silva, que atuava como subcomandante geral e chefe do Estado Maior Geral, passa a ser o comandante geral do Corpo de Bombeiros, e o coronel Hilton Benigno deixa a chefia do Gabinete Militar da Assembleia Legislativa para se tornar chefe do Estado Maior da PM. Já o tenente-coronel André Cunha permanece na Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe).

Na administração indireta, Dina Oliveira deixa a superintendência da Fundação Curro Velho para assumir a recém-criada Fundação Cultural do Pará (FCP). Já Luciano Dias, que estava na Secretaria de Integração regional, Desenvolvimento Urbano e Metropolitano (Seidurb), vai para a Cosanpa. Lucilene Farinha assume a Companhia de Habitação do Pará (Cohab). O instituto de Terras do Pará (Iterpa) terá como titular Daniel Lopes, e a recém-criada Companhia de Desenvolvimento Econômico do Pará (Codec) será assumida pelo empresário José Severino Filho. Já o deputado, professor e líder sindical José Francisco assume a Casa do Trabalhador.

O Hemopa passa a ser presidido por Ana Suely Saraiva, servidora da fundação há 28 anos. Vitor Mateus assume o Hospital Ophir Loyola, enquanto o Hospital Abelardo Santos será gerido por Andrea Gomes. Na Fasepa, assume Simão Pedro Bastos, e na gerência do CredCidadão, estará Fabrício Gama. Já o Núcleo Gestor do Parque do Utinga será chefiado por Augusto Pantoja.

Para presidir a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Pará (Emater), o escolhido foi Paulo Amazonas Pedroso, que é diretor técnico da instituição desde julho de 2014. O professor Eduardo Costa, secretário de Controle Interno do Tribunal de Justiça do Pará, assume a presidência da Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa). Luciano Guedes, ex-prefeito do município de Pau D’Arco, é o novo titular da Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará).

Continuam como titulares de órgãos da administração indireta Théo Pires, na Prodepa; Abraão Benassuly, da Companhia de Portos e Hidrovias do Pará (CPH); Augusto Sergio Amorim Costa, no Banpará; Cláudio Rocha, na Imprensa Oficial do Estado; Adelaide Oliveira, na Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa); Paulo Campos de Mello, na Fundação Carlos Gomes; o tenente-coronel André Cunha, na Susipe; Anna Lydia Cabeça, no Hospital das Clínicas Gaspar Viana; Thiago Novaes, no Instituto de Desenvolvimento do Pará (Ideflor); Rui Martini, na Escola de Governança; Iris Gama, no Iasep; Allan Gomes Moreira, no Igeprev; Jorge Bittencourt, no Pro Paz; e Cesar Meira, no NGTM.

A secretária de Administração, Alice Viana, acredita que o novo desenho das secretarias estaduais colabora para a ampliação dos mecanismos de governança do Estado. Ela diz que os funcionários públicos não devem se preocupar com as mudanças nas secretarias. “As pessoas podem ficar tranquilas no que se refere à vida funcional, preservação dos direitos, remunerações e cargos para os quais fizeram concurso. O desafio na mudança é a maior profissionalização, requalificação e ampliação da capacidade de execução de serviços”, esclarece.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

PML: APELO AO MP REVELA FRAQUEZA NO GOVERNO

O apelo feito pela presidente Dilma Rousseff para que o Ministério Público auxilie na escolha dos ministros do próximo governo, informando quem teria envolvimento, qualquer que fosse, no esquema de corrupção investigado pela Lava Jato, pode envolver "conflito de interesses", aponta Paulo Moreira Leite em seu blog no 247. Por outro lado, diz ele, o caso "não merece irritantes pancadas além da conta".
Isso porque, "salvo em situações de crise política profunda, quando costumam ocorrer conflitos abertos entre poderes de Estado, não existem nem podem existir segredos para um presidente da República", ressalta o diretor do 247 em Brasília. "A favor de Dilma, pode-se dizer que ela fez o pedido – mesmo inadequado – a partir de uma preocupação legítima. Agiu com transparência, numa entrevista coletiva", pontua.
O jornalista cita como exemplo o escândalo que derrubou Richard Nixon, cuja origem era um acerto de contas secreto de um dos principais diretores do FBI, que se usou da divulgação de informações na imprensa contra o presidente americano. E constata:
O Brasil de 2014 encontra-se a milhares de anos-luz dos EUA de Richard Nixon. Não há comparação possível. A presidente foi reeleita, tem bons índices de aprovação popular e a oposição desmoraliza-se a cada tentativa de virar a eleição no tapetão. Não há um movimento popular contra Dilma e seu governo. Mas o apelo de Dilma ao Ministério Público mostra que o governo não tem sido capaz de mobilizar seus serviços de informação – como o Gabinete de Segurança Institucional, a Abin, e a própria Polícia Federal – para auxiliar o Planalto a tomar decisões e fazer escolhas. Este é um problema sério, que cabe à presidente resolver.

Natal D'Água leva música e solidariedade a ribeirinhos do Estado

A quarta edição do projeto Natal D’Água, que começou no dia 12 de dezembro, tem levado solidariedade, alegria e música a ribeirinhos da região das ilhas de Belém e do interior. O projeto foi criado em 2011 pelo Núcleo Articulação e Cidadania, do governo do Estado, com o apoio de empresas e da sociedade civil. Neste ano, a coordenação do projeto prevê o atendimento de 14 mil famílias, que recebem cestas básicas e 60 mil brinquedos arrecadados para as crianças.
"Ficamos muito felizes com o resultado alcançado em 2013, e ampliamos e fortalecemos essa parceria em 2014. Aumentamos a nossa rede, com a participação de novos empresários e colaboradores. Com isso, conseguimos condições reais de participar mais intensamente do Natal D'Água", disse Danielle Severino, que faz parte da organização do projeto. A primeira distribuição de cestas básicas e brinquedos ocorreu nas comunidades das Ilhas do Combu, Murutucu, Maracujá, Ilha Grande, Furo do Piriquitaquara, Ilha das Onças e comunidade ribeirinha do Aurá. No dia 13, foi a vez das ilhas Longa, Nova, Paquetá, Jutuba, Arapiranga e Urubuoca.
“O Natal D’Água é muito importante para nós, principalmente para as crianças, pois elas gostam muito dos brinquedos e das brincadeiras. Moro aqui há 67 anos e digo que esse projeto é uma das melhores coisas que já tivemos por aqui”, disse Antonia Maria Santos, 67, coordenadora da comunidade Santa Rosa, na Ilha das Onças. Comunidades dos municípios de Abaetetuba, Acará, Ananindeua, Barcarena, Bragança, Cachoeira do Arari, Cotijuba, Igarapé Miri, Inhangapi, Marituba, Melgaço, Soure, Salvaterra, Santa Bárbara do Pará, São Caetano de Odivelas, Icoaraci, Mosqueiro, Outeiro e Belém também receberam as doações neste mês. Nos municípios de Abaetetuba, Bragança e em Belém (no Aurá) também houve programação artística, o Concerto Natalino do Natal D’Água.
Aurá – Na noite do último dia 20, a comunidade do Aurá recebeu pela primeira vez o Concerto de Natal do projeto, na praça central do bairro. Dezenas de pessoas se reuniram para prestigiar o coral e os demais instrumentistas que se apresentaram sob a regência do maestro Tinoco Costa e direção artística da cantora Patrícia Oliveira.
“Estamos muito felizes com esse show aqui. Nunca tinham feito algo parecido com isso aqui no Aurá. As crianças receberam os presentes e ficaram muito alegres, e a gente pode participar de uma festa assim. É muito legal mesmo”, disse a dona de casa Mayara Santos, mãe de três filhos.
A cantora e diretora artística do concerto, Patrícia Oliveira, disse que esse sempre é um momento de muita emoção, “porque você sai de dentro do teatro, do ambiente completamente erudito, e vem para uma praça pública. A gente fica muito feliz não só por estar participando, mas por ver esse trabalho realizado, pois isso aqui serve para trazer também essa cultura que muitas pessoas não têm a oportunidade de ver. O lírico e o popular andam juntos sempre”, frisou. “No concerto misturamos os ritmos brasileiros com a tradição natalina. É algo bem eclético e bem sugestivo para que as pessoas possam interagir”, completou.
Bragança – No município de Bragança, no nordeste paraense, o Concerto de Natal foi apresentado na noite do dia 21. Foi a quarta apresentação desde o início do projeto neste mês. O espetáculo foi apresentado na Praça da Marujada, ao lado da Igreja de São Benedito, um dos pontos turísticos da cidade. “Uma das principais coisas que temos notados em relação aos concertos é a interação do público. É uma novidade cultural, pois são locais aos quais levamos cantores líricos e populares para cantar estas canções natalinas. É uma mistura, e isso tem tido uma aceitação muito grande que pode ser vista pela satisfação do público”, assinalou Danielle Severino.
A servidora pública Graça Miranda é integrante do coral Canto Pará há dez anos e é uma das voluntárias de quatro corais que fazem parte do grupo criado especialmente para o Concerto de Natal do projeto Natal D’Água. “Aqui temos o coral da Santa Casa, Tribunal de Contas do Estado, Correios e do INSS. Todos somos voluntários e cantamos mesmo por prazer. É maravilhoso a gente levar essa alegria às pessoas. É muito comovente isso. Tenho que me controlar um pouco, sabe? Eu danço muito, fico muito feliz, é uma emoção muito grande”, disse.
Na plateia, Nívia Maria Vieira, 33, moradora de Bragança,  que apreciava o show com a filha no colo, destacou a importância de espetáculos como este na cidade. “É um presente para o município de Bragança receber um concerto assim. Bragança é uma cidade que tem mais de 400 anos e é mergulhada na cultura, na questão artística, mas nós sentíamos falta de ter eventos de música lírica, porque ainda temos aqui um teatro, então quando esses concertos vêm até o município, o povo recebe muito bem, como muita alegria”, afiançou.
“Este show é uma alegria para a nossa cidade, que em breve também terá, com a ajuda do governo do Estado, um Liceu de Artes e também um teatro. Além disso, temos aqui um instituto com crianças que estão aprendendo a arte da música, inclusive eles estão montando uma orquestra. Isso sem dúvida vem enriquecer muito Bragança, e a gente vê o povo alegre, chorando e emocionado. Então, a gente agradece muito por este presente de Natal para a cidade e temos muito a crescer ainda”, declarou o prefeito da cidade, Nelson Magalhães, que também é o padre da cidade.
Na abertura do Natal D’Água, o governador Simão Jatene resumiu a importância do sentimento do Natal. “Este é um sentimento que invade os nossos corações e nossas mentes. Um sentimento de fraternidade, de carinho, de harmonia e de amor. Desejo que não seja apenas um sentimento no período do Natal, mas que ele tome conta das nossas vidas por todos os dias e anos que virão. Feliz Natal Bragança, Feliz Natal à região Nordeste, Feliz Natal Pará!”, desejou.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Homicídios aumentam no Estado de SP e roubos registram 18ª alta consecutiva

Foram 361 homicídios no Estado no período, oito a mais do que em novembro de 2013 – uma alta de 2,3% do crime. Com isso, a taxa de homicídios paulista dos últimos 12 meses ficou 0,13% acima da recomendada pela Organização das Nações Unidas (ONU) (10 mortes intencionais para cada 100 mil habitantes).
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Os roubos seguem pelo mesmo caminho, mas com alta sempre maior quando comparados a períodos semelhantes. No mês passado houve um total de 23.507 registros dessa modalidade de crime ante 20.990 casos em novembro de 2013: crescimento de 12%. Também aumentaram 0,6% os furtos de veículos – um total de 9.960 casos.
Apesar dos índices negativos, houve diminuição em algumas ocorrências. É o caso dos furtos, que tiveram queda de 10,3% no período; dos roubos de veículos, de 14,% (7.705 casos); e dos latrocínios, 0,6% (23 casos).
Capital 
Na capital paulista os índices foram um pouco melhores do que no restante do Estado. Houve queda de 13,9% no número de homicídios no período (87 casos), menor índice em um mês de novembro desde a atual forma de organização da SSP, em 2001. Assim, São Paulo, diferente do restante do Estado, segue mantendo-se abaixo da taxa indicada pela ONU – são 9,78 casos a cada 100 mil habitantes.

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Também houve queda no número de roubos de veículos, de 13,4% (3.940 casos), e de furtos, de 11,5% (14.746 ocorrências). A SSP ainda destaca um aumento de 14,4% no número de apreensões de armas de fogo (477 no total).
Entretanto, nos demais índices, a capital segue a tendência de alta da unidade federativa. Houve aumento de 20% no número de latrocínios (12 casos), os roubos cresceram 20,5% (12.338 registros) e os furtos de veículo, 3,4% (4.191 ocorrências).

Jatene concede entrevista em rede nacional para telejornal SBT Brasil

Foi ao ar nesta semana a entrevista que o governador do Pará, Simão Jatene, concedeu para o jornalista especializado em política Kennedy Alencar dentro do “Jornal do SBT”, exibido nacionalmente pelo Sistema Brasileiro de Televisão. A entrevista pode ser conferida na íntegra aqui.

Durante a conversa de cerca de 30 minutos, gravada em São Paulo no dia 16 de dezembro, Jatene comentou os principais desafios do Pará, especialmente em relação à sustentabilidade.

"Temos a percepção clara que a Amazônia e o Pará têm um duplo papel. O país precisa entender isso. Um papel é natural, que é o de sermos grandes prestadores de serviços ambientais em escala planetária. E o segundo é sermos base de vida digna para as pessoas que ali vivem e ali moram. O Pará tem 60% do território brasileiro, 13% da população e só 8% do Produto Interno Bruto (PIB). Esses três dados mostram que a gente precisa rediscutir isso", disse Simão Jatene.

Para o governador, as entrevistas em rede nacional ajudam na rediscussão da contribuição do Pará e da Amazônia ao país. "Temos que tirar a produção do manual de economia. A produção precisa ser entendida como produção da vida, e para isso precisamos de mecanismos que compreendam e recompensem o papel fundamental que a Amazônia e o Pará vem dando ao Brasil e ao mundo", disse Jatene.
Roda Viva - O governador Simão Jatene também participou do programa “Roda Viva”, exibido nacionalmente pela TV Cultura. A entrevista foi ao ar na segunda-feira (22) e pode ser conferida aqui.

Além do jornalista Augusto Nunes, que conduz o programa de entrevistas, participaram da bancada os jornalistas Diógenes Campanha, do jornal “Folha de São Paulo”; Silvio Navarro, da revista “Veja”; Ricardo Galhardo, do jornal “Estado de São Paulo”; além de Marcelo Salazar, do Instituto Socioambiental, e Roberto Smeraldi, da organização não governamental (ONG) Amigos da Terra.

Marituba recebe novo Ginásio Poliesportivo

Marituba, na região metropolitana de Belém, ganhou seu primeiro Ginásio Poliesportivo. A retomada das obras do ginásio que estava abandonado é resultado de convênio com o governo do Estado. Na abertura do espaço, estiveram presentes o secretário especial de Estado de Promoção Social, Alex Fiúza, o prefeito de Marituba, Mário Filho, o prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, e outras autoridades do município.
O novo Ginásio Poliesportivo tem capacidade para 1,5 mil pessoas e permite a prática de vários esportes, como futsal, vôlei e basquete, entre outros. O ginásio é a primeira fase de um grande complexo esportivo que contará com três quadras esportivas cobertas, uma área para cooper, arquibancadas, praça de alimentação, auditório e uma concha acústica. Serão cinco entradas e saídas pela Rodovia BR-316, pela Rua do Fio e pela Rua da Colônia, todas monitoradas com câmeras de vigilância e guardas municipais.
“A construção do ginásio mostra o esforço do governo do Estado a todos, em prol do crescimento do Estado. Por isso damos parabéns ao município de Marituba por esta grande obra feita em parceria com o governo”, disse o secretário Alex Fiúza. A construção foi iniciada em 2004, na gestão do ex-prefeito Antônio Armando, e desde então estava abandonada. Umas das primeiras medidas tomadas no início da atual gestão foi resgatar o convênio com o Estado apara a conclusão da obra.
Resgate – Para o secretário de Cultura, Esporte e Lazer de Marituba, Sérgio Duarte, o novo ginásio fomentará a prática de esportes e a cidadania dos jovens no município. “O novo Ginásio Poliesportivo de Marituba nos permitirá resgatar jovens da ociosidade, dando-lhes opção de lazer e a prática esportiva e senso de trabalho em equipe. Temos o projeto de apoio às crianças de comunidades carentes. Colocamos como prioridades o ensino de artes marciais, como caratê, jiu-jítsu e muay thai, e conseguimos resgatar estas crianças. Também damos apoio aos atletas que já são profissionais, inclusive participando de MMA”, disse.
Durante a inauguração da quadra, o grupo de caratê da Casa da Cultura já se preparava para uma apresentação ao público. “Temos o objetivo de tirar as crianças do mundo das drogas, do crime e até mesmo da prostituição. Aqui com o caratê eles têm a oportunidade de trabalhar com um esporte que é rico em cultura, além de treinar o corpo e a mente. Hoje somos cerca de 400 alunos só em Marituba e vemos que o índice de jovens envolvidos com ilícitos tem caído bastante. Salvamos vidas e também criamos nossos próprios campeões municipais e até mundiais”, contou o professor de caratê Antônio Leite da Silva Júnior.
Um dos jovens que teve a vida mudada com o caratê foi Jonilson Raiol, 19, que há quatro anos participa do projeto. “Quando eu vivia na rua, fazia muita coisa que não prestava, mas sempre gostei de artes marciais e soube do projeto. Decidi entrar e fui me afastando da rua e ganhando a confiança do mestre. Hoje consegui me endireitar na vida e assim vou seguindo a cada dia. Já consegui a minha graduação na faixa roxa e agora eu quero ser também professor. Agora só quero crescer e mostrar para as pessoas que consegui vencer na vida", afiançou.

DILMA ENXERGOU PROBLEMAS REAIS E AGIU COM PRECISÃO

Por Leonardo Attuch
Há razões concretas para acreditar no sucesso do segundo governo Dilma. E elas se tornam cada vez mais evidentes a partir das escolhas feitas por ela para compor seu gabinete ministerial.
Durante a campanha presidencial, uma das mais radicalizadas da história do País, era possível enxergar duas nuvens escuras formadas no horizonte. Uma pairava sobre a atividade empresarial, contaminada pelo excesso de pessimismo dos agentes econômicos, e outra sobre a política, fragilizada pelo escândalo da Operação Lava Jato, que expôs as vísceras do sistema de financiamento eleitoral no País.
Ao compor seu ministério, sem ceder à pressa dos que exigiam decisões de afogadilho, a presidente Dilma demonstrou ter tido a compreensão precisa dos desafios que rondavam – e ainda rondam – seu segundo mandato.
Na economia, era preciso recuperar a confiança de empresários e investidores. E as escolhas de Joaquim Levy, um especialista em contas públicas reconhecido pelo mercado, ao lado de Nelson Barbosa, que terá a missão de elaborar novas reformas estruturais, não poderiam ter sido mais adequadas. Os dois se somam a um Alexandre Tombini que, no segundo mandato à frente do Banco Central, terá maior autonomia para gerir a política monetária, como, aliás, já demonstra a última ata do Comitê de Política Monetária, que sinaliza a busca do centro da meta de inflação já em 2016.
A crise política
Se havia riscos na economia, o temporal anunciado na política parecia ser bem mais assustador. Havia o risco concreto de que a presidente Dilma assumisse um segundo mandato sem as contas aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral, tendo de lidar com um Congresso em ebulição, diante das denúncias da Lava Jato.
Hoje, 24 de dezembro, um dia depois do anúncio de 13 novos ministros, essa crise parece ser bem menor. Ao compor seu gabinete, a presidente Dilma demonstrou critério e coerência. Entre os fatores que explicam suas decisões, destacam-se fatores como lealdade, densidade política e capacidade administrativa. No pelotão de elite da nova equipe, destacam-se três ex-governadores e um ex-prefeito da maior cidade do País: Jaques Wagner, da Bahia, Eduardo Braga, do Amazonas, Cid Gomes, do Ceará, e Gilberto Kassab, de São Paulo. 
Com esses quatro nomes no time, que são também conhecidos pela capacidade de articulação política, a tempestade que se anunciava hoje parece mais uma chuva de verão. O fato concreto é um só: Dilma, hoje, tem uma retaguarda gigantesca no Congresso para enfrentar eventuais turbulências. E a palavra impeachment desaparecerá do vocabulário político.
Mais mudanças?
A montagem da nova equipe demonstra, ainda, uma mudança clara de atitude da presidente Dilma. Neste segundo mandato, ela será mais presidente – e menos ministra de todas as áreas. É ilógico imaginar que nomes como Levy, Barbosa, Wagner, Braga, Cid e Kassab não terão autonomia para tocar suas áreas e executar seus projetos.
No primeiro mandato, a presidente hiperdetalhista, que se envolvia praticamente em todas as áreas, seguia uma lógica distinta. Dilma ainda enfrentava uma transição, com um gabinete herdado do antecessor, e tinha grandes desafios pela frente, como a organização de uma Copa do Mundo.
Hoje, reeleita, ela parece mais segura para trabalhar em equipe, delegar missões e preparar transformações que poderão ter profundo impacto na realidade brasileira. A mais importante, mãe de todas as reformas, é a mudança do sistema político, anunciada em seu discurso da vitória. Só ela será capaz de estancar os escândalos de corrupção que, há meses, ocupam todas as páginas do noticiário político.
Por último, mas não menos importante, será preciso profissionalizar a gestão das empresas estatais, tornando-as imunes ao loteamento político, mas sem perder de vista os interesses nacionais e estratégicos que norteiam a atuação de cada uma delas.
Voltando à primeira frase deste artigo, há razões concretas para otimismo. Um feliz Natal a todos!

Leitura vai ressocializar e reduzir pena de detentos no Pará

Há nove meses Hannyere Lima, 32 anos, começou a repensar suas escolhas e a convivência dentro do cárcere. Ele está preso no Centro de Recuperação Penitenciário do Pará II, no município de Santa Isabel do Pará, nordeste do Estado. O crime cometido foi o assalto a banco. Hannyere é categórico ao afirmar que o conhecimento adquirido com a leitura tem sido fundamental para sua evolução pessoal. Ele fala inglês e espanhol, fez a prova do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pretende fazer o curso de Sociologia para trabalhar com a recuperação de detentos.
“Ler e estudar é a grande possibilidade da ressocialização e da saída da reincidência criminal. Lá dentro do pavilhão, existem críticas, existem os preconceitos de presos que afirmam que não estudavam lá fora e não veem motivos para estudar aqui dentro, existem a reação dos outros detentos, mas aos poucos a gente tem que conseguir cada vez mais adeptos para esse novo projeto. É muito promissor e vai garantir muita coisa boa para gente”, afirma.
O novo projeto ao qual Hannyere se refere é o “Resgatando a dignidade através da leitura”, nascido após portaria assinada no último dia 16 pelos juízes Cláudio Rendeiro e João Augusto de Oliveira, da 1ª e 2ª Varas de Execuções Penais, que coloca a leitura como uma nova forma de remissão de pena. A cada obra literária lida, quatro dias a menos na pena, desde que obedecido o prazo mínimo de 30 dias para a leitura. Além disso, outros critérios de avaliação serão duas formas de produção escrita, a de relatório de leitura e a resenha.
“O projeto, aqui no Pará, foi acionado e apresentado para os juízes pela Defensoria Pública, e achei interessante. Acho que vai contribuir não só para a diminuição da pena do preso condenado, mas também para o processo de integração dele à sociedade. Acredito que a leitura vai trazer outras possibilidades enquanto pessoa mesmo”, afirma o juiz Cláudio Rendeiro.
Reintegração – A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) também participará da avaliação da produção escrita, que será feita por uma comissão nomeada, composta por, no mínimo, três profissionais: dois professores da Seduc (um de língua portuguesa e outro da área de ciências humanas) e um técnico da divisão e educação da Superintendência do Sistema Penal (Susipe), da própria unidade prisional.
“Tivemos grandes investimentos na educação de jovens e adultos que estão no cárcere. A renda per capta de investimento em cada aluno ficou em torno de R$ 1.646 por mês. Quinze municípios do Estado foram incentivados a levar educação a pessoas privadas de liberdade. Devemos encontrar e legitimar este sistema para oportunizar a mais pessoas a educação e cursos profissionalizantes”, diz Nulcia Azevedo, responsável pela Educação de Jovens e Adultos na Seduc.
Segundo a gerente da Divisão da Educação Prisional da Susipe, Aline Mesquita, a portaria é um avanço dentro do sistema educacional prisional. “Nas unidades em que temos dificuldade em fazer salas de aula, os internos terão acesso à leitura de livros científicos, literários e filosóficos, que já estão sendo catalogados. Precisamos ter muita responsabilidade nessa ação de remir pena com leitura. Não podemos contribuir para este interno voltar à sociedade sem nenhum preparo não só profissional, mas também o educacional”, explica.
Critérios – Estão aptos a pleitear a leitura para fins de remissão os presos que, além do perfil comportamental adequado ao trabalho intelectual ofertado, tenham as competências de leitura e escrita necessárias para a execução das atividades. Será voluntária a participação do preso, mediante inscrição no setor de educação da respectiva casa penal. Diante da inscrição, é oferecida uma obra literária, clássica, científica, técnica ou filosófica para cada preso participante.
“Será feita primeiro uma experiência no Presídio Metropolitano de Belém, PEM I, onde haverá uma equipe, uma comissão mista com Susipe, Seduc e Universidade Federal do Pará (UFPA) para a seleção de livros e rigorosos critérios para comprovação da leitura. O diferencial é que essa mesma comissão vai manter o contato com esses presos, em uma espécie de oficina, de dois ou três dias na semana, quando eles serão estimulados ao interesse pela leitura, como compreender a leitura, como colocar isso no papel e como desenvolver essa redação. Será despertado o encantamento pela leitura”, explica o juiz Cláudio Rendeiro.
Tanto a leitura quanto a produção escrita da obra destinada à leitura serão feitas fora das celas, com a orientação de professores da Seduc e uso de metodologia própria. O preso participante, porém, poderá optar por fazer parte da leitura em sua cela. No primeiro mês de implantação do projeto, em 2015, a estimativa é que sejam formadas de três a quatro turmas com 20 internos cada. É necessário que o preso saiba saber ler e escrever e seja maior de 18 anos. Os detentos que têm o ensino médio completo, ao final, produzirão uma resenha. Aqueles que tiverem o ensino médio incompleto irão produzir apenas uma redação.
Origem – A remissão de pena através da leitura foi implantada no ano de 2012 em presídios federais por resolução do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), em conjunto com a Justiça Federal. Em seguida, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) baixou resolução orientando os tribunais de todos os Estados brasileiros a implementar o projeto.
No Pará, a proposta surgiu com a apresentação de um modelo idealizado pela defensora pública Anna Isabel Santos. “Esse projeto é de inclusão social, para que a leitura não seja apenas um alvará de soltura, mas sim transforme o presídio, que hoje é conhecido como  a ‘universidade do crime’, numa universidade de leitores, como um espaço propício da leitura”, defende ela, que teve a ideia depois de observar o resultado da experiência no Estado do Paraná, pioneiro no país. “No acompanhamento com os presos de lá, percebemos uma diminuição na reincidência de 20%, ou seja, essa média de egressos não retornou para o cárcere, pelo contrário, muitos terminaram os estudos, se qualificaram profissionalmente ou entraram numa faculdade”, conta a defensora.
Luan Cardoso, 26 anos, é outro interno do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará. Ele cumpre pena pelos crimes de tráfico de drogas e assalto. No cárcere redescobriu a paixão pela leitura, e a partir daí, virou monitor da biblioteca do centro. “Quando vim para cá, procurei um emprego e encontrei a biblioteca. É o melhor emprego dentro de uma casa penal, visto que aqui tenho mais liberdade com os livros. Todos os dias em pego uma base de pelo menos uns dois a três capítulos para ler. Antes eu só lia a Bíblia, e agora minha cabeça mudou muito. Leio literatura, história, geografia, português. Quero sair e estudar, fazer um cursinho, mudar mesmo de vida”, afirma.
Arca da Leitura – Desde 2011, o governo do Estado implantou no Pará o projeto Arca da Leitura, em que uma estante móvel com 150 livros fica sob a responsabilidade de um interno, que também é o monitor. Ele passa por um treinamento e aprende noções de organização de acervo, registro, catalogação e atendimento. Para ter acesso aos livros, o detento precisa se cadastrar com os monitores. Após o cadastro, ele pode emprestar livros por sete dias úteis.
Hoje 18 unidades prisionais ofertam 17.816 livros aos internos. Para Aline Mesquita, o projeto complementa e auxilia o processo educativo e viabiliza a leitura dentro do próprio bloco carcerário. “O objetivo é oferecer um recurso motivador, interessante e diferente aos apenados, e mostrar que, por meio do conhecimento, a história de cada um pode tomar novos rumos. A leitura é um entretenimento de graça e, sem dúvida, contribui para sair dessa falta de perspectiva”, ressalta.
Atualmente o Pará tem 42 unidades prisionais. A comunidade carcerária é de doze mil detentos; desses, 3.752 estão inclusos em atividades educacionais (arte, música, dança, coral, ensino profissionalizante, programa de alfabetização e educação de jovens e adultos). O número é representativo, mas há metas mais amplas. “O ideal é que todos estivessem em atividades educacionais, mas essa ideia da educação dentro de presídios ainda é muito recente no país. O que sei é que hoje no Pará começamos a plantar e logo, logo vamos colher resultados cada vez melhores. Este foi um ano muito melhor na educação prisional, pelas parceiras tanto estaduais e federais em cursos certificados”, finaliza a gerente. Quem quiser doar livros para o projeto “Resgatando a dignidade através da leitura” pode ligar para o número (91) 3223-1360.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

DILMA DEFINE 13 MINISTROS E UM PERFIL: ESTABILIDADE

Operação já reduziu pela metade furtos e roubos no comércio de Belém

O sistema de segurança pública reduziu em mais de 50% os casos de furtos e roubos na área do centro comercial de Belém, durante o período de compras para as festas de fim de ano, segundo informou o Comando de Policiamento da Capital, da Polícia Militar. O resultado é fruto da Operação Boas Festas, parceria entre polícias, órgãos de fiscalização e lojistas, que neste ano incrementaram as ações de prevenção e repressão com ferramentas de redes sociais, como o WhatsApp.
A redução varia entre 54% e 58% nas áreas de comércio nos bairros do Reduto, Campina, Umarizal, Batista Campos, Castanheira e Parque Verde, em comparação ao ano passado, no período de 15 a 23 de dezembro. O coronel Roberto Campos, comandante do Policiamento da Capital, explica que a parceria com os lojistas e o aumento do efetivo no período natalino foram fundamentais para a redução dos casos de furtos e roubos no comércio.
“São mais 350 policiais nas ruas durante a semana e mais 500 nos fins de semana. A operação Boas Festas foi planejada durante um mês, e pensamos em buscar a parceria com os lojistas e entender o que mais atingia o setor nesse período. O resultado foi muito bom, e eles participam ativamente das ações, com informações precisas e sugestões durante as reuniões de avaliação que ocorrem a cada três dias. Criamos assim uma rede integrada de segurança”, diz o coronel Roberto Campos.
Uma das primeiras sugestões dadas pelos lojistas foi a permanência do policiamento nas ruas após o horário de fechamento das lojas. “Eles tinham uma grande preocupação com a segurança dos funcionários na saída do trabalho. Acatamos a sugestão e, até o momento, não recebemos nenhum caso de assalto no fim do expediente”, reiterou o comandante do Policiamento da Capital.
O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio de Belém (Sindilojas), Joy Colares, frisa que o objetivo principal da Operação Boas Festas não é resguardar o patrimônio do lojista, mas a segurança da população. “Queremos que as pessoas que vão às compras e os funcionários que deixam o local de trabalho em horário superior aos normais se sintam seguros. Mais importante que os números que indicam essa redução é segurança dada pela presença efetiva da polícia na rua”, declara.
Interatividade – A Operação Boas Festas envolve as polícias Civil e Militar, Departamento de Trânsito do Estado (Detran), Sindilojas, Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de Belém (Semob) e Secretaria Municipal de Economia (Secon). O trabalho vai de 12 de dezembro a 1 de janeiro. A novidade da operação é o uso de ferramentas da internet, como o WhatsApp. Representantes de todos os organismos envolvidos fazem parte de um grupo virtual, no qual são postadas informações de situações suspeitas e concretas, em tempo real. Assim a polícia tem agilidade em checar as denúncias ou coibir uma ação no momento em que ela acontece.
O coronel Campos destaca que, além deste grupo, há outro grupo virtual, com policiais que fazem policiamento à paisana e em viaturas descaracterizadas. “Temos o pessoal da inteligência infiltrado diuturnamente nos comércios de Belém; com isso conseguimos tem uma visão mais precisa das ruas e também fiscalizar o trabalho de quem está a frente das ações”, diz o coronel, lembrando que, mesmo com o efetivo nas ruas, é importante que a população tenha atitudes preventivas.
“A maior ferramenta contra furtos é a atenção. É preciso estar atento ao que acontece ao seu redor, evitar falar no celular enquanto caminha e em caso de suspeita de perigo, entrar em locais movimentados e chamar a polícia. A população conta com os serviços do 190, da Polícia Militar, e do 181, que é o Disque Denúncia. O objetivo é assegurar um clima de paz, melhorando o policiamento e criando ambientes seguros para a população”, conclui o comandante.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

JOAQUIM BARBOSA REAPARECE E AGORA ATACA DILMA

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Advogado e eventual candidato a presidência da República em 2018, o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, acaba de reaparecer no debate político; pelo Twitter, ele criticou a decisão da presidente Dilma Rousseff de consultar o procurador-geral da República, antes de nomear novos ministros; "Que degradação institucional! Nossa presidente vai consultar órgão de persecução criminal antes de nomear um membro do seu governo!!!", exclamou JB, antes de arrematar em francês: "Du jamais vu!"

domingo, 21 de dezembro de 2014

EX-QUASE-HEROÍNA DA MÍDIA, VENINA PODE TERMINAR VILÃ

 "Guardem esse nome: Venina Velosa da Fonseca. Uma brasileira digna de respeito, que nos enche de orgulho. Vamos falar dela na Ed. Das Seis", anunciou a jornalista Leilane Neubarth, apresentadora da Globonews, em sua conta no Twitter, no dia 12 de dezembro deste ano.
A geóloga Venina Velosa, que, na semana passada, depôs diante da equipe do juiz Sergio Moro, no Paraná, parecia ser, aos olhos da imprensa familiar, o personagem capaz de demitir Graça Foster da Petrobras, pelo fato de, supostamente, tê-la alertado dos desvios na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco.
Nove dias depois, no entanto, Venina já se vê em outra posição: não mais de estilingue, mas sim de vidraça. Ontem, o jornalista Jorge Bastos Moreno revelou que ela contratou, sem licitação, a empresa do ex-marido por R$ 7,8 milhões, em dois contratos: um de R$ 2,4 milhões e outro de R$ 5,4 milhões. Leia abaixo a nota:
Entre o mar e a terra
A direção da Petrobras insiste em chamar, em notas, a sua ex-gerente Venina Velosa de “a empregada”. Percebe-se aí uma sutil tentativa de desqualificação, que se torna mais contundente, na medida em que tenta mostrar o seu envolvimento com o caso da refinaria Abreu e Lima, por exemplo. Tentar desqualificar a funcionária não é o melhor caminho para defender-se de suas denúncias.
Mas nem tanto ao mar, nem tanto à terra. Não se pode demonizá-la, nem endeusá-la, pois o foco não é ela, mas as suas denúncias. Independentemente disso, Venina tem muita coisa nebulosa também a esclarecer, como a contratação, sem licitação, da empresa Salvaterra, do hoje ex-marido, Maurício Luz, em 2004 (R$ 2,4 milhões) e 2006 (R$ 5,4 milhões), para serviços de consultoria; e também a de Nílvia Vogel como funcionária local, mas custeando sua mudança, quando exercia a representação em Cingapura. Há outros processos contra ela na empresa.

Natal D'água leva música e solidariedade ao bairro do Aurá

Moradores da comunidade do Aurá viveram uma noite diferente nesta sexta-feira, 20. Reunidas na praça central do bairro, dezenas de famílias assistiram ao Concerto de Natal do projeto Natal D’Água, organizado pelo Núcleo de Articulação e Cidadania do governo do Estado, que levou pela primeira vez àquela localidade uma programação que une arte, cultura e solidariedade. Um coral e uma orquestra embalaram a noite com um repertório de músicas natalinas e outros clássicos, eruditos e populares, sob a regência do maestro Tinoco Costa e direção artística da cantora Patrícia Oliveira. 
O evento recebeu o apoio de empresas, prefeituras, sociedade civil e contou com a presença do governador Simão Jatene, da primeira dama, Ana Jatene, e do prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, entre outras autoridades.
A praça já havia sido palco de outra programação, realizada um dia antes pelo Núcleo de Articulação e Cidadania, com distribuição de cestas básicas e a presença do Papai Noel, que distribuiu presentes às crianças da comunidade. “Eu nunca tinha visto nada parecido com isso aqui no Aurá. Ontem foram as crianças que receberam presentes e hoje fomos nós que recebemos, com essa festa tão bonita. É muito legal mesmo”, comentou a dona de casa Mayara Conceição, mãe de três filhos.
A cantora e diretora artística do concerto, Patrícia Oliveira, falou sobre a apresentação. “Este é sempre um momento de muita emoção porque você sai de dentro do teatro, de um ambiente que é completamente erudito, e vem para uma praça pública, onde se fica bem perto das pessoas. O sentimento pra gente é de satisfação, não apenas por participar desse momento, mas por ver esse projeto acontecer, por poder trazer um espetáculo como esse a pessoas que, de outra forma, certamente não teriam a oportunidade de prestigiá-lo. Por isso tivemos a preocupação de misturar os ritmos populares com a tradição natalina, para nos aproximarmos do público e fazer com ele interaja com os artistas."
A receita deu certo e em vários momentos a plateia atuou como parte do coral, entoando clássicos da época como “Bate o sino” e “Um Feliz Natal”. O próprio governador Simão Jatene quebrou o protocolo e em determinado momento do concerto dividiu o palco com os cantores Gigi Furtado, Murilo Guerra e Patrícia Oliveira.
O prefeito de Ananindeua, Manoel Pioneiro, destacou a importância de iniciativas como essa. “É um momento muito especial para todos nós, tendo em vista que estamos em uma comunidade que lutamos tanto para mudar e garantir dias melhores a todos que nela vivem. Estamos às vésperas do Natal e o sentimento com que todas as pessoas envolvidas nesse projeto prepararam essa programação é de fraternidade, o que na minha opinião conseguiu chegar também às pessoas que foram presenteadas com esse show maravilhoso em plena praça central do Aurá. Só tenho a agradecer ao governador Simão Jatene e à primeira dama por proporcionarem esse momento mágico a todos nós”.
Criado em 2011 pelo Núcleo Articulação e Cidadania, do governo do Estado, com o apoio de empresas parceiras e da sociedade civil, com o objetivo de proporcionar um Natal mais alegre a famílias carentes, o projeto Natal D´Água chega à quarta edição com a meta de distribuir 60 mil brinquedos a crianças e 14 mil cestas básicas para as famílias que vivem nas ilhas da Região Metropolitana de Belém e em mais de 300 comunidades em todo o Pará.
As atividades do projeto iniciaram no dia 12 de dezembro com a entrega de brinquedos e cestas básicas em comunidades ribeirinhas da Região Metropolitana de Belém.

sábado, 20 de dezembro de 2014

Consumidor vende casa para pagar conta de energia abusiva, no Pará

As cobranças indevidas e abusivas nas contas de energia elétrica continuam entre as principais reclamações da Proteção e Defesa do Consumidor (Procon). Um consumidor teve que vender a casa para pagar uma conta de aproximadamente R$ 4 mil. De acordo com o Procon, se o consumidor se sentir lesado ou quiser saber o motivo do aumento, ele pode pedir explicação à concessionária de energia.

O advogado do consumidor, Dennis Verbicaro, explica que o consumidor pode exigir da concessionária uma revisão de consumo, visto que não houve alteração no número de equipamentos eletrônicos em uso e nem de pontos de luz em sua residência. "A concessionária é obrigada a fazer uma analise técnica e apresentar uma resposta fundamentada para justificar essa revisão", explica o advogado.

A conta de luz do segurança, Maurito Amaral, chegou a quase R$ 4 mil. O segurança teve que vender a casa onde morava para pagar a dívida e conta que tentou por várias vezes negociar com a empresa, a opção dada pela concessionária foi que o segurança desse o valor de 30% e parcelasse em seis vezes o restante da dívida. 

"As contas que eu estava acostumado a pagar nunca chegaram nem a R$ 200 reais, e aí chega uma conta de quase R$ 4 mil, eu me vi em uma situação difícil, eu não tinha como fazer, comecei a me apavorar por que quando eu vi, meu nome estava sujo e não vi outra alternativa se não botar a casa a venda para poder pagar, eu lutei uma vida para ter essa casa e agora eu tive que vender", diz.

A Concessionária de Energia Elétrica do Estado do Pará (Celpa) ainda não se posicionou sobre o assunto.