sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

MPE vai à Justiça contra propaganda antecipada em caravanas partidárias no Pará


Procuradoria Regional Eleitoral pede imediata suspensão de eventos do chamado "Movimento Queremos Ouvir o Pará", do PMDB

O Ministério Público Eleitoral entrou na Justiça nesta sexta-feira, 28 de fevereiro, com representação por propaganda eleitoral antecipada contra o diretório paraense do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), seu presidente interino, Helder Zahluth Barbalho, e a deputada federal Elcione Zahluth Barbalho, do mesmo partido.
A Procuradoria Regional Eleitoral no Pará (PRE/PA) acusa o diretório e os dois filiados de promover propaganda ilegal por meio das caravanas intituladas Movimento Queremos Ouvir o Pará. Para a PRE/PA, a iniciativa, que já realizou 39 eventos em municípios de todo o Estado desde setembro de 2013, tem o objetivo de divulgar os nomes de Helder e Elcione Barbalho, reconhecidamente pré-candidatos a governador e à reeleição para a Câmara dos Deputados, respectivamente.
O Procurador Regional Eleitoral, Alan Rogério Mansur Silva, e a procuradora eleitoral Maria Clara Barros Noleto solicitaram ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) decisão urgente para suspender a realização de novos eventos que contem com a participação de não filiados ao PMDB. Os procuradores eleitorais solicitaram ao TRE aplicação de multa de R$ 25 mil ao diretório do PMDB e aos pré-candidatos a cada evento irregular que vier a ser novamente realizado.
Como penalidade pela promoção dos 39 eventos já realizados, o Ministério Público Eleitoral pediu à Justiça a aplicação de multa no valor de R$ 975 mil contra o diretório paraense do PMDB e multa no mesmo valor contra Helder Barbalho. No caso de Elcione Barbalho, o pedido de aplicação de multa refere-se a irregularidades em um dos eventos, o realizado em Benevides no último dia 21, e a multa solicitada é de R$ 25 mil.
“Segundo consta nas informações divulgadas pelo partido no Facebook e no twitter, com a veiculação de fotografias e cronograma da caravana do PMDB pelo Estado, os representados vêm se reunindo com a população de diversos municípios, em eventos públicos maciçamente divulgados, com o nítido propósito de debater programas de governo para as eleições vindouras com as populações locais”, critica o texto da ação da PRE/PA.
O Ministério Público Eleitoral enviou servidores para registrarem os eventos promovidos em Benevides e Barcarena este mês, e coletou vídeos, áudios e fotografias que indicam que os encontros do Movimento Queremos Ouvir o Pará são verdadeiros comícios, com faixas de saudações ao reconhecido pré-candidato, jingles, distribuição de calendários com fotos de Helder Barbalho, presença de milhares de pessoas e participação de políticos de partidos que já se declararam apoiadores do PMDB nas próximas eleições. “A capacidade de influenciar grande e expressivo número de eleitores é real e indubitável”, destaca a PRE/PA.

Caixa Seguros apresenta lucro recorde de R$ 1,4 bilhão em 2013

O grupo Caixa Seguros apresentou, em 2013, o lucro líquido recorde de R$ 1,4 bilhão. Houve crescimento de 16% em relação ao ano anterior. O grupo atua nas áreas de seguros, previdência, capitalização, consórcios e saúde.
O faturamento do grupo em 2013 ficou em R$ 9,3 bilhões. No ano passado, o grupo adquiriu a Previsul, companhia de seguros focada na Região Sul, e a Tempo Dental, empresa que atua no ramo de seguros odontológicos.
Somente na área de seguros, o faturamento ficou em R$ 3,2 bilhões e o lucro, em R$ 956 milhões. A Caixa Capitalização, empresa do grupo, faturou R$ 1,2 bilhão em 2013 e distribuiu quase R$ 42 milhões em prêmios para 9.423 clientes. Já na área de seguros de saúde, o faturamento ficou em R$ 68,4 milhões, com 57,6 mil segurados.

Funcionários públicos gregos protestam contra demissão de 11,5 mil

Funcionários públicos gregos em risco de serem demitidos manifestaram-se hoje (28) em Atenas. Os manifestantes marcharam até o Ministério das Finanças, na Praça Syntagma, em frente ao Parlamento grego, e foram dispersados pela polícia. A marcha ocorreu simultaneamente a uma reunião entre representantes do governo e da chamada Troika, formada pela Comissão Europeia,  pelo Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Os trabalhadores, em sua maioria professores, funcionários de limpeza e contínuos, protestavam contra a eliminação de 11,5 mil postos de trabalho prevista para este ano. A Grécia comprometeu-se com a Troika a eliminar os postos este ano, além de 3,5 mil pessoas já demitidas e 20 mil transferidas em 2013.

“O nosso compromisso foi [eliminar] 15 mil empregos no setor público em 2013 e 2014. Esse objetivo vai ser alcançado, disse o ministro da Administração Pública da Grécia, Kyriakos Mitsotakis.  Desde segunda-feira (24), a Troika e o governo fazem o exame regular das contas gregas, a fim de desbloquear a próxima prestação do empréstimo ao país, que está em crise.

*Com informações da Agência Lusa

Fies tem crédito extraordinário de R$ 2,5 bilhões

Lei que abre crédito extraordinário de R$ 2,5 bilhões para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) foi publicada na edição de hoje (28) do Diário Oficial da União. O programa oferece empréstimos a juros mais baixos aos alunos que queiram frequentar um curso superior privado.
A concessão do crédito foi aprovada pelo Congresso Nacional a partir da Medida Provisória 626 de 2013. O Fies concede financiamento a estudantes regularmente matriculados em cursos superiores particulares, com avaliação positiva nos processos conduzidos pelo Ministério da Educação. O programa oferece cobertura de até 100% do valor da mensalidade e juros de 3,4% ao ano. O contratante só começa a quitar o financiamento 18 meses depois de formado.

BNDES registra lucro de R$ 8,150 bilhões em 2013

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 8,150 bilhões em 2013, resultado semelhante a 2012 (R$ 8,126 bilhões, valor ajustado para seguir novas regras de contabilidade).

Os resultados do balanço do ano passado também mostram melhora em outros indicadores relevantes, com destaque para a redução do nível de inadimplência, que atingiu a mais baixa taxa histórica do Banco, e para a melhora na provisão para risco de crédito.

De acordo com a instituição financeira, o resultado de 2013 foi assegurado “por uma significativa melhora no desempenho da Finame, que compensou oscilações dos resultados das operações próprias do BNDES e da BNDESPAR”. A Finame (financiamento para produção e aquisição de máquinas e equipamentos novos, de fabricação nacional) contribuiu com R$ 1,538 bilhão do resultado de 2013, aumento de R$ 710 milhões em relação ao de 2012.

As operações próprias do BNDES contribuíram com R$ 4,894 bilhões (60,1%) deste resultado, ante R$ 5,393 bilhões no exercício de 2012. De acordo com o banco, redução em relação ao ano anterior ocorreu devido à queda dos spreads (diferença entre a taxa de captação de recursos pelo banco e a cobrada dos clientes).

A contribuição da BNDESPAR foi R$ 1,712 bilhão, ligeiramente inferior ao número de 2012 (R$ 1,910 bilhão). “Um dos fatores que explicam esta redução é o menor volume de desinvestimentos, dado o momento de baixas cotações”, informou o banco.

A inadimplência do Sistema BNDES caiu, atingindo o percentual de 0,01% em 31 de dezembro de 2013, sua menor taxa histórica. Em setembro de 2013, a inadimplência do BNDES estava em 0,02% e em 31 de dezembro de 2012, em 0,06%.

O patrimônio líquido do Sistema BNDES totalizou R$ 60,626 bilhões em 2013. Em 31 de dezembro de 2012, o PL era de R$ 49,993 bilhões. De acordo com o banco, o crescimento do patrimônio ocorreu, principalmente,  devido à captação de R$ 15 bilhões do Tesouro Nacional.

O índice de adequação de capital (Índice da Basileia) registrado pelo BNDES foi de 19,2%, superior aos 17,7% registrados no balanço de setembro de 2013 e aos 15,4% de 2012. Esses percentuais indicam a capacidade do banco de emprestar, levando em consideração os recursos próprios e a ponderação de riscos. O índice é um conceito internacional definido pelo Comitê de Basileia. No Brasil, o patamar mínimo é 11%, ou seja, para cada R$ 100 emprestados, os bancos precisam ter R$ 11 de capital.

Os ativos totais do Sistema BNDES somaram R$ 782 bilhões em 31 de dezembro de 2013, apresentando crescimento robusto de R$ 66,5 bilhões em relação ao saldo em 31 de dezembro de 2012. O saldo da carteira de crédito e repasse, líquido de provisão para risco de crédito, atingiu R$ 565,2 bilhões em 31 de dezembro de 2013, dos quais 80,8% correspondiam a créditos de longo prazo.

Pepe: “agora esperamos agilidade do STF no mensalão tucano”

O ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, comemorou nesta sexta-feira, 28, em Palmas, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que absolveu, sob esperneio do presidente Joaquim Barbosa, os líderes petistas José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares e outros cinco condenados na Ação Penal 470 do crime de formação de quadrilha.
“O Supremo tomou a decisão. Fica comprovado aquilo que a gente sempre disse, que não havia um processo dessa natureza, uma quadrilha organizada. O presidente Lula não precisava comprar deputados do PT para aprovar matérias”, afirmou o ministro, que é deputado federal reeleito pelo PT do Rio Grande do Sul.
O ministro esteve na capital do Tocantins para entregar 40 caminhões caçamba do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) a 40 municípios com menos de 50 mil habitantes.
Pepe Vargas aproveitou para alfinetar a morosidade com que o Supremo Tribunal Federal julga a Ação Penal 536, mais conhecida como o Mensalão Tucano. “O que a gente espera agora é que o Supremo tenha agilidade na votação do mensalão tucano. Seria muito ruim o Supremo ter dois pesos e duas medidas. A gente espera que o Supremo aja também neste caso”, disse o ministro.
Na AP 536, o ex-deputado federal Eduardo Azeredo, do PSDB de Minas Gerais, está sendo julgado pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro. Azeredo, que entregou nessa quinta-feira, 27, suas alegações finais no STF, é acusado de ter desviado recursos públicos para sua campanha à reeleição para governador de Minas Gerais , em 1998. A Procuradoria Geral da República recomendou ao Supremo que o ex-parlamentar tucano seja condenado a 22 anos de prisão.

"Cai o castelo de cartas do ministro Barbosa"

Em artigo exclusivo para o Brasil 247, o jornalista Breno Altman,
 diretor editorial do site Opera Mundi,  narra a derrota jurídica de Joaquim Barbosa, aponta seus inacreditáveis insultos que atingem até a presidente Dilma Rousseff – um deles configurando crime de Estado – e prevê o fracasso de sua aventura política; "O ministro Barbosa afunda-se em um pântano de mentiras e artimanhas antes de ter dado sequer o primeiro passo para atravessar a praça rumo ao Palácio do Planalto", diz ele; sobre seu destino, um vaticínio: "Ao final dessa jornada, o chefe atual da corte suprema sucumbirá ao ostracismo próprio dos anões da política e da justiça"; leia a íntegra

 Breno Altman
Especial
 

Médicos cubanos passarão a ter salário de US$ 1.245

Paula Laboissière
Agência Brasil

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, anunciou nesta sexta-feira 28 um reajuste salarial de 25% para os profissionais cubanos que trabalham no Brasil por meio do Programa Mais Médicos. A partir de março, eles vão passar a receber US$ 1.245.

O salário dos cubanos, atualmente, consiste em US$ 400, pagos pelo governo brasileiro, e US$ 600, pagos pelo governo cubano e retidos em uma conta no país. O aumento anunciado pela pasta, portanto, é US$ 245, sendo que o valor total, a partir de agora, será pago no Brasil.

Segundo Chioro, a negociação com a Organização Panamericana de Saúde (Opas) e com o governo cubano para estabelecer o reajuste salarial já estava em andamento quando ele assumiu o comando da pasta, no início do mês de fevereiro. Houve, de acordo com o ministro, uma determinação da presidenta Dilma Rousseff para que o valor pago aos profissionais cubanos fosse revisto.

Chioro fez questão de ressaltar que não houve aumento dos valores repassados pelo governo brasileiro pela cooperação internacional. "Não vamos gastar um centavo a mais. Vamos continuar pagando o mesmo valor", disse. O que houve, segundo ele, foi uma alteração nos valores acordados no contrato com o governo cubano.

Chioro rebateu a ideia de que o anúncio do reajuste seria uma resposta à pressão de médicos cubanos como Ramona Rodríguez, que abandonou o programa. "Não há, da nossa parte, nenhuma questão que envolva diretamente pressão dos próprios médicos cubanos, muito menos daquela profissional. Não é o que nos mobiliza. O que nos mobiliza é a necessidade de aprimorar."
Atualmente, 7,4 mil médicos cubanos atuam no Brasil por meio do Mais Médicos.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Aloysio Nunes diz que agricultura salvou o PIB

Mariana Jungmann
Agência Brasil 

crescimento de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil  em 2013 foi criticado hoje (27) pelo líder do PSDB no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (SP). Em discurso no plenário do Senado, o líder tucano acusou o governo de não fazer os investimentos necessários em infraestrutura, especialmente o setor energético, o que colabora para o baixo crescimento econômico.

“Com esse grau de descaso com um dos setores vitais para o desenvolvimento de qualquer economia, que se repete em relação à infraestrutura de modo geral, não é de se estranhar quando aquilo que deveria ser o prometido pibão, bem grandão, se revela um frustrante e medíocre pibinho”, disse Ferreira.

O líder oposicionista discursou que o baixo crescimento da indústria petrolífera fez cair o desempenho da indústria em geral e que, mais uma vez, o crescimento da agricultura, que foi 7%, “salvou” a economia brasileira. “Mais uma vez, a agricultura brasileira garantiu que o resultado do PIB não fosse pior. Essa agricultura e o agronegócio, tão duramente castigados por esse aliado ruidoso do governo, que é o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra]”, disse Aloysio Nunes Ferreira.

A ex-ministra da Casa Civil, senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), saiu em defesa do governo. Ela lembrou que o investimento cresceu e que a economia brasileira teve desempenho melhor que a dos países desenvolvidos.

“Nosso investimento cresceu mais do que nosso Produto Interno Bruto, mostrando, sim, que, nos últimos anos, tem sido o investimento brasileiro que puxa o crescimento do país. É importante dizer que o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro é maior do que o crescimento americano, de 1,9%; maior do que o do Reino Unido, de 1,9%; maior do que o do Japão, de 1,6%; maior do que o da Alemanha, de 0,4%. Portanto, não há que se falar em pibinho”, disse a senadora.

Gleisi Hoffmann, que discursou logo depois do líder tucano, ressaltou que o mundo todo está em crise e que o Brasil se insere nesse contexto. Entretanto, na opinião dela, o país tem enfrentando a crise com “altivez”, gerando empregos e mantendo a política de inclusão social.

A ex-ministra criticou economistas e jornais que avaliavam que o país entraria em recessão técnica apresentando números negativos por dois trimestres consecutivos. Para Gleisi, essas pessoas torceram contra e não estão sintonizadas com os investidores estrangeiros que têm apostado no Brasil.

“A confiança é demonstrada pela capacidade de atração de investimentos. Quando vem para cá o investimento estrangeiro, quando temos um percentual da nossa dívida pública, sendo financiada por não residentes no País. Isso mostra o que é a diferença entre confiança e desconfiança”, disse.

Os números da economia foram apresentados nesta quinta-feira 27  pelo ministro da Fazenda Guido Mantega. O ministro avaliou que o país deverá manter um crescimento sustentável em 2014, que deverá ser maior que 2013, mas evitou fazer projeções.

Com PIB mais alto, Planalto rebate Financial Times

Ministro-chefe da Secom, Thomas Traumann, enviou resposta ao jornal britânico, que ontem pediu a cabeça do ministro Guido Mantega; no texto, governo brasileiro comparou o PIB daqui de 2,3% (divulgado nesta quinta, 27) ao inglês, que foi de 1,8%; o diário inglês afirmou que só com saída de Mantega Brasil poderia ganhar novamente credibilidade junto aos investidores; Talvez [o critério utilizado seja] um crescimento econômico de 2,3% em 2013, ou uma taxa de desemprego de 5,4% no ano passado, ou talvez reservas internacionais de US$ 376 bilhões e taxas de inflação abaixo de 6%", afirma trecho da nota em que apresenta os bons números brasileiros

Brasil 247 - Com o anúncio feito pelo IBGE dos números do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o Planalto enviou uma resposta ao jornal britânico Financial Times, que ontem pediu a demissão do ministro Guido Mantega. Para o diário britânico, só assim o Brasil poderia ganhar novamente credibilidade junto aos investidores.
 

Decisão do Supremo sobre lavagem de dinheiro fica para 13 de março

 Luciano Nascimento -Agência Brasil

 Após a decisão que absolveu do crime de formação de quadrilha oito condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, os ministros do Supremo Tribunal Federal começaram a julgar, na tarde desta quinta-feira (27), os embargos infringentes que questionam a condenação do ex-deputado João Paulo Cunha, do ex-assessor do PP João Claudio Genu e do ex-sócio da corretora Bonus Banval Breno Fischberg pelo crime de lavagem de dinheiro.
Por decisão do plenário, a sessão foi destinada a ouvir apenas os defensores dos condenados e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Com isso, o desfecho do julgamento ficou para o dia 13 de março, quando o Supremo vai decidir se os três tinham conhecimento dos crimes antecedentes à lavagem de dinheiro, ou seja, de que o dinheiro era oriundo de irregularidades.
Os advogados pediram a absolvição dos clientes. Pierpaolo Bottini, defensor de João Paulo, foi o primeiro a falar. Ele tratou do episódio em que a esposa de Cunha, Márcia Regina, foi encarregada pelo então deputado de sacar R$ 50 mil em espécie no Banco Rural. Foi esse episódio que levou João Paulo a ser condenado por lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Na argumentação do advogado, o então deputado não sabia da origem criminosa dos recursos.

"Não parece aqui que exista ocultação, que exista dissimulação. A esposa foi ao banco durante o dia, pegou os R$ 50 mil e assinou um recibo", disse Bottini.

Genu foi um '"mero intermediário" dos verdadeiros beneficiários do crime e também não tinha ciência da origem dos recursos recebidos, ressaltou o advogado que o defende, , Maurício Maranhão.

O advogado de Fischberg, Antonio Sérgio Pitombo, também argumentou que o sócio da corretora Bônus-Banval não cometeu crime de lavagem de dinheiro.

Se o Supremo acatar os embargos cujo julgamento teve início hoje, João Paulo, que está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no Distrito Federal, terá a pena total diminuída de nove anos e quatro meses, em regime fechado, para seis anos e quatro meses e poderá cumprí-la em regime semiaberto.

Genu e Fischberg, que foram condenados, respectivamente, a quatro anos e três e seis meses, em regime aberto, serão absolvidos do crime de lavagem de dinheiro caso sejam acatados os embargos infringentes.

Justiça suspende trabalho externo de Delúbio Soares


André Richter - Repórter da Agência Brasil

O juiz Bruno André Silva Ribeiro, da Vara de Execuções Penais (VEP) do Distrito Federal, decidiu hoje (27) suspender o benefício de trabalho externo do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Ele foi autorizado a trabalhar na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Brasília.
A decisão vale até o dia 18 de março, quando Delúbio prestará depoimento em uma audiência de advertência por meio de videoconferência. A decisão foi tomada pelo juiz após o Ministério Público afirmar que condenados na Ação Penal 470, o processo do mensalão, que estão presos em Brasília, recebem regalias na prisão.
Após tomar conhecimento dos fatos, o juiz determinou que seja aberto um processo disciplinar para apurar os fatos ocorridos no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), onde Delúbio Soares cumpre pena. Em documento entregue à VEP na terça-feira (25), os promotores do Ministério Público relatam que uma feijoada foi feita dentro do presídio, exclusiva para a ala onde o ex-tesoureiro está preso.
O magistrado também determinou que o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), informe, em 48 horas, se providências foram tomadas para acabar com as regalias. "Considerando que as irregularidades noticiadas e constatadas colocam em risco a higidez do sistema e a própria credibilidade das instituições, acolho a manifestação do Ministério Público do DF e determino a suspensão cautelar imediata dos benefícios externos deferidos por esta própria VEP ao interno Delúbio Soares”, afirmou o juiz.
No documento enviado à Justiça, os promotores dizem que condenados no processo do mensalão recebem regalias, como visitas fora dos dias permitidos, além de alimentação diferenciada.
As irregularidades, segundo o MP, ocorreram no Centro de Internamento de Reeducação (CIR), onde está preso o ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, e no Centro de Progressão Penitenciária (CPP), onde o ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, cumpre pena.
Segundo o Ministério Público, recentemente uma feijoada exclusiva para os internos de uma ala do CPP foi feita com ingredientes que teriam sido comprados na cantina do presídio. A situação, segundo os promotores, gera instabilidade no sistema prisional.
O Ministério Público também declarou que a Subsecretaria do Sistema Penitenciário (Sesipe) está descumprindo outras decisões da Justiça do DF que determinaram o fim das regalias. Em novembro do ano passado, os juízes da VEP decidiram que todos os presos devem receber tratamento igualitário. Segundo os promotores, a “ingerência indevida” da subsecretaria começou após os condenados no processo do mensalão terem iniciado o cumprimento das penas no Distrito Federal.

Com resultado do PIB, dólar cai e chega a R$ 2,32

 Com o resultado positivo do PIB, divulgado nesta quinta-feira, o dólar fechou em queda de 1,19%, cotado a R$ 2,3245 na venda. O giro financeiro ficou em torno de US$ 960 milhões. 
Na semana, a moeda americana tem desvalorização acumulada de 1,23% e no mês de fevereiro, de 3,64%. No ano, a queda é de 1,40%.


Rui Falcão: "caiu farsa da formação de quadrilha"

Presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou, nesta quinta-feira (27), que "agora, é preciso estender essa decisão justa aos embargos do companheiro João Paulo Cunha"; ex-deputado foi condenado pelos crimes de peculato e corrupção passiva e cumpre pena de seis anos de prisão; se a condenação por lavagem for mantida, sua pena ultrapassará os oito anos e ele irá para regime fechado e não poderá trabalhar durante o dia

Brasil 247
 
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou, nesta quinta-feira (27), que "caiu a farsa do crime de formação de quadrilha" no julgamento da Ação Penal 470. "Caiu a farsa do crime de formação de quadrilha. Agora, é preciso estender essa decisão justa aos embargos do companheiro João Paulo Cunha", disse Falcão por meio de sua assessoria de imprensa.

Gleisi enquadra JB: "sua indicação é suspeita?"

Ex-ministra da Casa Civil Gleisi Hoffmann (PT) criticou nesta quinta-feira (27) o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, por ele ter levantado suspeição sobre as indicações dos ministros, feitas pela presidente Dilma Rousseff, que votaram contra o crime de formação de quadrilha aos condenados na Ação Penal 470; a presidente indicou os ministros Luís Roberto Barroso e Teori Zavascki; "Lamento que o presidente de um Poder sugira trama conspiratória do Poder Executivo e Legislativo para indicações do STF", afirmou a senadora, contra o alerta desrespeitoso de Barbosa; "Por não estar de acordo com uma decisão da Suprema Corte, coloca em suspeição todo o processo de nomeação e designação dos membros do STF. Como se ele próprio não fosse resultado desse processo. Isso não faz bem à democracia brasileira", disse Gleisi

Brasil 247 
 
A ex-ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), criticou nesta quinta-feira 27 o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, pelas declarações que ele fez em que levantou suspeição sobre a indicação dos ministros que votaram contra o crime de formação de quadrilha aos condenados na Ação Penal 470.

PIB de 2,3% faz estrangeiro trocar ironia por realismo

Da ironia à seriedade, passando também do pessimismo para o realismo, não há dúvida que o humor dos responsáveis por investimentos internacionais de grandes grupos financeiros mudou – para melhor – a partir da divulgação, nesta quinta-feira 27, do percentual de 2,3% como crescimento do PIB em 2013.

Numa lista de 13 grandes economias, incluindo China e Estados Unidos, o Brasil apresentou o terceiro maior crescimento. Esse número se combinou com o anúncio pelo governo, na semana passada, do estabelecimento de uma meta de 1,9% para o superávit primário em 2014 na melhoria do ambiente para a observação ao Brasil.

Tome-se, por exemplo, como emblemática dessa mudança de olhar sobre a economia brasileira as opiniões dadas antes e depois da apresentação da taxa positiva de crescimento do PIB nacional pelo diretor de Pesquisas para a América Latina da Nomura Securities, Tony Volpon.


- Um fator que chamou a atenção no PIB do trimestre passado foram os investimentos. A entrega da meta cheia de primário neste ano, num contexto de grandes dificuldades do governo para reduzir despesas, seria um fator positivo muito bem recebido pelos investidores", declarou Volpon hoje ao jornalista Ricardo Leopoldo, do serviço Broadcast do jornal "O Estado de S. Paulo". Para o economista, os resultados elimina a possibilidade de o País ser rebaixado pelas agências de classificação de risco.

O mesmo responsável por análises respeitadas pelos investidores, porém, tinha uma análise bem diversa da atual nos primeiros dias de 2014. As palavras de Tony Volpon sobre a economia brasileira expressavam, então, uma ironia nada polida:

- Na verdade, não tem porque o investidor ficar brincando nessas praias exóticas, com pessoas exóticas como Dilma e Mantega para rentabilizar meu capital", declarou ele, numa clara orientação para a fuga de capitais do Brasil.

Ele apontava os reflexos negativos da decisão do Fed de retirar estímulos para a compra de títulos nos países emergentes como responsável por fragilizar a economia brasileira. Nem dois meses depois, porém, essa percepção pessimismista se dissipou.

Abaixo, notícia da Agência Reuters a respeito da supresa do mercado com o crescimento brasileiro em 2013:

Brasil surpreende em 2013 com expansão de 2,3%, mas 2014 deve ser mais difícil

Por Rodrigo Viga Gaier e Patrícia Duarte

RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO, 27 Fev (Reuters) - A economia brasileira surpreendeu no quarto trimestre com crescimento acima do previsto, mas o resultado ainda não foi suficiente para uma mudança significativa das expectativas de um 2014 mais fraco.
O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,7 por cento no quarto trimestre de 2013 na comparação com os três meses anteriores, mais que o dobro da mediana das previsões de economistas consultados pela Reuters, com destaque para o setor de serviços e o consumo do governo e das famílias, que apresentaram expansão.
Em relação ao quarto trimestre de 2012, a alta foi de 1,9 por cento, garantindo um avanço em todo o ano de 2013 de 2,3 por cento, acima do 1 por cento no ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira.
O peso do pagamento dos impostos acabou sendo maior na formação do PIB no ano passado do que em períodos anteriores, sobretudo via ICMS.

Havia preocupações de que o país pudesse ter entrado em recessão técnica no fim do ano --quando há retração por dois trimestres seguidos--, porque no terceiro trimestre de 2013 o PIB encolheu 0,5 por cento sobre o período imediatamente anterior. A última vez que o Brasil viveu essa situação foi no fim de 2008 e início de 2009, auge da crise financeira internacional.

O crescimento de outubro a dezembro sobre os três meses anteriores veio com a expansão do setor de serviços (+0,7 por cento) e do consumo das famílias (+0,7 por cento) e do governo (+0,8 por cento). A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) --medida de investimentos-- também mostrou resultado positivo, com alta de 0,3 por cento.

Nessa comparação, no entanto, a agropecuária ficou estagnada e a indústria encolheu 0,2 por cento, um sinal de fraqueza que chamou a atenção de especialistas.

"A queda da indústria deixa evidente que o que está mantendo o país com uma taxa de crescimento apenas moderada são os problemas no campo da oferta e isso deve continuar neste ano", disse o estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, que vê expansão de 1,8 por cento do PIB em 2014.

Segundo o economista da gestora de recursos Saga Capital Gustavo Mendonça, o mercado esperava uma queda no investimento, o que não aconteceu. "É possível que o aumento do investimento tenha a ver com maiores estoques. Assim, devemos ter um número mais fraco do PIB no primeiro trimestre", afirmou Mendonça. "O ano começou com muita incerteza."

A Reuters consultou 21 analistas nesta quinta-feira e apenas seis deles já revisaram suas previsões para o PIB brasileiro em 2014 para cima, após o quarto trimestre mais forte que o esperado.
O governo mostrou alívio com o resultado do PIB, mas manteve o discurso de que a recuperação na economia será gradual.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que o desempenho do quarto trimestre ficou acima das projeções do próprio governo e que estão dadas as condições para que a trajetória de "crescimento moderado" da economia continue em 2014, ano eleitoral em que a presidente Dilma Rousseff tentará a reeleição.

Durante os três anos de mandato de Dilma, o crescimento médio anual do PIB foi de 2 por cento, muito longe da expansão de 4 a 5 por cento ao ano vista na década passada, quando a demanda chinesa por commodities ajudou o Brasil a despontar entre os mercados emergentes.

As deficiências na infraestrutura, a saturação do crescimento pelo consumo e a queda da confiança de empresários, porém, fizeram com que aumentasse o pessimismo em relação ao país.

ANO FECHADO

Em 2013 como um todo, a FBCF foi a boa notícia, com crescimento de 6,3 por cento sobre o ano anterior, que passou a ter participação positiva no resultado anual, de 1,3 ponto percentual. No ano, o setor agropecuário também se destacou, com alta de 7 por cento no período, mas que tem um peso menor no PIB do que indústria e serviços.

"O investimento foi influenciado para maior produção e importação de máquinas e equipamentos e por programas do governo, como o PSI e o Minha Casa, Minha Vida", disse a jornalistas a economista do IBGE Rebeca Palis.

O consumo do governo teve expansão de 1,9 por cento no ano passado, enquanto o das famílias subiu 2,3 por cento --nesse caso, apesar de ter respondido por 1,4 ponto percentual do PIB de 2013, foi o pior resultado desde 2003, influenciado por juros mais elevados, câmbio e inflação.

O IBGE informou ainda que as exportações de bens e serviços cresceram 2,5 por cento no ano passado sobre 2012, enquanto as importações de bens e serviços tiveram expansão de 8,4 por cento. Com isso, o setor externo teve contribuição negativa de 0,9 por cento no PIB de 2013.

"Com a maior desvalorização do câmbio, as exportações se recuperaram ante as importações no último trimestre, mas isso foi insuficiente para reverter as perdas anteriores", afirmou Rebeca.

Na mesma linha, o ministro da Fazenda destacou que no quarto trimestre as exportações cresceram mais do que as importações, o que deve continuar a acontecer em 2014 pelo câmbio mais favorável às vendas externas e pela melhora do comércio global.
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Reportagem adicional de Felipe Pontes, no Rio de Janeiro, Camila Moreira, Bruno Federowski e Asher Levine, em São Paulo)

STJ suspende ações que contestam correção do FGTS

O ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou ontem (27) a suspensão de todas as ações em tramitação na Justiça Federal que contestam  a correção do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS pela Taxa Referencial (TR). Segundo o STJ, a  decisão terá impacto em mais de 50 mil ações em todo o país.
Gonçalves determinou que os processos sobre o tema fiquem parados até que o tribunal resolva a controvérsia sobre o assunto. A questão sobre o índice de correção que a Caixa Econômica Federal deve aplicar na correção do FGTS tem gerado decisões conflitantes em todo o Judiciário. Em algumas decisões, juízes de primeira instância têm entendido que a TR não pode ser usada para correção e determinam que a Caixa adote o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), indicador oficial da inflação, com cotação superior. 
Com o FGTS, criado na década de 1990, o empregador deposita todo mês o valor correspondente a 8% do salário do empregado. O valor pode ser sacado pelo empregado em caso de demissão sem justa causa ou para comprar a casa própria, por exemplo.

Barbosa critica “discurso político” de Barroso

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Joaquim Barbosa, suspendeu a sessão de ontem (27), em que o plenário da Corte deliberava sobre o reconhecimento, ou não, dos embargos infringentes, que favorecem os réus condenados por formação de quadrilha, na Ação Penal 470, processo do mensalão. O placar parcial é 4 votos a 1 a favor dos acusados de formação de quadrilha..
Antes, porém, de suspender a sessão, o ministro Joaquim Barbosa criticou o voto do ministro Luís Roberto Barroso, que votou pela absolvição de oito réus condenados por formação de quadrilha. O presidente acusou Barroso de fazer “discurso político”, depois de o relator, ministro Luiz Fux, encaminhar voto pela manutenção da condenação original, em 2012. Após o voto de Barroso, os ministros Dias Toffoli, Carmen Lúcia e Ricardo Lewandowski adiantaram voto pela absolvição, conforme entendimento firmado por eles no julgamento da ação principal.
Ao votar pela absolvição dos condenados, Barroso fez uma tabela com porcentagens para exemplificar como as penas de formação de quadrilha foram discrepantes em relação às condenações por corrupção. Para o ministro, as penas foram altas, com “impulso de superar a prescrição do crime de quadrilha e de modificar o regime de cumprimento”. O ministro chegou a dizer que as condenações foram definidas “com tinturas mais fortes”.
Joaquim Barbosa, que foi o relator do processo do mensalão, rebateu o voto de Barroso. O presidente afirmou que as penas pelo crime de formação de quadrilha foram altas devido à quantidade de condenados envolvidos, os montantes de dinheiro movimentados e o tempo em que a quadrilha atuou. O presidente discordou da comparação feita por Barroso com outras condenações, como a do ex-deputado Natan Donadon, devido à quantia de dinheiro movimentado.
Barbosa acusou o ministro, nomeado no ano passado, de chegar ao STF com voto pronto. “Vossa Excelência chega aqui com a fórmula prontinha, já proclamando inclusive o resultado do julgamento. Na sua chamada preliminar de mérito, Vossa Excelência já disse qual é o placar, antes mesmo que o colegiado tivesse votado. A formula já é pronta. Eu indago se Vossa Excelência já tinha antes de chegar a este tribunal. Parece que sim”, disse Barbosa.
O presidente ainda disse que Barroso fez discurso político durante o  voto. “O tribunal não deliberou no vácuo, não exerceu arbitrariedade. Os fatos são gravíssimos, de maneira que trazer para o plenário do Supremo Tribunal Federal um discurso político, puramente político, para infirmar a decisão tomada por um colegiado, em um primeiro momento, confirmada em embargos de declaração. Isso me parece inapropriado, para não dizer outra coisa”, afirmou.
Após as declarações de Barbosa, o ministro Barroso defendeu o direito de divergir do presidente. “Vossa Excelência votou de acordo com vossa consciência, e estou manifestando a minha opinião. O esforço para depreciar o próximo é um déficit civilizatório”, rebateu.

Lula leva Maggi a Cuba para convencê-lo a disputar governo do Mato Grosso

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Blairo Maggi (PR) visitaram ontem quarta-feira (26) a fazenda da empresa agrícola militar Cubasoy, em Ciégo de Ávila, para conhecer a produção de soja e feijão de Cuba. Maggi foi convidado por Lula para conhecer as plantações da ilhae ajudar no intercâmbio de conhecimentos técnicos para aumentar a produtividade da produção agrícola cubana. Ex-governador do Mato Grosso é visto por Lula como melhor candidato para disputar o governo do Estado. 
O senador convidou os cubanos a conhecerem toda a cadeia da soja, milho e algodão de suas fazendas no Mato Grosso, cuja produtividade, graças ao alto uso de tecnologia, é entre duas e quatro vezes a obtida em Cuba. Ele explicou como o cerrado, que na década de 1970 era considerado uma terra imprestável, se tornou a principal região produtora de grãos no Brasil. "A soja no Centro-Oeste do Brasil é tecnologia pura, desenvolvida pela Embrapa e outras instituições privadas. E hoje ultrapassamos a produçao dos Estados Unidos com 92 milhões de toneladas".
A Cubasoy foi criada em 2006 e tem contado com o intercâmbio de técnicos da Embrapa para tentar melhorar a produção de soja na ilha. Mas ainda necessitam de maior conhecimento sobre o solo, acesso a sementes mais modernas e melhor maquinário para ampliar a produção, atualmente em caráter experimental, com variedades de sementes a partir do conhecimento transferido pela Embrapa e equipamentos adquiridos no Brasil.

Mais Médicos de Cuba serão cada vez mais brasileiros
O país que ofereceu quatro mil médicos para atuar em regiões carentes e com demanda de profissionais no Brasil forma, hoje, cada vez mais estudantes de medicina brasileiros. Cuba dará o diploma, apenas em 2014, a 350 dos nossos jovens, que cursaram a faculdade na ilha sem pagar nada.
Em passagem pela capital, Havana, nesta terça-feira 25, o ex-presidente Lula se encontrou com um desses grupos, que será graduado em julho desse ano e disse que pretende voltar para trabalhar no Brasil, por meio do programa Mais Médicos. "Parabéns, vocês são motivo de orgulho para nós", comentou o ex-presidente.
A contratação de médicos cubanos virou polêmica no Brasil, mesmo que eles carreguem o título de ter iniciado a chamada medicina familiar e comunitária – prática em que os médicos são muito mais próximos das famílias, visitam residências e conseguem desenvolver, assim, a política da prevenção.
Em agosto do ano passado, o governo brasileiro fez um acordo com a OPAS (Organização Panamericana da Saúde) para contratar quatro mil cubanos. Em janeiro, o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, admitiu a possibilidade de esse número aumentar, a fim de que se alcance a meta de 13 mil médicos no programa até março.
As críticas contra as contratações miravam, entre outros pontos, o salário recebido pelos cubanos, que recebem cerca de R$ 400, diferentemente de outros médicos estrangeiros, que ganham a íntegra do salário pago pelo governo, de R$ 10 mil. No caso dos cubanos, a diferença do dinheiro é enviada para a ilha.
Muitos médicos de Cuba atuando no Brasil, porém, entenderam a contratação como uma forma de ajudar seu país. "Não interessa o salário, trabalhamos por amor" e "nós não vamos mudar nenhum sistema social, mas contribuir" foram algumas declarações dadas por profissionais cubanos no Brasil. "E a minha família recebe uma ajuda do governo de Cuba, justamente porque estou aqui", disse Idania Garrido, que trabalha no Distrito Federal.
Exercer a medicina como missão de ajudar a sociedade parece uma visão que já contaminou, positivamente, os estudantes brasileiros em Cuba. Os estudantes disseram ontem a Lula querer retornar ao Brasil para participar do programa e atuar em comunidades carentes com uma prática mais humanista da medicina.
"Eu espero que quando retornarem ao Brasil, voltem com muita vontade de trabalhar. Nem sempre vai ser fácil, mas quando vocês vieram para cá, vieram com esse objetivo, de serem médicos, de sobreviver da medicina, mas sem transformar a medicina em mercantilismo", comentou o ex-presidente.


Bancos fecharam 1.024 postos de trabalho no país em janeiro

Na contramão do setor, a CEF criou 521 vagas no período

Os bancos brasileiros fecharam 1.024 postos de trabalho no país em janeiro. Os estados onde houve mais cortes foram São Paulo (278 postos fechados), Rio de Janeiro (177) e Minas Gerais (114). O dado foi divulgado nesta quarta (26) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), por meio da Pesquisa de Emprego Bancário, feita em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Segundo a pesquisa, o número só não foi maior porque a Caixa Econômica Federal criou 521 vagas no período. O estado que apresentou o maior saldo positivo de contratações no sistema financeiro foi Rondônia, com a geração de sete postos. Os bancos contrataram 2.613 funcionários em janeiro, mas desligaram 3.637 no mesmo mês.
“Apesar dos lucros bilionários, os bancos brasileiros, principalmente os privados, continuaram reduzindo postos de trabalho, a exemplo de meses anteriores, o que é completamente injustificável. Dessa forma, eles travam a geração de empregos e renda, prejudicam o emprego dos bancários e não contribuem para o crescimento com desenvolvimento econômico e social do país", disse Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT, por meio de nota.
A pesquisa, feita com base em dados coletados no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego, também apontou que o salário médio dos admitidos nos bancos foi menor do que o salário dos que foram desligados em janeiro. Os novos funcionários foram admitidos com salário médio de R$ 3.443,22, valor 36% menor que o salário médio dos funcionários que foram desligados, de R$ 5.407,07.
O estudo feito pelo Dieese também apontou uma grande diferença entre os salários recebidos pelos diretores de bancos e os bancários. No Itaú, por exemplo,  cada diretor recebeu um salário médio de R$ 9,05 milhões em 2012, valor 191,8 vezes maior que o piso salarial do bancário.

DILMA CAMINHA PARA A "INVENCIBILIDADE"

Eduardo Guimarães

Ao contrário da leitura que a mídia e até analistas independentes fizeram das recentes pesquisas Ibope e Datafolha sobre a sucessão presidencial, há um coquetel de fatos que sugere que a presidente Dilma Rousseff pode estar caminhando para uma quase “invencibilidade” eleitoral neste ano.

Há que explicar, porém, que essa condição favorável à presidente decorre menos de sua força do que da fraqueza de seus adversários e do desarmamento de uma espécie de “bomba atômica” eleitoral com a qual esses adversários, à direita e à esquerda, contavam para fragilizar sua candidatura.

Antes de tratar dos adversários de Dilma, porém, tratemos da “bomba atômica” em questão.

Como o leitor já pode ter adivinhado, refiro-me aos protestos contra a Copa do Mundo. As pesquisas Ibope e Datafolha divulgadas no fim da semana passada surpreenderam pelo enorme apoio que o evento ainda tem no país apesar dos protestos e de uma desinformação que, aliás, o governo não combate, no âmbito da continuidade de sua fraca estratégia comunicacional.

Há anos que os brasileiros vêm sendo bombardeados com más notícias sobre a realização da Copa de 2014 no país. E, do ano passado para cá, esse bombardeio aumentou exponencialmente graças à colaboração dos protestos de rua. Aliás, de janeiro para cá esses protestos e o noticiário negativo atingiram o paroxismo.

Obras atrasadas que a mídia garante que não ficarão prontas a tempo, valorização midiática de declarações negativas de expoentes da Fifa sobre a organização do evento, alegações falsas sobre os recursos da Copa estarem sendo subtraídos dos orçamentos da Saúde, da Educação etc. Com tudo isso, o apoio à realização da Copa no Brasil ainda é imenso.

É espantoso.

Nesse contexto, vale comentar a discrepância entre as pesquisas Datafolha e Ibope recém-divulgadas. Na primeira, o apoio dos brasileiros ao evento teria caído para 52%; na segunda, esse apoio seria hoje de 58%. Vale notar, aliás, os seis pontos percentuais que separam as duas pesquisas. Isso devido ao mau histórico do Datafolha em anos eleitorais…

Seja como for, o apoio à realização da Copa em nosso país ainda é imenso. Mas não é só. O fato mais positivo para Dilma é a desmoralização não só dos protestos contra o evento, mas dos protestos em geral, dado que o Datafolha detectou na ampla pesquisa que divulgou sobre o apoio ao governo, sobre a corrida eleitoral e sobre a aprovação da Copa e dos protestos.

Segundo a pesquisa Datafolha divulgada na última segunda-feira (24), atualmente só 52% dos brasileiros são favoráveis a protestos em geral, seja contra o que for. Esse apoio já foi de 81%, ao final de junho do ano passado. Mas é sobre os protestos contra a Copa que a população se mostra mais contrária: 63% dos entrevistados são contra e só 32% são a favor.

Dessa maneira, a principal arma da mídia, de Aécio Neves, de Eduardo Campos e de Marina Silva para desgastar Dilma perdeu a força. A violência desses protestos contra a Copa, por mais mal que esteja causando ao país, está ajudando a presidente por desmoralizá-los.

O Datafolha também pesquisou dado cujo resultado comprova o interesse que os candidatos de oposição têm nos protestos contra a Copa. Entre os simpatizantes de Eduardo Campos 59% apoiam esses protestos, entre os simpatizantes de Aécio Neves o apoio é de 58% e entre os simpatizantes de Marina Silva, 63%.

Ou seja: os simpatizantes dos candidatos de oposição estão na contramão do resto do país, que repudia protestos contra a Copa na proporção de 63%.

A “bomba atômica” eleitoral contra Dilma, pois, está praticamente desarmada. E a possibilidade de ser rearmada é pequena.

O movimento ‪#‎NaoVaiTerCopa‬ e os partidos políticos por trás desse movimento dificilmente deixarão de usar a estratégia black bloc porque sem ela os protestos seriam ignorados. Algumas centenas de pessoas ficariam gritando para ninguém, o que não produziria maiores efeitos eleitorais.

Com a continuidade da violência nesses protestos a rejeição a eles deve subir ainda mais. Isso sem dizer que o envolvimento de partidos na organização desse tipo de ações que tanto vêm revoltando o país vai se tornar cada vez mais evidente, produzindo um efeito político inverso ao pretendido pelos autores dessa jogada político-eleitoral.

Ora, a estratégia black bloc é o que está matando o apoio a protestos de todos os tipos no país. Aliás, essa estratégia está fazendo a sociedade exigir providências das autoridades para coibir esses protestos.

Sem essa “bomba atômica” eleitoral, a situação dos adversários de Dilma piora muito. Apesar de a mídia ter destacado uma estagnação da melhora da aprovação do governo ou uma piora quase dentro da margem de erro, Aécio Neves e Eduardo Campos estão muito mal na foto.

No caso de Aécio e do PSDB os escândalos envolvendo esse partido em São Paulo e, sobretudo, a situação do agora ex-deputado Eduardo Azeredo, correligionário próximo do pré-candidato tucano, produzem falta de condições de esse grupo político conseguir da sociedade confiança para “mudanças” que dizem que estaria querendo.

Aliás, o péssimo desempenho do governo do PSDB em São Paulo, envolvido em sucessivos escândalos referentes a trens e metrô, desautorizam Aécio a se apresentar como o arauto de “mudanças”.

No caso de Eduardo Campos, o oportunismo de seu partido ao deixar a base de apoio a Dilma só às portas da sucessão presidencial após ter ficado ao lado do PT ao longo de todo o governo Lula e de quase todo o primeiro governo Dilma, dispensa maiores comentários.

Quanto a Marina Silva, seu filme se queimou inapelavelmente com o adesismo a Campos e com a rejeição da criação de seu partido.

Sim, a situação piorou para Dilma de meados do ano passado para cá. Não está recuperando a aprovação de que desfrutava antes das “jornadas de junho”. Mas, diante dos adversários pífios que estão postos, suas condições de se reeleger, seja no primeiro turno ou no segundo, são imensas. Beirando a “invencibilidade”.

Vale tem lucro de R$ 115 milhões em 2013; é 98,8% menor que em 2012

Vale registrou lucro líquido R$ 115 milhões em 2013, segundo balanço divulgado nesta quarta-feira (26). O resultado foi 98,8% menor que o de 2012, quando a empresa teve ganhos de R$ 9,89 bilhões.
 No quarto trimestre, a empresa teve prejuízo de R$ 14,868 bilhões, 172% acima do registrado mesmo período de 2012 e acima do esperado pelo mercado.
Segundo analistas, isso se deu porque, em novembro passado, a Vale decidiu aderir ao Refis (programa de refinanciamento de dívidas tributárias) para o pagamento de imposto de renda e contribuição social sobre o lucro líquido de controladas e coligadas no exterior para o período de 2003 a 2012.
A companhia decidiu pelo pagamento à vista do principal (a parcela das dívidas, e não apenas os juros) para os anos de 2003, 2004 e 2006 e pelo parcelamento do principal, multas e juros para os outros anos.
Apesar do lucro menor, a empresa considerou que teve “forte desempenho” no ano passado. A Vale divulgou ter alcançado recorde de volume de vendas e produção de cobre e ouro e também no volume de vendas de minério de ferro e pelotas.
A receita operacional anual totalizou R$ 106,274 bilhões, 11,2% acima de 2012. Já no trimestre, a receita alcançou R$ 31,053 bilhões, aumento de 21,2% em relação ao mesmo período do ano anterior, puxado principalmente por maiores preços de minério de ferro seguido por volumes de venda de pelotas, níquel e carvão metalúrgico mais elevados.
Produção


A produção de minério de ferro da Vale recuou 3% no ano passado, para 299,79 milhões de toneladas, volume um pouco abaixo da meta de produção da companhia de 306 milhões de toneladas para 2013. A maior produtora de minério do mundo enfrentou restrições na capacidade de transporte da commodity em Carajás, no Pará, além chuvas fortes em minas do Sudeste, que levaram a empresa a decretar "força maior" em dezembro.

A Vale disse que os "contratempos na produção", que levaram a empresa a não cumprir sua meta, foram solucionados em janeiro, "corroborando nossa confiança na entrega do nosso plano de crescimento".
Por outro lado, a mineradora aumentou a produção de níquel, outra importante fonte de receita, em quase 10% em 2013, para 260 mil toneladas. Foi o maior volume desde 2008. A mineradora elevou a extração de níquel em minas do Canadá, Indonésia e Nova Caledônia. No Brasil, porém, a produção despencou, com reparo de um forno na planta de Onça Puma, em Ourilândia do Norte, no Pará.
A planta reiniciou suas operações no quarto trimestre após o fechamento em meados de 2012. Em dezembro de 2013, a produção de Onça Puma foi de 1,3 mil toneladas, cerca de 62% de sua capacidade nominal.
A produção de potássio também diminuiu, devido a parada de manutenção da unidade Taquari-Vassouras. A Vale produziu 126 mil toneladas no quarto trimestre de 2013, volume 21,6% abaixo do alcançado um ano antes.

Embraer lucra tem lucro de R$ 777 milhões em 2013

A Embraer divulgou os resultados do 4º trimestre de 2013 apontando um ganho entre outubro e dezembro de R$ 253,6 milhões. Junto com os outros números, a empresa teve lucro líquido acima das expectativas do mercado em 2013 chegando a R$ 777 milhões.

No 4º trimestre, foram entregues 32 aeronaves comerciais e 52 aeronaves executivas (38 jatos leves e 15 jatos grandes), encerrando o ano com um total de 90 aeronaves comerciais e 119 executivas (90 jatos leves e 29 jatos grandes) entregues.

Como resultado das entregas de aeronaves e do crescimento do negócio de Defesa & Segurança, a Receita líquida atingiu R$ 5.295,7 milhões no 4º trimestre e R$ 13.635,8 milhões no ano, atingindo as estimativas da Companhia para o ano.

Em 2014, a estimativa da empresa é atingir Receita líquida de US$ 6,0 a US$ 6,5 bilhões, impulsionada pelo crescimento no segmento de Defesa & Segurança e pelas entregas estimadas de 92 a 97 jatos na Aviação Comercial, de 25 a 30 jatos grandes e de 80 a 90 jatos leves na Aviação Executiva.

A carteira de pedidos firmes aumentou para US$ 18,2 bilhões, atingindo 46% de crescimento se comparada aos US$ 12,5 bilhões ao final de 2012.

JB proclama absolvição: "Maioria feita sob medida"

Sem chances de reverter a aprovação dos embargos infringentes, presidente do STF conclui às 12:53 seu voto pela formação de quadrilha na AP 470; em vão; placar ficou em 6 a 5 pela absolvição dos réus, entre eles os ex-presidentes do PT José Dirceu e José Genoino; "Esta é uma tarde triste para o Supremo", proclamou, derrotado; antes, atacara: "Uma maioria de circunstância formada sob medida derrubou um trabalho primoroso desta corte", desferiu; "Como não dizer que toda essa trama não constitui quadrilha?", perguntou; "Essa tese não convence a ninguém, os argumentos foram pífios"; e cravou: "O determinismo social está embutido nessa maioria que se formou hoje";sessão suspensa

Investimentos foram destaque do PIB brasileiro

Para um país que teria perdido a credibilidade diante dos investidores, de acordo com analistas no mercado e na imprensa, resultado impressiona: crescimento de 6,3% nos investimentos, que tiveram queda de 4% em 2012, foram a grande diferença para o crescimento de 2,3% do País no ano passado; consumo das famílias também teve impacto importante

STF decreta que PT não formou quadrilha

Cai condenação por crime de formação de quadrilha na AP 470; ministro Teori Zavascki concluiu voto pela absolvição às 10h55, marcando 5 a 1; formação da maioria foi feita por Rosa Weber, que reafirmou em seguida seu voto anterior pela absolvição; com os votos de Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli, Carmen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Teori Zavascki e Rosa Weber, embargos infringentes são aceitos; ministro Gilmar Mendes fala: "Composição do tribunal foi mudada", apontou; Joaquim Barbosa derrotado; link

Quem deveria cair: Mantega ou seu colega inglês?

Brasil desponta como um dos maiores crescimentos de PIB no mundo em 2013, com 2,3%, abaixo da China (7,7%) e Coreia do Sul (2,8%); avanço brasileiro é maior do que o dos Estados Unidos, África do Sul e Reino Unido (os três de 1,9%); Inglaterra se mostra mais frágil que a economia brasileira nos quesitos de dívida bruta sobre o PIB, taxa de desemprego e até reservas internacionais - US$ 70 bilhões contra R$ 376 bilhões do Brasil, segundo números oficiais do FMI; no Brasil, crescimento no quarto trimestre, de 0,7%, foi acima do previsto; números são divulgados um dia depois de o jornal britânico Financial Times ter pedido a cabeça do ministro da Fazenda, Guido Mantega; será que o jornal, agora, vai olhar para o seu próprio quintal?; será que derrubar o ministro das Finanças inglês George Osborne também "pode fazer maravilhas" por lá?