domingo, 31 de agosto de 2014

NECA: “O QUE O PT FAZ HOJE É DE ESQUERDA? NÃO SEI”

Neca diz ter ficado "encantada" quando conheceu Marina Silva.
247 – A socióloga Maria Alice Setubal, conhecida como Neca, carrega em seu nome a comprovação de uma origem rica, a família do banco Itaú, do qual é uma das herdeiras. Por esse motivo, já ouviu muitas críticas desde que se tornou apoiadora de Marina Silva, hoje candidata à Presidência da República pelo PSB. Para muitos, Neca, que é coordenadora do programa de governo de Marina, representa a influência das instituições financeiras na postulação da ex-senadora.
Em entrevista ao jornalista José Fucs, da revista Época (leia aqui), ela conta ter orgulho de sua família e de seu pai, Olavo Setubal, mas acredita que seu currículo não deve ser resumido a isso. "Tenho uma história, uma legitimidade e, hoje, tenho muito mais segurança e tranquilidade para lidar com essa questão", afirma, ressaltando que sempre trabalhou nas áreas de educação e social e que nunca ocupou um cargo no banco.
Neca diz ter ficado "encantada" quando conheceu Marina Silva. "Ela escuta muito. Sempre se diz que ela é intolerante, intransigente e não dialoga. Mas ela escuta as pessoas. Isso não quer dizer que ela seja alguém que demore séculos para tomar uma decisão. Como você viu nos debates, ela é uma pessoa que toma decisão de bate-pronto. Tem convicções firmes, e isso às vezes é confundido com intransigência, mas não é", descreve a amiga.
A apoiadora de Marina Silva diz ser admiradora dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso – para ela, o tucano "está muito à frente do PSDB" – e Lula – "acho que ele fez o Brasil mudar". Sobre o petista, no entanto, acredita que "continua com o mesmo discurso de 2010. Não percebeu que o mundo mudou, e o Brasil também. Lula ainda pensa a política por meio das grandes estruturas, que são as estruturas sindicais, político-partidárias. Não consegue perceber que há algo maior hoje, embora ainda seja difuso".
Sobre a presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, pelo PT, opina: "Dilma é o oposto de Marina. Ela não ouve. Agora, é uma pessoa íntegra, que acredita na causa. Tem um compromisso com o país – dentro do modelo dela, do qual discordo – e é centralizadora". Questionada se se considerada de esquerda, responde: "Tenho um compromisso com a justiça social, com a sustentabilidade, com a liberdade, a democracia. Agora, se isso é ser de esquerda ou direita, não sei. Ser de esquerda é o que o PT faz hoje? Não sei". Neca diz "nunca ter conversado" com Marina sobre fazer parte de um eventual governo seu, mas garante: "Só sei que estarei com ela".

AÉCIO CRITICA MARINA: “NÃO BASTA APENAS TIRAR O PT”.

 "Passarei a torcer contra ela um dia depois da posse", disse Mainardi, ex-Veja
247 – O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, partiu para o ataque contra a adversária do PSB, Marina Silva, que cresceu nas pesquisas e empatou com a presidente Dilma Rousseff (PT), deixando o tucano na terceira posição da corrida eleitoral. Para Aécio, "não basta apenas tirar o PT" do poder, "é preciso ter um projeto político que ofereça segurança ao Brasil".
No programa de TV transmitido neste sábado, Aécio afirmou: "Eu respeito a Marina. Ela também é uma pessoa com boas intenções. Mas a gente já viu que, para mudar tudo o que está errado, é preciso muito mais do que isso". Segundo ele, "sem experiência, sem força política, o sistema engole as boas intenções da noite para o dia". Para o tucano, "sem força política, a mudança não acontece".
Com o discurso, o presidenciável critica também a doutrina pregada por Diogo Mainardi, ex-Veja e comentarista da Globonews, e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), seu próprio cabo eleitoral. Os dois defendem um vale tudo para tirar o PT do poder. Mainardi, por exemplo, disse que defenderá Marina até que ela seja eleita. "Passarei a torcer contra ela um dia depois da posse", disse.

Educação: o Pará "fez o que poucos Estados fizeram" fala o secretário de Promoção Social, Alex Fiúza de Melo.

O compromisso assumido pelo Governo do Estado de manter o diálogo com representantes do funcionalismo público estadual foi reiterado na última quarta-feira (27), por gestores da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que se reuniram com representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará (Sintepp). Durante o encontro, realizado na sede da Secretaria, na Avenida Augusto Montenegro, o titular da Secretaria Adjunta de Ensino (Saen), Licurgo Brito, ouviu quatro reivindicações da categoria, sobre educação especial, reforma nas escolas, ações no sistema penal e calendário escolar.
As propostas que não podem ser atendidas de imediato serão analisadas em conjunto, para posterior retorno aos sindicalistas. Sobre o calendário escolar, a Saen analisou a viabilidade de três propostas, não especificadas durante a reunião, e que deverão ser enviadas por e-mail ao Sintepp para avaliação dos trabalhadores. Em uma semana, a Saen informará sobre o convênio firmado com a Superintendência do Sistema Penitenciário do Pará (Susipe), sobre temas específicos, como transporte e salário. Em relação às reformas nas escolas, a Seduc esclarece que não há intenção de desapropriar ou remanejar o prédio onde funciona a Escola Albanízia de Oliveira Lima, no bairro do Marco, uma vez que o objetivo é sempre valorizar o aprendizado.
Licurgo Brito também garantiu que não há orientação para retirada de professores efetivos com lotação na modalidade Educação Especial. A Saen está concluindo levantamento sobre a habilitação dos professores, para analisar cada caso. Foi acordado que o Sintepp enviará uma nota técnica  para a Seduc, detalhando as demandas dos trabalhadores. De posse dessas informações, a Secretaria fará uma análise jurídica sobre os casos.
Magistério - A prática de ensino nas 1.054 escolas públicas estaduais, com 645.870 estudantes e mais de 23 mil professores, recebeu um incentivo no início do ano letivo de 2014 (em abril), com a antecipação da majoração do percentual de hora-atividade de 20% para 25%, o que deveria ocorrer apenas em julho de 2014, conforme previsto na Lei nº 7.442/2010 (PCCR). Esse aumento no percentual garante maior espaço de tempo para que os professores possam planejar suas atividades destinadas às atividades em sala de aula.
A implantação do novo percentual representa um impacto de R$ 6,5 milhões/mês, só com o pagamento da jornada de trabalho com 25% de hora-atividade e o acréscimo de 6% na remuneração da hora-aula do professor. A hora-atividade é o tempo remunerado ao professor para preparação e planejamento pedagógico.
Com efeito estratégico no planejamento das aulas e no aperfeiçoamento da apresentação do conteúdo didático aos estudantes, a legislação viabiliza nova sistemática de trabalho para os docentes, conciliando planejamento e prática nas escolas. A reestruturação da jornada de trabalho e aulas suplementares vão ao encontro das diretrizes do Pacto pela Educação do Pará, desenvolvido pela Seduc com outras instituições, inclusive privadas, empresas e órgãos públicos parceiros, com o objetivo de aumentar a qualidade da educação no Estado em 30% até 2017.
Só em 2014, R$ 37 milhões garantiram o pagamento regulamentar do ajuste de 8,32% no valor do piso nacional da categoria. Outros R$ 92,5 milhões por ano circularão na economia do Estado com o pagamento da hora-atividade a 25% e das aulas suplementares na classe. “Uma construção coletiva sempre rende frutos”, afirmou Licurgo Brito, sobre o processo de negociação da pauta entre Estado e professores.
Diálogo permanente - A pauta é contínua e, assim, o Estado vem tratando as questões relativas à categoria dos profissionais de educação desde a última greve, em 2013. “Ao longo dos três anos e sete meses de gestão honramos todos os compromissos assumidos com os servidores da educação, especialmente no que se refere à pauta salarial e ao cumprimento das vantagens previstas no PCCR (Plano de Cargos, Carreira e Remuneração), visando a valorização dos profissionais da educação”, afirmou a secretária de Estado de Administração, Alice Viana.
Outros compromissos históricos com a educação pública paraense viraram projetos de lei que, recentemente aprovados, hoje já fazem parte da legislação, como as leis do Sistema Modular de Ensino (Some) e de Eleições diretas para direção de escolas. O governo também aplicou medidas inovadoras para elevar a remuneração do professor, com a aprovação da Lei nº 8.030, de 21 de julho de 2014, publicada no Diário Oficial do Estado em 24 de julho.
A legislação dispõe sobre a jornada de trabalho e as aulas suplementares dos professores da educação básica da rede pública de ensino do Pará, e foi concebida pela Seduc, em parceria com a Secretaria de Estado de Administração (Sead) e o Sintepp. A lei define, ainda, que até 2018 a hora-atividade atingirá o patamar de 33% da jornada de trabalho, conforme previsão da Lei do Piso Nacional da Categoria.
Aulas suplementares - Com relação às aulas suplementares, que correspondem à extrapolação da jornada de trabalho por necessidade, para atender exclusivamente a regência de classe na educação básica nas escolas da rede pública estadual, os professores passam a ser classificados na classe e nível em que estiverem enquadrados, não mais pelo nível inicial (nível A), como era praticado com base no Estatuto do Magistério. A nova legislação tem um impacto de 6% de acréscimo na folha de pagamento da Seduc.
De acordo com o PCCR, foram estabelecidas quatro classes de cargos aos professores: Professor Classe 1, que possuem nível superior; Classe 2, aqueles com titulação de pós-graduação/especialização; Classe 3, com titulação de Mestrado, e Classe 4, com titulação de Doutorado. Cada classe possui 12 níveis classificatórios a partir do tempo de serviço de cada professor, de “A” até “L”. “O valor das aulas suplementares era sempre calculado pelo nível “A” de cada classe. Mas a partir de julho de 2014 vem sendo calculado no nível em que o professor estiver enquadrado, de acordo com sua titulação e seu tempo de serviço, representando um impacto de aproximadamente R$ 400 mil por mês na folha da Seduc”, destacou o secretário.
Pela nova legislação, se um professor atua em 200 horas, ele terá 150 horas em sala e mais 50 de hora-atividade (25%). Um professor com 200 horas de regência (em sala) ficará com 150 horas em sala e 50 de hora-atividade no vencimento-base, mais 50 horas em sala como aula suplementar e mais 10 como hora-atividade (20%), totalizando 260 horas de carga horária remunerada.
“O Pará fez o que poucos Estados fizeram”, garantiu o secretário Especial de Promoção Social, Alex Fiúza de Mello, para quem o Estado sinalizou a conquista de 33% de aumento na hora-atividade. “O aumento previsto é a demonstração de avanço na valorização do profissional da educação por parte do Estado”, reiterou.
Mais duas leis foram aprovadas para atender temas específicos. Uma delas regulamenta e define o funcionamento do Sistema Modular de Ensino (Lei nº 7.806, de 30 de abril de 2014), que amplia as oportunidades educacionais no Ensino Fundamental e no Ensino Médio para estudantes do interior. A outra definiu a escolha de diretor e vice-diretor por eleição direta (Lei nº 7.855, de 12 de maio de 2014). Medidas de democratização e de transparência como essas são de interesse do governo e da categoria.
O Some garante acesso à educação básica e isonomia nos direitos, e assegura a ampliação do nível de escolaridade e a permanência dos alunos em suas comunidades, observando as peculiaridades e diversidades encontradas no campo, nas áreas quilombolas e aldeias indígenas do Pará, em respeito à Constituição Federal. Está em curso a adaptação de projetos pedagógicos diferenciados, que observem as peculiaridades das populações.
A lei aprovada em  2 de abril, e publicada no Diário Oficial do Estado em 30 de abril, determina que “o Ensino Modular é direcionado à expansão e promoção das oportunidades educacionais em nível de Ensino Fundamental e Médio, para a população do interior do Estado, com base nas questões geográficas de acesso ao ensino na cidade, respeitando a permanência do aluno na sua comunidade”, acrescentou o secretário.
Avanços – As reformas e melhorias na infraestrutura escolar também estão na pauta do Estado e do sindicato. Parte delas é custeada com recursos do Tesouro estadual, enquanto a outra parte provém de recursos oriundos de empréstimo concedido em 2013 pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Com orçamento de US$ 350 milhões, o Pacto pela Educação do Pará tem por meta aumentar em 30% o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em todos os níveis.
O Pacto pela Educação do Pará é uma iniciativa baseada em parcerias público-privadas, que em cinco anos pretende melhorar a qualidade da educação. O pacto também prevê a melhoria dos índices de aproveitamento no Ensino Fundamental e Ensino Médio, revitalização da rede física e uso de tecnologias da informação para elevar o desempenho educacional.
O Ideb foi criado em 2007, pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para medir a qualidade do aprendizado nacional e estabelecer metas para a melhoria do ensino. O Ideb é um indicador nacional que possibilita o monitoramento da qualidade da educação pela população, por meio de dados concretos, com o qual a sociedade pode se mobilizar em busca de melhorias. O Ideb é calculado a partir de dois componentes - taxa de rendimento escolar (aprovação) e as médias de desempenho nos exames aplicados pelo Inep. Os índices de aprovação são obtidos a partir do Censo Escolar, feito anualmente.
Portanto, com a implantação do PCCR em setembro de 2011 e os ajustes e a regulamentação determinados pela Lei, são assegurados os compromissos com a valorização do servidor público, em especial o Grupo Magistério, que no período de dezembro de 2010 a agosto de 2014 obteve um salto de remuneração de R$ 2.789,30 para R$ 4.513,47 - 61,81% de reajuste salarial, com um ganho real de 26,77%, já que a inflação do período esteve na casa dos 27,64%

Novo crescimento vertiginoso de Marina Silva, do PSB.

Gente que ia votar na Dilma está virando Marina.
247 – Com 50 por cento de intenções de voto na pesquisa Datafolha sobre as eleições para governador de São Paulo, o candidato à reeleição Geraldo Alckmin, do PSDB, não tem dúvidas em continuar dedicando largos espaços em seu programa no horário político à desconstrução do adversário Paulo Skaf, do PMDB. E isso mesmo com Skaf estando 30 pontos atrás de Alckmin. O sentido dos ataques pela tevê é claro: antes que o ex-presidente da Fiesp cresça mais, a ponto de insinuar a realização de um segundo turno, o governador já trata de fazer a desconstrução do adversário como estratégia de antecipação para evitar uma surpresa.
No plano nacional, nesta sexta-feira 29 o mesmo Datafolha apontou para novo crescimento vertiginoso de Marina Silva, do PSB. Depois de despontar, no levantamento divulgado em 18 de agosto, com 21%, a sucessora de Eduardo Campos deu um estirão de 13 pontos, cravou agora um empate em 34% com a presidente Dilma Rousseff na simulação de primeiro turno, e fez sobre ela uma ultrapassagem por dez pontos na projeção para a segunda rodada. Para esta fase, Marina já exibe 50% de preferências, contra 40% para a presidente. Hoje, portanto, Marina é a virtual presidente da República a partir de 2015.
É de se perguntar, diante dessa constatação de derrota do governo que vai ganhando ares de consenso entre os especialistas e observadores da cena eleitoral: o que leva o PT de Dilma, do ex-presidente Lula e do marqueteiro João Santana a ser tão complacente, até aqui, com o discurso e o crescimento de Marina?
Por que o PT que Lula lidera, que elegeu Dilma em 2010 e que tem Santana no comando das ilhas de edição não segue a fórmula clássica executada por Alckmin contra Skaf, que receita para quem quer se reeleger falar bem de si mesmo e das próprias realizações de governo, mas também guarda espaço para explorar rudemente os pontos considerados vulneráveis no principal adversário?
DE FENÕMENO A FURACÃO - Com o botão do ataque desligado, o que a campanha do PT vai conseguindo até aqui é transformar Marina de fenômeno a verdadeiro furacão que ganha mais força à medida em que avança para o dia do voto, em 5 de outubro. O presidenciável Aécio Neves, do PSDB, nesse contexto, vai sendo, literalmente, dizimado pelo furacão Marina.
Ao mesmo tempo em que precisou de apenas onze dias para tornar pó o favoritismo que, a duras penas, Dilma exibia antes da morte de Campos, Marina está reduzindo Aécio à condição de náufrago da eleição. Com queda livre do patamar de 21 pontos na metade do mês para a faixa de 15% das intenções de voto agora, o senador mineiro já vê os principais nomes do partido que preside guardarem distância respeitável de qualquer crítica à Marina.
Toda a ala paulista tucana está marinando, a começar pelo ex-presidente Fernando Henrique, o candidato a senador José Serra e o governador Geraldo Alckmin, que tem no parceiro de chapa Marcio França um legítimo representante do PSB.
Não será de um PSDB outra vez dividido que sairá alguma ordem unida para combater o crescimento de Marina. Se essa ordem não vier a ser dada pelo triunvirato que dá o rumo à campanha do PT, a mensagem será a de que a ex-ministra do Meio Ambiente já pode, como se diz, encomendar o vestido da posse. Não há sinal tanto no Datafolha desta sexta 29, assim como nas pesquisas anteriores e em todos os radares voltados para a cena, que Marina venha a perder seu favoritismo no caso de não ser incomodada. Relatórios de bancos internacionais já estabelecem em mais de 60% as chances de ela vencer a disputa.
IMBRÓGLIO DE JATO NEM ARRANHOU - Sobre ela, protegida pela áurea de viúva política de Campos, a crítica ética ou moral não parece colar. Mesmo com a discussão sobre o imbróglio do jato do PSB ter se alongado desde a data da queda, no dia 13 deste mês, Marina não sofreu um arranhão sequer nas aferições de preferências. Ao contrário, decolou para novos céus, onde reluzem estrelas como os seus atuais 34% em primeiro turno e os 50% que pode chamar de seus para a segunda volta.
No PT, até que o Datafolha demarcasse o que já se esperava, vigorou uma tese, com ares de fantasia, de que Marina iria se "desitratar" sozinha. Na prática, o que está ocorrendo é o contrário, com uma hidratação de votos se mostrando cada vez maior e mais eficaz. Registre-se: em 11 dias entre a divulgação de duas rodadas de pesquisas Datafolha, a candidata do PSB subiu 13 pontos.
Com um quadro que já não admite análises condescendentes, às portas da entrada do mês final de campanha eleitoral, o certo é que a estratégia política adotada pelo PT está errada. Do contrário, Dilma não estaria em apuros. Com a economia entrando em "recessão técnica", discutir questões ligadas ao desenvolvimento será cada vez menos confortável para a presidente. Isso não impede, porém, que a mesma Dilma chacoalhe a sua campanha, de preferência com a força de Lula ao seu lado, para indicar ao marqueteiro Santana um novo caminho de abordagem no mais poderoso instrumento eleitoral: o programa de tevê no horário político.
Enquanto Marina não for combatida de frente em suas fragilidades e contradições, o que está sendo escrito pelo PT até agora é uma história de alternância, e não de preservação de poder. Essa é a ideia?