sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

“Decisão será política, não sei se pressão popular irá preponderar”, diz Alvaro sobre impeachment

Uma Comissão Especial da Câmara Federal analisa as razões para o impeachment. Para que o processo siga para o Senado, são necessários 342 votos, dois terços do total de deputados.

Mega-Sena

O senador ainda não recebeu explicações da Caixa Econômica Federal, sobre a trapalhada na divulgação do resultado do sorteio da Mega-Sena do último dia 25, quando a Caixa anunciou que o prêmio havia acumulado e, durante a madrugada, surgiu um ganhador.  “Ainda não recebemos a resposta. Num primeiro momento a Caixa informou que houve um equívoco de publicação, com informações do sorteio anterior, mas se for é um grande equívoco, um equívoco imperdoável. A Caixa tem que ter mais eficiência, até por conta do histórico desses precedentes. A caixa tem que ter mais respeito com a população, com os apostadores, com essa legião de sonhadores”, cobrou.

Leia a íntegra do ofício encaminhado à CEF

Desde 2004 Alvaro Dias vem denunciando a manipulação de resultados e lavagem de dinheiro por meio de prêmios da loteria: “nós provamos (as irregularidades) com informações sigilosas e inclusive o nome dos ganhadores. Teve um cidadão que ganhou 525 vezes, outro 300 e pouca e outro 206 vezes. Houve um cidadão que cobrou 107 prêmios num só dia, em sete modalidades”, argumentou.

Entre os instrumentos propostos pelo senador para evitar que as loterias da Caixa sejam utilizadas para lavagem de dinheiro está a identificação completa dos ganhadores, a verificação de antecedentes criminais, além da verificação da reincidência de saques: “Primeiro, ao sacar o prêmio, o vencedor deve comprovar a origem dos recursos de suas apostas. Segundo, o gerente somente poderá pagar o prêmio após a comunicação prévia à Central de Loterias, bem como ao Coaf, ficando o saque bloqueado até informações dos referidos órgãos. Terceiro, o saque fica condicionado à identificação completa do sacador e à verificação se o mesmo tem antecedentes criminais, com a comunicação com a Polícia Civil de cada Estado onde se localiza a agência”, enumerou.

PMDB deve atuar alinhado contra impeachment, diz ministro

O ministro da Saúde, Marcelo Castro: "o PMDB não é um partido golpista"
O PMDB deve atuar alinhado em defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff na comissão especial que analisará o pedido impeachment que começará a funcionar na segunda-feira, disse o ministro da Saúde, Marcelo Castro.

"O PMDB não é um partido golpista. A história do partido é em defesa da democracia, lutou pelas Diretas, pelo estado democrático de direito, essa é a marca do PMDB", disse o ministro peemedebista à Reuters nesta sexta-feira.

O PMDB tem direito a oito vagas na comissão especial que analisará o pedido de impeachment, maior bancada no colegiado de 65 assentos, juntamente com o PT, que também tem direito a oito deputados.

A declaração do ministro da Saúde foi feita horas depois de ter sido revelado que o ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha, um dos principais aliados do vice-presidente Michel Temer, pediu demissão do cargo.

A saída de Padilha foi confirmada pela Reuters com duas fontes do partido, que alegaram que o motivo seria problema em uma nomeação para a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Padilha estaria insatisfeito com o governo há algum tempo, e a gota d'água para o pedido seria a indicação por Padilha de um nome para a Anac encaminhado ao Senado, que teria sido retirado pelo Palácio do Planalto, segundo uma das fontes do PMDB.

O pedido de demissão também ocorre dois dias após o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (RJ), correligionário de Padilha no PMDB, ter acatado pedido de abertura de processo de impeachment contra Dilma.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Abrir impeachment foi ataque pessoal, avalia governo

A primeira avaliação interna do governo é que a aceitação do pedido para abertura do processo de impeachment feita pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), foi uma decisão pessoal de ataque à presidente Dilma Rousseff. 

Por esse motivo, em seu pronunciamento à imprensa, ela decidiu contra-atacar, dizendo que não tem conta no exterior e não ocultou do conhecimento público a existência de bens pessoais. Uma referência às supostas contas secretas na Suíça atribuídas a Cunha, de acordo com as investigações da Operação Lava Jato.

A presidente foi informada sobre a aceitação do pedido para abertura do processo de impeachment pelo ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, antes do anúncio oficial ser feito pelo presidente da Câmara. Após receber a notícia, ela teria dito, segundo assessores presidenciais, que se libertou das ameaças, já que os pedidos protocolados na Casa nunca deixaram de ser considerados como uma carta na manga de Cunha para “chantagear” o Planalto.

Em uma demonstração de força, onze ministros de Estado acompanharam a fala de Dilma, classificada por ela como “palavra de esclarecimento a todas as brasileiras e a todos os brasileiros”. Ela própria utilizou a palavra “tranquilidade” para dizer que crê na improcedência do pedido e que confia no seu “justo arquivamento”.

Para rechaçar de vez as hipóteses de que estava negociando com o presidente da Câmara, que em julho anunciou o rompimento com o governo, ela disse que “jamais aceitaria ou concordaria” com qualquer tipo de barganha, referindo-se a uma possível votação favorável a Cunha por deputados da base no Conselho de Ética da Câmara, onde está sendo analisado processo que investiga o próprio presidente da Câmara.

A resposta da presidente veio cerca de três horas depois da entrevista coletiva de imprensa concedida por Eduardo Cunha. A maior demora ocorreu entre o momento em que foi anunciado que haveria uma manifestação oficial e a efetiva fala de Dilma.

Por 45 minutos, os jornalistas aguardaram o pronunciamento no Salão Leste do segundo andar do Palácio do Planalto, que a centenas de metros do Congresso Nacional. Além da imprensa, mais de 30 assessores e funcionários do Palácio acompanhavam os preparativos.

Pouco antes da fala, o cerimonial da Presidência trocou o banner que fica atrás do púlpito onde o discurso seria lido, para um maior, que mantinha as cores da bandeira do Brasil e o logotipo do governo federal: Brasil. Pátria Educadora.

Após o pronunciamento, nenhuma pergunta foi dirigida pelos jornalistas à presidente. A Secretaria de Imprensa havia avisado que não seria uma entrevista coletiva. Dilma permaneceu em seu gabinete durante uma hora antes de se deslocar para o Palácio da Alvorada, sua residência oficial. Enquanto isso, motoristas que passavam em frente ao prédio buzinavam em seus carros e vuvuzelas eram ouvidas do gramado em frente ao Congresso Nacional

Para esta quinta-feira (3), a agenda oficial da presidente prevê apenas despachos internos. Os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, reúnem-se às 10h30, no mesmo Palácio do Planalto, com os líderes de partidos da base aliada do governo na Câmara dos Deputados.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

STF mantém André Esteves preso por tempo indeterminado


O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), converteu a prisão temporária do banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, em preventiva, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Com isso, não há mais data de vencimento para a detenção do executivo. Sem a decisão de Zavascki, Esteves poderia ser solto a partir desta segunda-feira, quando expirava o prazo de cinco dias da prisão temporária.

A mesma medida foi adotada também para o chefe de gabinete do líder do governo no Senado, Delcídio Amaral, o assessor Diogo Ferreira. Os dois foram presos na última quarta-feira, 25, por tentativa de obstruir as investigações da Operação Lava Jato. No caso de Delcídio e do advogado Edson Ribeiro, as prisões já eram preventivas desde o início. 

Os quatro são suspeitos de tentar barrar as investigações sobre corrupção na Petrobrás e comprar o silêncio de Nestor Cerveró. Em conversas gravadas por Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró, Delcídio tenta comprar o silêncio do ex-dirigente da estatal para evitar menções a seu nome ou ao banco BTG Pactual em eventual delação premiada. As tratativas eram feitas com o advogado Edson Ribeiro, com participação do assessor do parlamentar.

De acordo com Zavascki, em nota divulgada pelo STF, os depoimentos prestados desde a realização das prisões e o material coletado em buscas "permitiram o preenchimento dos requisitos para a decretação das prisões preventivas". Pela legislação penal, a prisão preventiva pode ser decretada para garantir a ordem pública, conveniência da investigação criminal ou assegurar a aplicação da lei, quando há prova da existência do crime e indícios sobre o autor do delito. 

A expectativa é que Delcídio, Esteves, Diogo Ferreira e Edson Ribeiro sejam denunciados pela Procuradoria-Geral da República no início desta semana por tentativa de dificultar as investigações.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Delcídio diz que recebeu filho de Cerveró 'por questão humanitária'

Preso por suspeita de obstrução à Operação Lava Jato, o senador Delcídio do Amaral (PT-MS) declarou à Polícia Federal nesta quinta-feira (26) que por uma "questão humanitária" e para "dar uma palavra de conforto" manteve reuniões com o filho do ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Bernardo, mas negou ter cometido irregularidades ou tentado prejudicar a investigação.

As informações foram prestadas pelo advogado de Delcídio, Maurício Silva Leite.

Delcídio foi preso depois que Bernardo entregou à Procuradoria-Geral da República a gravação de uma conversa na qual o parlamentar discute influência política sobre ministros do STF para tentar libertar Cerveró e um plano de fuga para o Paraguai e Europa.

O ex-diretor da Petrobras está preso na carceragem da Polícia Federal de Curitiba (PR) e fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal no qual fez acusações contra Delcídio.

A conversa entre o filho de Cerveró, um advogado dele, Edson Ribeiro, e Delcídio ocorreu no início de novembro, no momento em que a delação estava sendo negociada com o Ministério Público.

No depoimento à PF, que durou cerca de quatro horas e foi prestado a dois procuradores da República e um delegado federal na Superintendência da PF em Brasília, o parlamentar disse que foi procurado pelo filho de Cerveró para que "intercedesse" em habeas corpus impetrados em tribunais superiores em favor de seu pai.

Delcídio disse que anotou os pedidos e prometeu "encaminhá-los", mas afirmou que "jamais" discutiu com ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) o andamento dos processos relativos a Cerveró.

Delcídio disse que nos últimos anos manteve reuniões apenas "institucionais" com ministros do STF e "ultimamente" e "nos últimos meses" não se reuniu com nenhum dos ministros citados na gravação, Teori Zavascki, Dias Toffoli e Gilmar Mendes.

O senador está preso numa sala administrativa do prédio desde a manhã de quarta-feira (25), quando foi levado de um hotel de Brasília por ordem do ministro do STF Teori Zavascki, a pedido da Procuradoria.

NOVOS DEPOIMENTOS

De acordo com o advogado de Delcídio, poderão ocorrer novos depoimentos nos próximos dias, pois alguns temas tratados na gravação feita por Bernardo não foram objeto de perguntas no primeiro depoimento, como o suposto oferecimento de uma mesada de R$ 50 mil para que Cerveró não fizesse a delação premiada com a Procuradoria ou o próprio suposto plano de fuga para o ex-diretor da Petrobras.

Segundo o advogado, o parlamentar "está muito chateado, mas muito serenamente aguardando a reversão da decisão" do STF que o levou à prisão. A ordem dada por Zavascki foi confirmado pelos outros quatro ministros da segunda turma do STF. Para o defensor, o primeiro depoimento dado por Delcídio foi "muito esclarecedor".

"O senador disse que [a reunião] foi um pedido que o advogado e o filho do Cerveró fizeram para ele e ele disse que iria encaminhar o assunto, que ia interceder sim, e ele explicou que era uma questão humanitária, que era dar uma palavra de conforto e esperança, e que iria fazer isso para diminuir a dor, o sofrimento, talvez. Ele mencionou que conhecia a família [de anos antes]", disse o advogado Maurício Silva Leite.

Segundo os investigadores, Delcídio temia uma delação premiada de Cerveró porque outro delator, o lobista Fernando Soares, o Baiano, havia dito que fora orientado por Cerveró a pagar entre US$ 1 milhão e US$ 1,5 milhão ao senador para quitar dívidas da campanha eleitoral de Delcídio de 2006. Os pagamentos foram feitos, segundo Baiano, por meio de um "amigo de infância" do senador.

Entenda a prisão do Senador Delcídio do Amaral em 11 perguntas e respostas

Quarta-feira (25), o Supremo Tribunal Federal mandou prender o Senador Delcídio do Amaral (PT-MS), líder do governo no Senado, acusado de obstruir as investigações da Operação Lava Jato.

É a primeira vez desde a redemocratização, em 1985, que um senador é preso no exercício de seu mandato.

A Corte ordenou ainda a prisão temporária de André Esteves, principal sócio do Banco BTG, com validade de cinco dias. A prisão de Delcídio é preventiva, sem data para ser relaxada.

Relator da Lava Jato, o ministro Teori Zavascki afirmou que o petista ofereceu mesada de R$ 50 mil para que o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró não fechasse acordo de delação premiada. Além disso, Esteves garantiria outros R$ 4 milhões.

O esquema, que envolveria a fuga de Cerveró para a Espanha, via Paraguai, foi revelado a partir de uma gravação feita às escondidas por Bernardo, filho do ex-diretor. A gravação revela diálogos com a participação de Delcídio e do advogado Edson Ribeiro, que também teve a prisão decretada.

Confira abaixo perguntas e respostas sobre a prisão de Delcídio do Amaral.

1. Delcídio manterá o mandato de senador mesmo na cadeia ou um suplente assume de imediato?

A princípio, ele manterá o mandato

2. Quem é o suplente de Delcídio?

O empresário Pedro Chaves dos Santos Filho (PSC-MS)

3. Delcídio perderá o mandato eventualmente?

Pode perder, mas esse é outro processo que precisará ser aberto. Para que o mandato de Delcídio seja cassado, algum partido precisa entrar com representação contra ele por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética do Senado

4. Quanto tempo o senador pode ser mantido preso sem que haja uma condenação?

Trata-se de prisão preventiva e, por isso, não há prazo. Delcídio pode permanecer preso indefinidamente

5. Quem autorizou a prisão de Delcídio?

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Teori Zavascki, relator dos processos relativos à Operação Lava Jato, autorizou a prisão. Depois, a Segunda Turma do Supremo manteve a decisão por unanimidade. Votaram os ministros Cármen Lúcia, Celso de Mello, Dias Toffoli e Gilmar Mendes

6. Um senador pode ser preso em exercício do mandato?

Sim, desde que haja flagrante de crime inafiançável

7. Por que o caso de Delcídio é flagrante?

Para a Procuradoria-Geral da República, o senador integrava uma organização criminosa. Fazer parte da organização, seria, na visão do Ministério Público, um crime permanente, que está se desdobrando em todo o momento. Tem-se, assim, estado de flagrância. Além disso, Delcídio mantinha em andamento um plano para atrapalhar as investigações

8. Trata-se de crime inafiançável?

Sim, já que não pode haver fiança em situações que autorizam a prisão preventiva

9. Que provas foram apresentadas contra Delcídio?

Foi apresentada uma gravação do senador revelando planos para travar as investigações contra ele

10. O que foi gravado?

Delcídio manifesta intenção de fazer com que o delator Nestor Cerveró, que está preso, fuja para a Espanha. Oferece uma mesada de R$ 50 mil para que ele não faça delação. O senador também fala sobre articulações com ministros do STF para tentar soltar Cerveró.

11. Por que Delcídio não queria que Nestor Cerveró fizesse delação?

O senador era acusado de corrupção por Cerveró, que é ex-diretor da Petrobras. Ele teria recebido propina na compra de sondas da Petrobras e da refinaria de Pasadena.

sábado, 14 de novembro de 2015

Arábia Saudita afirma que atentados de Paris violam todas as religiões

O ministro de Relações Exteriores da Arábia Saudita, Adel al Jubeir, disse neste sábado em Viena que os "atrozes" atentados terroristas simultâneos de ontem à noite em Paris, nos quais foram assassinadas pelo menos 120 pessoas, violam e transgredem todas as religiões.

Jubeir expressou suas condolências e as de seu país "ao governo e ao povo da França pelos ataques terroristas atrozes" de ontem à noite na capital francesa, que - disse - foram "uma violação e contradição de todas as éticas, morais e religiões".

"O reino da Arábia Saudita pediu há muito tempo o aumento da intensidade dos esforços internacionais para combater o flagelo do terrorismo em todas suas formas", acrescentou o chefe da diplomacia saudita.

O ministro fez estas declarações à imprensa em Viena, onde participa hoje em uma conferência internacional dedicada a buscar uma solução política à guerra na Síria.

Moscou e Washington dirigem este esforço diplomático, no qual participam também Alemanha, Arábia Saudita, China, Egito, Emirados Árabes, França, Líbano, Irã, Iraque, Itália, Jordânia, Reino Unido, Turquia e Omã, assim como o enviado da ONU, Steffan De Mistura, e a chefe da diplomacia da União Europeia, Federica Mogherini.

Pelo menos 120 pessoas morreram e 200 ficaram feridas, 80 delas em estado grave, em vários ataques efetuados ontem à noite em Paris.

Paris amanhece assustada após pior pesadelo terrorista da história da França

A cidade de Paris amanheceu assustada neste sábado após viver na noite de ontem o pior massacre terrorista da história da França, com um balanço provisório, segundo o jornal francês Le Monde e as agências internacionais, de 120 mortos e 200 feridos, dos quais 80 se encontram em estado grave.

Oito criminosos morreram nos ataques, cometidos quase simultaneamente a partir das 21h20 (18h20 de Brasília). Segundo o procurador-geral de Paris, François Molins, cúmplices ou coautores dos ataques podem estar soltos.

Os agressores realizaram seis ataques na capital: tiroteios em vários bares e cafés do centro, uma tomada de reféns na casa de shows Bataclan e três explosões nas imediações do Stade de France, onde a seleção nacional disputava um amistoso contra a Alemanha.

Show trágico - Pelo menos 82 pessoas morreram na casa de espetáculos Bataclan, lotada com quase 1.500 espectadores quando os terroristas invadiram o local durante a apresentação do grupo americano Eagles of Death Metal.

Dois ou três indivíduos, que não estavam com o rosto coberto, entraram com armas automáticas do tipo kalashnikov e começaram a atirar aleatoriamente contra o público", relatou um apresentador da rádio Europa 1, Julien Pearce, que estava no local. "Isso durou uns 10, 15 minutos. Foi extremamente violento e houve uma onda de pânico", acrescentou.

Outra testemunha afirmou à emissora France Info que um dos atiradores gritou "Alá Akbar" (Deus é grande) antes de abrir fogo.

Os autores do ataque citaram a intervenção francesa na Síria para justificar as ações, disse uma testemunha à AFP.

"Eu ouvi quando eles falaram claramente aos reféns: 'A culpa é de Hollande, a culpa é do seu presidente, não tem motivo para intervir na Síria'", declarou à AFP Pierre Janaszak, de 35 anos, que estava no Bataclan.

A França participa há dois anos na coalizão antijihadista que luta contra o grupo Estado Islâmico (EI) no Iraque e, em outubro, estendeu os bombardeios aéreos à Síria, país em guerra desde 2011.

Desde 2014, O EI controla uma ampla faixa de território entre os dois países.

Mais ataques - Além do ataque do Bataclan, pelo menos uma pessoa morreu em uma explosão perto do Stade de France, região na qual foram ouvidas três detonações durante um amistoso entre França e Alemanha (2-0), com um público de 80.000 pessoas.

Três pessoas, "sem dúvida terroristas" segundo uma fonte próxima à investigação, morreram na área. O estádio, que receberá partidas da Eurocopa de 2016, foi evacuado.

Hollande assistia a partida ao lado do ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank- Walter Steimeier, e foi retirado do local.

Um restaurante cambojano próximo ao Bataclan também foi alvo de um atentado, que teria provocado 12 mortes, segundo várias fontes.

"Foi surreal, todos estavam no chão, ninguém se movimentava", disse uma mulher.

Nas proximidades da Praça da República, cinco pessoas morreram em um tiroteio com arma automática no terraço de uma pizzaria. Uma testemunha afirmou ter visto um "Ford Focus preto que atirava e depois vários cartuchos no chão".

Um café e um restaurante japonês próximos tiveram o mesmo destino, com um saldo provisório de 18 mortos.

Diante da gravidade dos atentados, a polícia e a prefeitura recomendaram que a população permaneça em suas casas.

As forças de segurança isolaram vários pontos da capital, dominada pela forte presença da polícia, assim como os serviços de emergência.

Governo francês - O presidente da França, François Hollande, fez dois pronunciamentos aos meios de comunicação após a tragédia, primeiro no Palácio do Eliseu, onde anunciou o fechamento das fronteiras e o estado de emergência, e, depois, na casa de shows Bataclan, onde garantiu que não terá "piedade" com os terroristas.

Hoje, o presidente participa de uma reunião do Conselho de Defesa Nacional às 9h locais (6h de Brasília) e suspendeu sua viagem à cúpula do G20 na Turquia devido às circunstâncias excepcionais, que requerem medidas sem precedentes.

Além de fechar as passagens fronteiriças, a França mobilizou 1.500 militares, estabeleceu protocolos de urgência nos hospitais e proibiu que a realização de espetáculos em Paris, pelo menos, neste sábado.

Casa Branca - Em um breve pronunciamento na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, classificou os atentados como um "ataque contra a humanidade" e afirmou que as autoridades americanas estão preparadas para auxiliar o governo francês. "Mais uma vez nós vimos uma tentativa ultrajante para aterrorizar civis inocentes", afirmou a jornalistas em Washington.

Brasileiros - O DJ brasileiro Thy San, 38, que mora a cerca de um quilômetro da casa de espetáculo Bataclan, relatou ao site de VEJA o clima de tensão em Paris. Ele voltava para casa no momento dos atentados, ouviu sirenes, viu a forte movimentação policial e chegou a ouvir o barulho de bombas. Mas só pôde entender o que realmente estava acontecendo quando chegou em sua casa e se surpreendeu com a quantidade de amigos querendo saber se ele estava bem. "Nem desconfiei que pudesse ser um ataque terrorista, embora por aqui as pessoas vivam falando disso", diz. Na televisão, Thy assistiu ao alerta para que ninguém saísse às ruas. San então contatou seus amigos e descobriu que vários deles estavam dentro de bares, que, como medida de segurança, decidiram fechar as portas - com os cliente dentro.

Ao menos dois brasileiros ficaram feridos nos ataques terroristas. A informação foi repassada pelo Consulado do Brasil em Paris ao Itamaraty, em Brasília. O Itamaraty ainda não tem detalhes do estado de saúde e da identificação das vítimas, tampouco sobre o local em que os brasileiros estavam e como foram atingidos.

domingo, 8 de novembro de 2015

Aconteceu em Viena, na Áustria. Mulher cortou notas de 100 e 500 euros com uma tesoura

Esta é uma história com um final feliz… para os herdeiros. Em Viena, na Áustria, uma mulher cortou aos pedaços 950 mil euros em notas de 100 e 500 euros antes de morrer, noticia a agência EFE, nesta sexta-feira. 
  
A idosa, cuja idade não foi avançada, foi encontrada morta na sua casa pelos auxiliares de ação médica que lhe prestavam cuidados de saúde, cinco dias depois de ter sido internada. 
  
A fortuna em pedaços estava no quarto da mulher e se o plano era não deixar herança saiu gorado. 
  
Isto porque, o Banco Nacional da Áustria abriu uma exceção, pela singularidade do caso, e aceitou substituir o dinheiro destruído. 

"Se o objetivo da senhora era que nenhum dos seus herdeiros tivesse acesso ao dinheiro, então esse plano fracassou", disse fonte policial ao jornal Kurier

"Aparentemente trata-se de uma pessoa com algum tipo de doença psíquica, que, seguramente, não sabia o que fazia. Casos assim temos entre três e cinco por ano", explicou Friedrich Hammerschmied, do Banco Nacional, em declarações à rádio pública ORF

O caso está a ser investigado pelas autoridades.

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Em desafio, Neymar faz embaixadinha com laranja e rolo de papel higiênico

Neymar grava vídeo fazendo embaixadinha com diversos objetos

Desafiado pela dupla britânica Billy Wingrove e Jeremy Lynch, criadores de um canal de futebol freestyle no YouTube, Neymar esbanjou habilidade na arte de fazer embaixadinhas. O craque do Barcelona teve de pegar aleatoriamente alguns itens de uma mala para começar a "petecar". Bem humorado, Neymar pegou primeiro uma laranja, depois uma "bola de meia" e, por último, um rolo de papel higiênico. Ele conseguiu fazer mais de 20 embaixadinhas com os três objetos, impressionando Billy e Jeremy, que escreveram admirados na página do canal: "Neymar é o cara. Mostrou muita habilidade, mesmo sob pressão. Ele simplesmente ama o que faz e é uma inspiração para nós. Foi um dos melhores dias das nossas vidas jogar com nosso irmão e amigo".

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Deputados reeleitos estão menos fiéis ao Planalto


Dois de cada três dos 299 Deputados reeleitos estão hoje menos governistas do que em 2011, no começo do primeiro mandato da presidente Dilma Rousseff. Desse contingente de três centenas, 40 trocaram de lado: votam agora mais com a oposição do que com o governo. Os demais apenas ficaram menos fiéis ao Palácio do Planalto.

O afastamento dos deputados "veteranos" da órbita do governo é medido de acordo com seus padrões de votação, registrados pelo Basômetro, ferramenta online do Estadão Dados que mede o governismo de parlamentares, partidos e bancadas estaduais.

Em 2011, os então 299 deputados que hoje mantêm seus mandatos tinham uma taxa média de governismo de 78 pontos, em uma escala de zero a 100. Neste ano, até outubro, a média dos mesmos parlamentares caiu para 65 pontos.

No Basômetro, a taxa de governismo mede o alinhamento de cada parlamentar às orientações do líder do governo na Câmara nas votações. Se o deputado votar sempre da mesma forma que o líder do governo, sua taxa será 100. Se o fizer em metade das votações, a taxa será 50, e assim por diante.

ido do HSBC cresce 12,6% em nove meses


O Banco HSBC, o maior da Europa, informou nesta segunda-feira que seu lucro líquido entre janeiro e setembro subiu 12,6% frente ao mesmo período de 2014, devido a uma redução de custos. Em comunicado enviado hoje às bolsas de Londres e Hong Kong, a entidade indicou que seu lucro atribuído acumulado alcançou nos nove meses do ano US$ 14.847 bilhões frente aos US$ 13.177 bilhões obtidos no mesmo período do ano passado.

Como parte de seu plano de redução de custos, o HSBC anunciou em junho a supressão de postos de trabalho e a venda de ativos, e em agosto a venda de suas operações no Brasil. Em termos trimestrais, o lucro líquido acumulado alcançou os US$ 5.229 bilhões entre julho e setembro, uma alta de 52,4% frente ao mesmo trimestre do ano anterior, quando ganhou US$ 3.431 bilhões.

Segundo o comunicado, o lucro bruto acumulado foi de US$ 19.725 bilhões, uma alta de 16,3% frente ao mesmo período do ano anterior, quando ganhou US$ 16.949 bilhões. O lucro operacional foi nos nove meses de US$ 17.725 bilhões, frente a US$ 14.984 bilhões nos nove meses de 2014. A proporção de eficiência foi de 70,8% nos nove meses contra 71,4% no mesmo período do ano anterior.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Governo não é prisioneiro do ajuste, diz Dilma Rousseff

Em discurso lido pela ministra da Agricultura, Kátia Abreu, no lançamento de um projeto para dobrar a capacidade de celulose da empresa Fibria em Três Lagoas (MS), nesta sexta-feira, 30, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o Brasil não está parado, nem é prisioneiro da agenda de ajustes da economia. 

"Não estamos prisioneiros da agenda de ajustes. Temos uma agenda consistente de estímulo ao desenvolvimento", afirmou.

O recado foi dado um dia depois que o PMDB divulgou documento apontando o "desequilíbrio fiscal" e de o vice-presidente Michel Temer ter afirmado que o governo se equivocou na política econômica. 

Segundo o discurso da presidente, um investimento como o da Fibria, de R$ 7,7 bilhões, não ocorre num país em que está sem perspectivas e no qual o empresariado não confia. 

"Nenhum empresário investe se não tiver confiança no retorno dos recursos aplicados. (O investimento) é expressão da confiança da Fibria no desenvolvimento sustentável do Brasil."

Lula diz ser 'vítima de pancadaria' e que 'vai sobreviver' a investigações

Alvo de investigações que envolvem inclusive seu filho caçula, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (29) que "vai sobreviver" ao que chamou de "três anos de muita pancadaria", em referência indireta a sua possível candidatura à Presidência da República em 2018.

"Ninguém precisa ficar com pena. Aprendi com a vida a enfrentar adversidade. Se o objetivo é truncar qualquer perspectiva de futuro, então vão ser três anos de muita pancadaria. E, podem ficar certos, eu vou sobreviver", disse Lula em discurso de mais de uma hora diante da cúpula do PT, em Brasília.

Nesta segunda-feira (26), a Polícia Federal realizou mandado de busca e apreensão nos escritórios que sediam a LFT Marketing Esportivo e Touchdown Promoção Eventos Esportivos, empresas de Luis Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente. A busca foi feita no âmbito da Operação Zelotes que investiga um esquema de pagamento de propina a integrantes do Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), vinculado ao Ministério da Fazenda.

Frente às investigações, Lula ironizou as ações da PF, do Ministério Público Federal e a delação de Fernando Baiano, que afirmou que a nora do ex-presidente recebeu dinheiro de propina do esquema de corrupção na Petrobras.

"É tudo muito incerto. Denúncias contra o presidente da Câmara, denúncias contra o presidente do Senado, denúncia contra o filho do Lula, denúncia contra Lula. Eu tenho mais três filhos que não foram denunciados, sete netos e uma nora que está grávida. Porra, não vai terminar nunca isso? E me criaram um problema desgraçado. Disseram que uma nora recebeu R$ 2 milhões. Aí vão perguntar quem está rico na família. Daqui a pouco uma nora entra com um processo contra a outra", declarou sob risos da plateia formada por dirigentes do PT.

Em documento elaborado pela cúpula do partido, que pode sofrer alterações antes de ser divulgado nesta quinta, o PT pede que a militância petista saia em defesa de Lula e de seu "legado", afirmando que o ex-presidente se tornou "alvo prioritário de armações que se multiplicam em núcleos da Polícia Federal, do Ministério Público e do Poder Judiciário vinculados a operações supostamente anticorrupção".

"Vazamentos seletivos, prisões abusivas, investigações plenas de atropelo e denúncias baseadas em delações arrancadas a fórceps e sem provas comprobatórias, entre outros eventos, revelam a apropriação de destacamentos repressivos e judiciais por grupos subordinados ao antipetismo, que atuam com o intuito de difamar o principal partido da classe trabalhadora, seus dirigentes e o maior líder da história brasileira".

A empresa do filho de Lula é suspeita de ter recebido repasses da Marcondes & Mautoni, firma de lobistas que atuaram na aprovação de uma medida provisória que prorrogou a isenção de imposto para a indústria automobilística. A Marcondes pagou R$ 2,4 milhões à empresa de Luis Cláudio. Aliados do filho de Lula dizem que ele tem notas que comprovam o serviço prestado, mas os recibos ainda não vieram a público.

Youtube começa a transmitir jogos de futebol ao vivo

O You Tube começa a dar os primeiros sinais do que o Youtube Red poderá disponibilizar.

A plataforma de vídeos acaba de fechar parceria com a Liga Espanhola e passa a transmitir a Copa del Rey ao vivo em 17 países, incluindo o Brasil.

O acesso não será gratuito. Na Europa está sendo cobrado 5 euros por partida ou 20 euros por todo o torneio. As transmissões começaram na quarta-feira (28) com a partida entre Barcelona e Villanovense.

Caso tais transmissões sejam inclusas no serviço de streaming do YouTube e se tornem frequentes, as negociações de direitos de transmissões de esporte, inclusive no Brasil, onde a televisão domina o mercado, poderão ser afetadas.

Investimento estrangeiro direto cai 40% no Brasil no primeiro semestre

O volume de investimentos estrangeiros diretos caiu 40% no Brasil no primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado. De janeiro a junho, o fluxo de recursos para o país, que somou 51 bilhões de dólares em 2014, foi de 31 bilhões de dólares, segundo relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), grupo formado por 35 países de renda elevada.

No mundo todo, o investimentos direto - aquele feito na chamada "economia real", como, por exemplo, aportes em uma indústria para compra de equipamentos e aumento de produção - cresceu 13% no primeiro semestre, para 883 bilhões de dólares. Os Estados Unidos foram o grande destaque do relatório: com 200 bilhões de dólares, o país atingiu volume recorde no levantamento.

O desempenho da economia americana na atração de investimentos estrangeiros diretos é uma evidência clara de que o país começou a atrair capitais antes mesmo de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevar as taxas de juros. Para tentar estimular a economia, o Fed tem mantido os juros do país em uma faixa entre 0% e 0,25% desde 2006.

A possibilidade de o Fed elevar os juros em dezembro, em sua última reunião sobre política monetária de 2015, tem dado o tom do humor dos investidores de todo o mundo nas últimas semanas. Com juros mais altos nos EUA, recursos que hoje estão aplicados em economias emergentes, como a brasileira, tende a retornar aos Estados Unidos. Ainda que o retorno obtido com aplicações feitas nos emergentes seja maior - no Brasil, por exemplo, a taxa básica de juros, a Selic, é de 14,25% ao ano -, muitos investidores preferem a segurança dos títulos de dívida americanos, considerados mais seguros.

Com o volume recorde, os EUA foram o maior destino de investimentos estrangeiros diretos no primeiro semestre. Com isso, a economia americana superou a China, que foi a primeira colocada entre 2010 e 2014. O Reino Unido apareceu na terceira colocação e o Brasil, em quarto.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Cunha revoga decisão sobre tramitação de pedido de impeachment

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, anunciou há pouco a revogação do rito definido por ele para ser adotado pela Casa na análise de pedidos de impeachment de presidente da República. O rito já havia sido suspenso por liminares dos ministros Teori Zavascki e Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), que acolheram os argumentos de mandados de segurança propostos por deputados da base aliada ao Executivo.

Cunha chegou a recorrer contra as liminares, mas preferiu revogar o rito do impeachment antes de o STF julgar os recursos apresentados por ele.

Decisão anterior 
Os procedimentos a serem adotados pela Câmara no julgamento de eventuais pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff haviam sido definidos por Cunha no dia 24 de setembro, quando ele leu, em Plenário, sua resposta à questão de ordem 105/15, apresentada pelo líder do DEM, deputado Mendonça Filho (PE).

Entre os questionamentos, estavam quais eram os requisitos para que a denúncia fosse aceita e se caberia recurso ao Plenário no caso de o presidente da Câmara rejeitar o pedido de abertura de processo contra a presidente.

Na ocasião, Cunha definiu que qualquer parlamentar poderia apresentar, no prazo de até cinco sessões, recurso ao Plenário contra decisões contrárias à abertura de processo contra a presidente.

Legislação 
Com a revogação do rito do impeachment definido por Cunha, o líder da Minoria, deputado Bruno Araújo (PSDB-PE), questionou em Plenário se serão aplicadas, então, a Lei do Impeachment (Lei 1.079/50) e o Regimento Interno da Câmara dos Deputados.

Em entrevista após deixar o Plenário, o presidente da Câmara disse que se balizará pela Constituição, pela Lei do Impeachment e pelo Regimento Interno, mas deverá julgar cada situação à medida que surja.

No entendimento do líder do PSDB, deputado Carlos Sampaio (SP), como os ministros do STF se manifestaram pela suspensão apenas dos trechos que inovaram em relação à legislação atual, ficam mantidas as regras previstas na Lei do Impeachment e no Regimento.

“Com a revogação do rito do impeachment, reestabelece-se que ele [Cunha] tem o poder de deferir ou de indeferir e, como o regimento [da Câmara] prevê textualmente, está mantida a possiblidade de recursos ao Plenário”, disse Sampaio, cobrando de Cunha o quanto antes uma decisão sobre a abertura de processo contra Dilma Rousseff.

Já o deputado Miro Teixeira (REDE-RJ) ressaltou que o regimento da Câmara prevê a possiblidade de recurso apenas em caso de indeferimento, mas ele defende que o recurso valha para os dois casos. “É curioso que o regimento só preveja recurso em caso de indeferimento. Penso que se deve aplicar também o recurso no caso de deferimento”, disse.

Ex-deputado Pedro Corrêa é condenado a 20 anos de prisão

O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal em Curitiba, condenou hoje (29) o ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP - PE) a 20 anos e sete meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. 

Corrêa foi acusado de receber R$ 11,7 milhões em propina oriunda do esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato.

Na decisão, Moro também decidiu manter a prisão cautelar de Pedro Corrêa, por entender que o ex-parlamentar continuou recebendo propina mesmo durante o julgamento da Ação Penal 470, o  processo do mensalão. 

Antes de ser preso em abril, na 21ª fase da Lava Jato, Corrêa cumpria prisão em regime aberto pela condenação no processo do mensalão.

"A necessidade da prisão cautelar decorre ainda do fato de Pedro Corrêa ser recorrente em escândalos criminais, já tendo sido condenado na Ação Penal 470 por corrupção e lavagem no escândalo criminal denominado de mensalão e agora no presente caso. Aliás, como apontado, persistiu recebendo propina do esquema criminoso da Petrobras mesmo durante o julgamento, o que revela que a prisão cautelar é meio necessário para interromper seu estilo de vida criminoso", afirmou Moro. 

Bradesco tem lucro líquido de R$4,12 bi no 3º tri

O Banco Bradesco, segundo maior banco privado do país em ativos, informou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de 4,12 bilhões de reais no terceiro trimestre, alta de 6,3% ante igual etapa de 2014.

Excluindo efeitos extraordinários, o lucro ajustado do Bradesco foi de 4,533 bilhões de reais no período, alta de 14,8 por cento sobre um ano antes. A previsão média de analistas ouvidos pela Reuters era de lucro recorrente de 4,437 bilhões de reais.


quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Movimentos pró-impeachment cobram apoio do PMDB

A presidente Dilma Rousseff em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília

Integrantes da Aliança Nacional dos Movimentos Democráticos cobram, em carta aberta à liderança do PMDB, apoio do partido aos pedidos de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O documento está assinado por 43 movimentos que integram a aliança e será entregue durante ato, nesta quarta-feira, no Salão Verde da Câmara dos Deputados.

Na carta, os movimentos afirmam que o Brasil está "à deriva, com poucas chances de recuperar a governança, a credibilidade e o equilíbrio econômico enquanto o PT não for apeado do poder". "Não obstante, o PMDB ainda não se alinhou ao desejo da população, que não aceita ser comandada por uma presidente que se mostra omissa, protetora de corruptos e inepta para conferir credibilidade ao nosso país", dizem.

Os movimentos pedem que parlamentares do PMDB não sejam "omissos". "Honrem os seus mandatos e o passado do PMDB, sob pena de serem punidos com a execração pública: posicionem-se e apoiem o processo de impeachment já", cobram na carta, que deve ser lida nesta quarta. Alguns deputados do PMDB aguardavam no local para participar da manifestação.

O PMDB na Câmara está dividido em relação ao afastamento de Dilma. Enquanto o líder do partido na Casa, Leonardo Picciani (RJ), que indicou ministros na última reforma ministerial, critica as iniciativas pró-impeachment, alguns deputados, como Darcício Perondi (RS), apoiam os pedidos de saída da presidente.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por sua vez, tem utilizado os processos de impeachment para negociar, tanto com oposição quanto com governo, apoio contra sua cassação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa. O peemedebista é investigado por ter contas secretas na Suíça, por meio das quais teria recebido dinheiro oriundo de propina do esquema do petrolão.

Receita recomenda quebra de sigilo de firma do filho de Lula

Luís Cláudio Lula da Silva
A Receita Federal recomendou ao Ministério Público Federal que peça a quebra dos sigilos bancário e fiscal da LFT Marketing Esportivo, que tem como sócio Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os auditores que trabalham nas investigações da Operação Zelotes também sugerem que as mesmas medidas sejam adotadas em relação ao restaurante Sanfelice Comércio de Massa Artesanal, que está em nome de Myriam Carvalho, filha de Gilberto Carvalho, ex-ministro e ex-chefe de gabinete de Lula.

Nos dois casos, a recomendação é que as quebras sejam feitas entre 2008 e 2015, abarcando todo o período de funcionamento das empresas. Ambas foram abertas em 2011.

As solicitações, da área de Inteligência da Receita, foram encaminhadas aos procuradores da República que atuam na força-tarefa da Zelotes. Cabe a eles enviar os pedidos à Justiça Federal.

A empresa do filho de Lula entrou no foco das investigações após a descoberta de que recebeu repasses da Marcondes & Mautoni Empreendimentos, empresa de lobby contratada por montadoras de veículos para supostamente "comprar" medidas provisórias nos governos de Lula e da presidente Dilma Rousseff. A quebra de sigilo da Marcondes revelou a transferência de ao menos 1,5 milhão de reais para a LFT em 2014.

Os investigadores querem levantar outras eventuais fontes de receita da empresa de Luís Claudio, além do destino do dinheiro recebido da Marcondes & Mautoni. A suspeita é de que os repasses para a LFT tenham relação com a MP 627/2013, uma das três normas que teriam sido encomendadas pelo setor automotivo. Por causa dos indícios de irregularidade, a Justiça autorizou busca e apreensão na sede da empresa, em São Paulo. No escritório, também funcionam outras duas firmas de Luís Cláudio - a Touchdown e a Cassaro.

A defesa de Luís Cláudio nega irregularidades nos contratos.

Questionado no início do mês, o filho de Lula confirmou ter recebido 2,4 milhões de reais da Mautoni por serviços prestados em sua área de atuação. Os recursos seriam referentes ao período de 2014 e 2015.

Em 2014, 97% do que a Mautoni faturou veio de contratos com montadoras. O dinheiro que saiu da empresa em 2014, segundo relatórios da Receita, foi para os sócios e o filho de Lula. Os advogados da LFT informaram que, "infelizmente", não poderiam comentar a recomendação de quebra de sigilos, pois se trata de algo que desconhecem.

Os pedidos sobre o restaurante Sanfelice, em nome da filha do ex-ministro Gilberto Carvalho, seguem a mesma lógica. Os investigadores querem saber se o petista usou a empresa em nome da filha para receber dinheiro da Marcondes & Mautoni.

Documentos apreendidos em fases anteriores da Zelotes mostram o nome do ex-chefe de gabinete de Lula associado a inscrições sobre a MP 471, de 2009, editada pelo então presidente. Para os investigadores, havia um "conluio" entre ele e a consultoria na defesa de "interesses do setor automobilístico".

Segundo dados públicos da Receita, o restaurante foi aberto em 25 de maio de 2011, em Brasília, com capital de 20.000 reais, e tem como sócios Myriam e Gabriel de Albuquerque Carvalho. A cantina vende massas congeladas para preparo em casa e chegou a ter uma filial, funcionando como restaurante, fechada recentemente.

A reportagem não conseguiu contato ontem com Carvalho ou com os sócios do restaurante. O ex-ministro nega conluio com os investigados e sustenta nunca ter feito gestões a respeito no governo ou recebido valores do grupo.

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Oito perguntas sobre os riscos de se comer carne processada

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse em um novo relatório que o consumo de carne processada - como bacon, salsichas e presunto - causa câncer e que a carne vermelha é "provavelmente cancerígena".

Segundo o documento, 50 gramas de carne processada por dia, o equivalente a duas fatias de bacon, aumentam a chance de desenvolver câncer colorretal em 18%.

De forma mais branda, pela falta de provas mais contundentes, a organização também reforçou o alerta em relação à carne vermelha.

Entenda a seguir o que significa a avaliação da OMS, os riscos associados ao consumo desses tipos de alimentos e como cultivar hábitos mais saudáveis.

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O que é carne processada?

A carne processada foi modificada para estender o tempo em que ela pode ficar na prateleira ou para alterar seu sabor.

Os principais métodos para isso são a defumação, o processo de cura ou a adição de conservantes.

Simplesmente passar a carne por um moedor não significa que o resultado disso seja uma carne processada, a não ser que ela seja modificada de outras formas.

Carnes processadas incluem bacon, salsichas, linguiças, salame, carnes curadas ou salgadas e presunto, além de carnes enlatadas e molhos à base de carne.

A carne vermelha, colocada sob alerta pela OMS, tem uma cor mais escura que a carne branca, como é o caso de carnes de vaca, carneiro e porco, por causa dos altos níveis de proteína, que se unem ao oxigênio, à hemoglobina e à mioglobina presentes no sangue e nos músculos.

Por que essas carnes causam câncer?

Químicos cancerígenos podem se formar no processamento da carne, como compostos N-nitrosos e hidrocarbonetos aromáticos policíclicos.

Cozinhar a carne a altas temperaturas, especialmente no churrasco, também pode produzir químicos perigosos.

No entanto, especialistas da OMS admitem que o risco de câncer "ainda não é compreendido totalmente".

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Consumi-las é muito arriscado?

A cada 50g de carne processada por dia - menos do que duas fatias de bacon -, o risco de desenvolver câncer aumenta 18%.

Para cada 100g de carne vermelha, o risco é elevado em 17%, apesar de a OMS apontar que as evidências disso ainda são limitadas.

O que significa a classificação da OMS?

A OMS classifica agentes cancerígenos em cinco grupos:

  • Grupo 1 - cancerígeno para humanos;
  • Grupo 2A - provavelmente cancerígenos para humanos;
  • Grupo 2B - possivelmente cancerígenos para humanos;
  • Grupo 3 - não classificável;
  • Grupo 4 - provavelmente não cancerígeno.

As carnes processadas foram incluídas no primeiro grupo, já que evidências científicas mostram que elas definitivamente causam câncer.

Isso não significa, no entanto, que todos os agentes do grupo 1, no qual estão também o tabaco, o plutônio e o álcool, são igualmente perigosos.

Carnes vermelhas estão no grupo 2A, porque a OMS diz que as evidências ainda são insuficientes para classificá-las de outra forma.

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Comer carne processada é tão ruim quanto fumar ou beber?

Não. Estimativas apontam que 34 mil mortes anuais por câncer se devem a dietas com alto consumo de carne processada.

Em comparação, 1 milhão de mortes por ano são causadas pelo hábito de fumar e 600 mil, pelo consumo de álcool.

Sem CBF, Zico tem só duas indicações e está fora da eleição da Fifa

Não deu para o Galinho. Interessado em concorrer à presidência da Fifa, Zico tinha até as 21 horas (de Brasília) desta segunda-feira para apresentar os apoios de cinco federações de futebol. Apenas duas foram reunidas pelo brasileiro, que não contou com o suporte da própria CBF - a gestão de Marco Polo Del Nero havia condicionado o apoio a Zico ao aval de ao menos outras quatro federações.

As duas indicações conquistadas pelo ex-jogador foram dadas pelas federações de Angola e de São Tomé e Príncipe. Curiosamente, sua carreira nunca esteve ligada aos países apoiadores. Segundo o Galinho, a reviravolta no cenário europeu derrubou seus planos para a eleição, agendada para 26 de fevereiro de 2016. Aos 62 anos, o ídolo do Flamengo segue no comando técnico do Goa, da Índia.

"Não foi possível reunir as cinco cartas para oficializar a candidatura. Vinha conversando com várias pessoas e cerca de seis [federações] tinham me garantido apoio. Mas houve uma reviravolta na UEFA que não possibilita mudanças", lamentou Zico, em referência às suspensões do atual presidente Joseph Blatter e do ex-favorito à sucessão, Michel Platini.

O brasileiro vinha trabalhando com Ricardo Setyon, consultor sênior de relações internacionais e comunicação em sua campanha. O jornalista aproveitou para questionar o destino do apoio da CBF, que não assinou a carta de indicação ao único candidato do Brasil.

"No começo da campanha, o Zico fez questão de fazer a primeira visita à CBF", lembrou Ricardo ao canal pago ESPN Brasil, citando também a desistência da Inglaterra em apoiar Platini. "A gente não esperava que ela revisse seus conceitos e apoiasse o Zico. Mas a pergunta que faço é: já que eles não podem votar no candidato que gostariam, para quem irão esses votos, inclusive o da CBF?", questionou o assessor.

Enquanto Platini tenta se livrar dos recentes escândalos, a Uefa anunciou o nome do secretário-geral Gianni Infantino como postulante à presidência da Fifa. Deste modo, a federação internacional deve contar com outros seis candidatos para o pleito em fevereiro: o príncipe jordaniano Ali Bin Al Hussein; o ex-jogador David Nakhid, de Trinidad e Tobago; o francês Jerome Champagne; o sul-africano Tokyo Sexwade; o liberiano Musa Bility; e o presidente da AFC, Confederação Asiática de Futebol, Salman Bin Ebrahim Al Khalifa.