quinta-feira, 25 de maio de 2017

Meirelles diz que governo deve editar nova MP com Refis ampliado para as empresas

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse já quase no final da noite desta quarta-feira que a Medida Provisória do Refis, que é a 766, perderá a validade e o governo deverá editar uma nova Medida Provisória, com novos prazos de adesão e descontos para os empresários. Meirelles ficou até às 23h45 no Congresso, tentando fechar um acordo, mas a avaliação da equipe econômica é que haviam sido colocados muitos "jabutis" dentro do parecer final.
A informação de que a equipe econômica planejava a edição de uma nova medida provisória (MP)
Meirelles disse que, com um novo Refis, o governo "não perderá nada". Ele acredita que com um novo Refis, com novo prazo de adesão, haverá ainda mais recursos para 2017, que inicialmente seriam de R$ 8 bilhões. Haverá um desconto maior para empresas que pagarem à vista, por exemplo. A sessão da Câmara virou uma queda de braço porque os deputados queriam primeiro a MP 766 e a Receita, queriam a aprovação da MP 765, que dava reajuste a auditores fiscais. Sem o acordo final, uma nova reunião será feita nesta quinta-feira: pela manhã, com os técnicos e à tarde com os parlamentares. A atual MP do Refis perde a validade no próximo dia 1º de junho.
— Avançamos bastante na discussão, mas, de fato, a aglutinação de diversas emendas estava complexa. Então, a ideia dessa MP é de se esgotar ou ser revogada. A princípio, a (nova) Medida Provisória está sendo considerada a melhor pela eficácia imediata, mas ainda não há uma definição. Estamos ainda num processo de chegar a um acordo, mas ainda não chegamos a um acordo final. Vamos ver qual o número total de adesão. Não há dúvida de que um projeto para um pagamento à vista de uma parcela maior beneficia a arrecadação tributária de 2017. Mas precisa ver qual o volume de companhias e de recursos que terão condições de pagar à vista — disse Meirelles.
Meirelles passou o dia negociando o texto com os deputados, mas na noite a Fazenda constatou muitos itens colocados de última hora.
O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB ), disse que é preciso confiar na palavra de que o governo se compromete a editar uma nova MP do Refis e se votasse mesmo assim a MP dos reajustes.
— Temos que ser cuidadosos no texto de um novo Refis — disse Aguinaldo Ribeiro.
Pelo texto acordado até agora, o prazo de adesão subiria para 30 de abril de 2017; com pagamento à vista de 7,5% da dívida consolidada a ser paga até dezembro; parcelamento em 150 meses, com desconto de 25% nos encargos, 40% nas multas.
A Câmara não conseguiu aprovar a MP que prevê reajuste para várias carreiras e principalmente bônus para auditores da Receita. Os deputados chegaram a aprovar o texto principal, mas derrubaram a sessão na hora dos destaques. A MP perde a validade no dia 1º de junho. Eles ficaram irritados com o lobby dos auditores no momento da sessão.
Os deputados queriam primeiro votar a MP do Refis, mas não houve acordo. O acordo foi que será editada uma nova MP do Refis. Mas isso não foi o suficientes para os parlamentares.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Lula caiu na fogueira

Por Felipe Moura Brasil

Gravação é a única prova admitida pelo PT – de preferência, quando não são dos petistas as vozes na gravação. Todas as outras provas, que exigem leitura de documentos, são dadas como inexistentes, pois petista não lê.

A denúncia contra Lula no caso do tríplex no Guarujá tinha 149 páginas. A denúncia contra Lula no caso do sítio de Atibaia tem 168 páginas. Só essas duas, das seis denúncias contra Lula, somam, portanto, 317 páginas. É muita página para petista ler – muito mais para entender e mais ainda para assumir que entendeu.

“Eu não gosto de ler, eu tenho preguiça de ler”, disse Lula em programa de TV em 1981, acrescentando que estava com um livro há três meses e tinha lido 300 páginas.

Naquele suposto ritmo, Lula teria levado pouco mais de três meses para ler as denúncias do tríplex e do sítio – e talvez tivesse batido um recorde digno de registro no ‘Guiness Book’ do Partido dos Trabalhadores que não trabalham nem leem.

Como ficou claro após a divulgação das conversas comprometedoras de Joesley Batista com Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB), e das imagens do assessor do presidente com uma mala de dinheiro e da irmã do senador presa, petistas preferem áudios, fotos, galerias e memes. Livro, só se for para colorir – e de vermelho, claro.

Infelizmente para Lula, a denúncia sobre o sítio (fartamente usufruído por ele) é tão arrasadora que até se entende melhor, como antecipamos em Reunião de Pauta, por que seu advogado atuou para impedir a exploração do caso no interrogatório sobre o tríplex (que Lula não chegou a usufruir porque a imprensa o noticiou como dele já em 2010).

Claudia Suassuna, mulher de Jonas Suassuna, disse que “foi realizada a aquisição do sítio Santa Denise” pelo marido, “já sabendo que sua utilização seria de Lula”.

De quebra, “reconheceu que somente estiveram no local por duas oportunidades, em festas juninas organizadas pela família Lula” e “que em uma das ocasiões pernoitou em um hotel na cidade de Atibaia”.

Já o caseiro Maradona, em e-mails enviados ao Instituto Lula em 2014, informava que “morreu mais um pintinho essa noite e caiu dos (sic) gambá (sic) nas armadilhas”; e também que a “pirua (sic) esmagou os três pintinhos de pavão que estava (sic) com ela”.

É complicado refutar a acusação de que Odebrecht, OAS e Schahin reformaram o sítio como forma de pagar a Lula propinas do esquema de corrupção da Petrobras, se considerarmos – além das confissões de executivos das empreiteiras e dos registros das obras – que o proprietário formal do imóvel só frequentava o arraiá dos Lulas, e o caseiro se reportava diretamente ao comandante máximo para narrar o arraiá dos pintos.

Muito mais fácil é fingir que não existe tudo aquilo que petista não lê.

De tanto dançar quadrilha, Lula caiu na fogueira, mas ainda tenta enganar os “gambá”.

terça-feira, 16 de maio de 2017

MARINA DIZ QUE VOTARIA A FAVOR DAS REFORMAS DA PREVIDÊNCIA E TRABALHISTA SE FOSSE PARLAMENTAR


Até hoje sem se posicionar sobre as reformas do governo Temer, a ex-senadora Marina Silva, candidata à presidência em 2010 e 2014, afirmou nesta segunda-feira 15 que, se fosse parlamentar, votaria a favor das propostas de reforma da Previdência e trabalhista.
Ela acrescentou que trabalharia para corrigir algumas "arbitrariedades" existentes nos textos, em entrevista ao Broadcast Político. Ela concorda, por exemplo, com as idades mínimas de 65 anos para homens e de 62 anos para mulheres e é contra o tempo mínimo de contribuição de 25 anos para se aposentar.
Na entrevista, Marina afirmou também que PT, PMDB e PSDB estão juntos em um movimento para "arrefecer" a Operação Lava Jato.

sábado, 13 de maio de 2017

"Reclama com sua sucessora", disse Moro a Lula sobre abertura da Copa de 2014

Ex-presidente se queixou de não ter participado da cerimônia
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se queixou ao juiz federal Sérgio Moro, durante o interrogatório que se arratou por cinco horas Dr. "não foi convidado" para a abertura da Copa do Mundo de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.
O petista depôs como réu da Lava Jato na ação penal do caso tríplex — imóvel situado no Guarujá, litoral paulista, que os investigadores atribuem a Lula, o que é negado enfaticamente pela defesa.
Neste trecho de seu longo depoimento, Lula respondia a Moro sobre as obras da refinaria Abreu e Lima, em Recife, empreendimento marcado por suspeitas de irregularidades, superfaturamento, fraudes e desvios. A refinaria da Petrobras foi o primeiro alvo da Operação Lava Jato, que desmontou sólido esquema de cartel e propinas na estatal entre 2004 e 2008.
Durante o interrogatório, Moro questionou o petista sobre Abreu e Lima. Lula disse que não foi à inauguração de um setor da refinaria porque "não foi convidado", no final de 2014, ano da Copa.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Esquizofrenia de Lula após ser desmascarado é típica de vilões e grandes criminosos que caíram em desgraça


Um antigo aliado do ex-presidente Lula se surpreendeu com a agressividade do petista esta semana durante uma conversa na sede do instituto Lula. O ex-presidente perdeu o controle e partiu para ofensas quando seu interlocutor sugeriu que ele e o partido "chegaram onde quase ninguém julgava ser possível" e que todos deveriam se dar por satisfeitos. Lula não se conteve e afirmou que ainda não acabou e que vão conseguir reverter o cenário desfavorável. O petista não aceitou a opinião do velho companheiro, que disse que Lula e o PT tinham ido "longe demais".

Todos no partido reconhecem que a Operação Lava Jato tirou o ex-presidente dos eixos. A eficiência da força-tarefa baseada em Curitiba e liderada pelo juiz federal Sérgio Moro tem sido tão eficaz em apurar os crimes atribuídos ao petista, que 100% das pessoas razoáveis já dão o caso por encerrado. Lula pode ser preso, que não haverá nenhuma comoção nacional, exceto um barulho ou outro provocado por setores da esquerda que já não gozam de grande credibilidade junto a opinião pública.

O desespero de Lula é tão grande diante destes fatos que o petista já não consegue mais agir de forma racional. Se antes, o ex-presidente era reconhecido por sua inteligência e extraordinária capacidade de reverter situações desfavoráveis, o Lula de 2017 não faz nem sombra ao ex-chefe de Estado que encantou o mundo na esteira do pré-sal. Incapaz de administrar os revezes de modo racional, o petista dispara sua metralhadora de bobagens em todas as direções, atacando a Justiça, a imprensa e a sociedade de modo geral.

"As piadinhas de Lula, sua falta de respeito com as instituições e com a condução do devido processo legal é uma forma de esquizofrenia. O petista apresenta os sintomas clássicos relacionados a dissociação da ação e do pensamento,  expressa em uma sintomatologia variada, como delírios persecutórios, alucinações". É deplorável que uma pessoa que se diz inocente não consiga demonstrar dignidade, serenidade e equilíbrio.

Lula se comunica apenas com uma minguada audiência de pessoas obtusas que se negam a admitir o declínio da esquerda brasileira, que foi completamente arratada para o poço da corrupção e ganância pelo poder. A falta de sobriedade de Lula e de seus aliados é algo que torna a situação ainda mais degradante. O petista comete o maior de seus erros ao tentar se esquivar de seus crimes feito uma lontra ensaboada na beira do rio. Lula está tão desesperado que já nem se dá conta do quanto tem desrespeitado o intelecto alheio. Segundo analistas, após tantas atitudes insanas, fica difícil descrever o espetáculo deprimente protagonizado pelo petista nos últimos dias. Lula sabe que ter a cumplicidade de seus aliados não é o bastante para se salvar das encrencas em que se meteu. Lula sabe que não há como modificar o código penal apenas para encaixar a sua versão política da história. Crime é crime e todo cidadão é igual perante a lei.

Lula sempre se achou muito esperto e nunca conseguiu admitir uma derrota com humildade. O problema é que o desenho dos crimes cometidos pelo petista é extremamente infantil. Na avaliação de delegados da Polícia Federal, seus estratagemas elementares para lavar dinheiro, receber vantagens indevidas e ocultar patrimônio são dignos de um bicheiro ou agiota de esquina. São crimes de baixo nível, sem nenhum grau de sofisticação, tipicamente cometidos por pessoas sem vivência no mundo dos crimes de lavagem de dinheiro.

Neste caso, não é nem a Lava Jato que é certeira. Lula que deu bandeira demais com crimes bastante óbvios, que foram facilmente caracterizados pelo seu enriquecimento ilícito. Não é comum que alguém com renda declarada de R$ 3.780,00 movimente R$ 53 milhões em suas contas em apenas um ano. O fato de uma pessoa ter sido presidente da República não a torna uma fonte de riqueza tão formidável.


Cientistas políticos estão acostumados com este tipo de conduta entre os representantes da classe política brasileira. O que é mais surpreendente é concluir que pessoas tão desqualificadas ainda consigam chegar ao mais alto posto do Brasil. A única explicação plausível para isso é aceitar que grandes empresas e grupos poderosos consentiram um morto de fome ser presidente do país apenas para poderem assaltar os cofres públicos de forma mais sistemática. Para Lula, alguns trocados, uma chácara com pedalinho e um apartamento classe média numa praia popular foram o bastante. Para os empresários, fica difícil calcular o montante em vantagens indevidas que obtiveram com tanta facilidade. Mas para a sociedade, sobretudo os mais pobres, o estrago provocado por treze anos de corrupção foi devastador. 

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Dilma sofre de ‘amnésia moral’, diz Santana

Marqueteiro afirma ao TSE que, ‘infelizmente’, presidente cassada sabia de caixa 2 e se sentia chantageada por Marcelo Odebrecht
O uso de caixa 2 na campanha eleitoral de Dilma Rousseff (PT) em 2014 reforçou a percepção de que os políticos brasileiros sofrem de “amnésia moral”, disse em depoimento sigiloso à Justiça Eleitoral o marqueteiro João Santana, responsável pelas campanhas do PT à Presidência da República em 2006, 2010 e 2014. Segundo o publicitário, Dilma “infelizmente” sabia do uso de recursos não contabilizados em sua campanha e se sentia “chantageada” pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht.
De acordo com Santana, a petista teria sido uma “Rainha da Inglaterra” em se tratando das finanças de sua campanha, não sabendo de todos os detalhes dos pagamentos efetuados.
No entanto, indagado se a presidente cassada tinha conhecimento de que parte das despesas era paga via caixa 2, o marqueteiro foi categórico: “Infelizmente, sabia. Infelizmente porque, ao me dar confiança de tratar esse assunto, isso reforçou uma espécie de amnésia moral, que envolve todos os políticos brasileiros. Isso aumentou um sentimento de impunidade”. 
O Estado apurou mais detalhes do depoimento de Santana, prestado na última segunda-feira no Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA). Na ocasião, o ex-marqueteiro de Dilma lembrou o papel do atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT), como “porta-voz” de recados de Marcelo Odebrecht. 
“Dilma se achava chantageada pelo Marcelo”, afirmou Santana à Justiça Eleitoral. De acordo com o relato do publicitário, o objetivo da chantagem seria intimidar a então presidente a ponto de fazê-la impedir o avanço das investigações da Lava Jato. Dilma nunca gostou do “Menino”, apelido que usava para se referir a Marcelo Odebrecht, disse o ex-marqueteiro do PT. 
Conforme depoimento do ex-diretor de Crédito à Exportação da Odebrecht Engenharia e Construção João Nogueira à Procuradoria-Geral da República (PGR), o ex-presidente da Odebrecht enviou, por meio de Pimentel, documentos que demonstravam o uso de caixa 2 na campanha da petista. O objetivo era demonstrar que Dilma não estava blindada na crise de corrupção que se instalou no seu governo. 
Dilma também teria sido avisada reiteradas vezes de que a sua situação poderia se complicar se ela não barrasse um acordo internacional entre autoridades do Ministério Público do Brasil e da Suíça, já que a conta da sua campanha estaria “contaminada”.
João Santana foi uma das últimas testemunhas ouvidas no âmbito da ação que apura se a chapa encabeçada por Dilma, de quem Michel Temer foi vice, cometeu abuso de poder político e econômico para se reeleger em 2014. O julgamento do processo deverá ser retomado na segunda quinzena de maio. A informação de que Dilma sabia do uso de caixa 2 foi considerada um fato novo pelo ministro Herman Benjamin. 
'Coisa nefasta'. O assunto “caixa 2” foi tratado por Dilma e por João Santana já em abril e maio de 2014, antes do início oficial da campanha eleitoral. De acordo com o marqueteiro, o pagamento “oficial” estava em dia, enquanto os repasses de recursos não contabilizados via Odebrecht sofriam atrasos. 
Santana foi questionado no depoimento se esses atrasos não seriam genéricos, mas o próprio marqueteiro enfatizou que a demora nos pagamentos sempre envolve a parte não contabilizada. O publicitário afirmou que já estava acostumado a dar “alerta vermelho” sobre atrasos, desde a época em que trabalhou na campanha de Lula à Presidência, em 2006. 
“Caixa 2 é uma coisa nefasta”, criticou Santana, que disse não haver campanha eleitoral sem a irrigação de recursos não contabilizados – mesma constatação que já havia sido feita por Marcelo Odebrecht em outro depoimento ao ministro Herman Benjamin. 
Para o marqueteiro, a definição das coligações em torno de candidaturas são “leilões”, envolvendo uma série de interesses e negociações, como a distribuição de cargos. “Isso vai perdurar enquanto tiver empresário querendo corromper e político querendo ser corrompido”, disse. Mesmo considerando Dilma Rousseff uma política honesta, o marqueteiro reconheceu que a petista acabou “fatalmente nessa teia”. 

“É um esquema maior que o ‘petrolão’. Essa promiscuidade de público e privado vem do Império, passou por todas as coisas da República”, resumiu Santana. / COLABOROU FÁBIO FABRINI